Quando o assunto é rap nacional, pode ter certeza: o Brasil não fica para trás em talento, originalidade e presença internacional. Se antes a cena era vista como nichada e restrita às periferias, hoje nossos rappers ultrapassam fronteiras, lotam casas de show mundo afora e fazem o público gringo cantar em português – ou, pelo menos, tentar. E sabe o que é melhor? A história de sucesso desses artistas não veio de graça: foi conquistada no suor, na rima afiada e na marra, transformando vidas, quebrando preconceitos e colocando o rap brasileiro no mapa global.
Vamos começar com Emicida, que dispensa apresentações. O rapper paulistano, filho da zona norte de São Paulo, coleciona títulos e já gravou em estúdios lendários como o da Red Bull, em Nova York. Seu álbum “AmarElo”, lançado em 2019, não só conquistou o Grammy Latino como também o levou a se apresentar em festivais na Europa e nos Estados Unidos. Além disso, Emicida foi protagonista de um documentário na Netflix, aumentando ainda mais sua visibilidade internacional. Com participações de artistas como Ibeyi, MC Tha e Zeca Pagodinho, Emicida mostrou que o rap nacional pode, sim, dialogar com o mundo inteiro.
Outro nome que elevou o rap brasileiro ao patamar internacional é Karol Conká. Seja por sua voz marcante, presença de palco ou atitude, Karol conquistou espaço em festivais como o Coachella, nos Estados Unidos, e South by Southwest (SXSW), no Texas. Suas músicas ultrapassaram a barreira do idioma e tocaram em rádios e pistas de dança de cidades como Londres, Paris e Berlim. Colaborações com artistas internacionais, como o duo Tropkillaz e o produtor Diplo, só reforçam sua posição de destaque.
Não dá para falar de rap nacional lá fora sem citar Criolo. O artista já rodou o planeta, levando seu rap com pegada de samba e MPB para palcos na Europa, América do Norte, América Latina e até na Oceania. Criolo já tocou no festival Roskilde, na Dinamarca, e fez turnês por países como França, Inglaterra, Alemanha e Austrália. Em 2019, ele lançou uma versão de “Boca de Lobo” com a rapper francesa Chilla, mostrando que a união de sons e causas sociais não conhece fronteiras.
E não, não esquecemos do Racionais MC’s, grupo icônico do rap nacional. Mano Brown, Ice Blue, Edi Rock e KL Jay são referência desde os anos 90 e, apesar de demorarem para embarcar em turnês internacionais, fizeram história em 2014 com shows em Nova York e Londres, levando multidões de brasileiros e gringos ao delírio. O álbum “Sobrevivendo no Inferno” é frequentemente citado em listas internacionais de melhor rap em língua não inglesa, e já foi até tema de tese em universidades estrangeiras. Se o rap brasileiro tem respeito fora do país, parte desse crédito vai para os mestres dos Racionais.
Falando em gerações mais novas, BK’ é um destaque que já começa a ganhar a cena internacional. O rapper carioca participou do festival Primavera Sound, em Barcelona, e tem sido elogiado por críticos estrangeiros pela qualidade lírica e produção de seus trabalhos, como a trilogia “Castelos & Ruínas”, “Gigantes” e “O Líder em Movimento”. BK’ mostra que o futuro do rap brasileiro está em boas mãos – e em ótimas playlists mundo afora.
Quem também merece menção é Marcelo D2, um dos pioneiros em misturar rap com samba e MPB. Marcelo levou o som carioca para palcos de festivais como Montreux Jazz Festival, na Suíça, e colaborou com músicos internacionais, como o norte-americano will.i.am, do Black Eyed Peas. D2 ajudou a desconstruir o preconceito musical e abriu portas para novas gerações, mostrando que o rap nacional também pode ser sofisticado e universal.
E, claro, não dá para esquecer da cultura do freestyle e das batalhas de rima, que ganharam o mundo graças a expoentes como MC Rashid e Projota. Esses artistas começaram nas batalhas de rua e hoje têm turnês em países como Portugal e Espanha, além de parcerias com músicos estrangeiros. Rashid inclusive já lançou músicas em inglês e participou de festivais na Europa.
O rap nacional conquistou seu espaço não apenas pela qualidade musical, mas também pelo impacto social e político. As letras que retratam o cotidiano das periferias, as lutas e conquistas do povo brasileiro, ganharam eco mundo afora e mostraram que nossa realidade pode, sim, dialogar com outras culturas. Se você ainda não colocou o rap brasileiro na sua playlist internacional, está perdendo tempo – e aquela batida perfeita que não sai da cabeça.
E se você quiser mergulhar ainda mais fundo nesse universo, fica a dica: acesse o Soundz (https://soundz.com.br), plataforma de streaming de música grátis, onde você pode escutar músicas, criar suas playlists e ainda conferir uma revista digital completa de diferentes assuntos. O rap nacional já ganhou o mundo. Agora, é a sua vez de ganhar o mundo ouvindo rap brasileiro!
































