Ranking: Os 50 Melhores Álbum de Sertanejo Sofrência de Todos os Tempos

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Se existe um estilo musical que sabe transformar lágrimas em trilha sonora, esse estilo é o sertanejo sofrência. Nada melhor que aquela moda de viola para embalar o coração partido, não é? Do interiorzão ao topo das paradas, o sertanejo evoluiu, ganhou guitarras elétricas, modões universitários e até pitadas de pop, mas uma coisa nunca mudou: a sofrência é garantida em cada acorde. Por isso, preparamos um ranking definitivo dos 50 melhores álbuns de sertanejo sofrência de todos os tempos, para você sofrer com dignidade, voz embargada e copo na mão. Prepare o lencinho (e a caixa de som), porque a viagem é longa e cheia de emoções. Bora conferir?

Começamos dos anos 80, quando Zezé Di Camargo & Luciano e Chitãozinho & Xororó pavimentaram a estrada da dor de cotovelo com álbuns que viraram hinos nacionais. O disco “É o Amor” de Zezé Di Camargo & Luciano, lançado em 1991, não só apresentou uma das músicas mais regravadas do país, mas também inaugurou uma era de letras apaixonadas e refrões grudentos. Chitãozinho & Xororó, com “Cowboy do Asfalto” de 1996, mostraram que a sofrência também pode ser trilha sonora para quem pega a estrada da vida e volta pra casa pensando naquele crush que não responde o WhatsApp (mesmo sendo década de 90, né?).

Nos anos 2000, a sofrência ganhou reforço dos universitários. Jorge & Mateus, com “Ao Vivo em Goiânia” (2007), revolucionaram as noites de balada com hits como “Pode Chorar” e “De Tanto Te Querer”. Victor & Leo, com “Borboletas” (2008), uniram poesia e sofrimento em faixas que até hoje causam arrepios em quem lembra do primeiro término. E quem nunca ouviu “Evidências”, do Chitãozinho & Xororó, e não sentiu vontade de ligar para o ex? A música faz parte do álbum “Coração do Brasil” (1990) e virou o hino não oficial dos corações despedaçados — reza a lenda que já salvou (ou complicou) milhares de relacionamentos.

Entrando nos anos 2010, a sofrência ficou mais pop, mas não menos sofrida. Marília Mendonça, eterna Rainha da Sofrência, lançou “Realidade” (2017), um álbum que poderia muito bem vir com lenço incluso de tanto que faz chorar. Dupla Simone & Simaria também merece destaque com “Bar das Coleguinhas” (2015), que transformou desilusões amorosas em verdadeiras festas de karaokê. Gusttavo Lima não ficou para trás: “Buteco do Gusttavo Lima” (2014) mostrou que até o embaixador entende de amor não correspondido.

Não dá pra esquecer dos clássicos. João Mineiro & Marciano, com “Clássicos Sertanejos” (1994), provam que a sofrência já era presente muito antes de virar meme. Bruno & Marrone, com “Acústico” (2001), entregaram ao Brasil um repertório inteiro de dor de cotovelo, incluindo o hino “Dormi na Praça”. Leonardo, na carreira solo, lançou o inesquecível “Leonardo” (1998), garantindo que a mesa do bar nunca fique silenciosa.

Chegando mais perto dos dias de hoje, Henrique & Juliano conquistaram multidões com “Menos é Mais” (2019), um álbum que flerta com o pop, mas mantém a essência do sofrimento rural. Zé Neto & Cristiano, com “Esquece o Mundo Lá Fora” (2018), lideraram as paradas com faixas que são pura identificação para quem já amou demais — ou de menos.

Para quem busca aquela sofrência raiz, não faltam opções. Matogrosso & Mathias, Chrystian & Ralf, Milionário & José Rico — todos com álbuns antológicos, como “Disco de Ouro” (1982) e “Ao Vivo” (1989), respectivamente. E quem diria que, em pleno 2025, novas gerações continuam descobrindo e chorando ao som de “Estrada da Vida”, do Milionário & José Rico, lançado em 1978?

A lista dos 50 melhores álbuns de sertanejo sofrência é um convite para revisitar memórias, amores, términos e recomeços. Cada disco, uma história; cada faixa, uma lágrima a mais no lenço. Se você está em busca de inspiração para montar aquela playlist perfeita de sofrência, ou só quer entender como o Brasil virou expert em sentir saudade, este ranking é seu guia definitivo. Desde Zezé Di Camargo & Luciano até as novas vozes de Ana Castela e Lauana Prado, o importante é sentir — e cantar junto, bem alto, porque sofrer sozinho não tem graça.

E aí, sentiu falta de algum álbum ou artista? Compartilhe com a gente nas redes, marque o @soundzbr e ajude a aumentar esse ranking com as suas sugestões. E claro, aproveite para escutar todos esses álbuns na Soundz (https://soundz.com.br), sua plataforma de streaming de música grátis, onde você cria playlists, descobre novos sons e ainda confere uma revista digital completa sobre música, cultura pop e variedades. Porque sofrer com trilha sonora boa é quase um consolo, né?

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