Música

“Os Melhores Arrastões de Axé de Todos os Tempos”

Se você já sentiu aquele frio na barriga ao ver uma multidão de foliões descendo a avenida atrás do trio elétrico, sabe que nada se compara à emoção de um autêntico arrastão de Axé. Surgido nas areias de Salvador e exportado para o Brasil inteiro, o gênero Axé não só revolucionou a cena musical, mas também transformou a maneira como curtimos o Carnaval e celebramos a vida. Hoje, vamos embarcar em uma viagem recheada de confete, serpentina, suor, alegria, e claro, muita música, para relembrar os melhores arrastões de Axé de todos os tempos. Aperte o cinto do abadá e venha com a gente!

É impossível falar de arrastão sem mencionar o bloco Camaleão, puxado pelo Chiclete com Banana. No auge dos anos 90 e 2000, Bell Marques, com seu inseparável chapéu, arrastava facilmente mais de 2 milhões de pessoas pelas ruas de Salvador. O Camaleão era conhecido por ser o bloco mais disputado, onde as músicas “100% Você”, “Diga Que Valeu” e “Voa Voa” explodiam em uníssono. A energia era tão contagiante que não importava se você estava dentro do cordão ou correndo por fora: era impossível ficar parado!

Mas nem só de Chiclete vive o arrastão. Cláudia Leitte, com seu bloco Largadinho, também fez história. Em 2014, poucas semanas antes do Carnaval, Claudinha reuniu cerca de 1,5 milhão de pessoas na Barra-Ondina, tocando hits como “Exttravasa” e “Largadinho”. O desfile entrou para o Guinness Book como um dos maiores blocos de Carnaval do mundo – e olha que recorde em Salvador é quase esporte olímpico!

Ivete Sangalo, nossa musa baiana e patrimônio imaterial da alegria, não podia ficar de fora. Em 2012, a rainha do Axé arrastou quase 2 milhões de pessoas em pleno Campo Grande, com o seu bloco Coruja. O que mais chama a atenção nos arrastões de Ivete é a interação com o público. Ela para o trio, conversa, brinca, faz o povo sentar e pular junto – tudo isso sem perder a voz ou o rebolado. Fica difícil escolher só um arrastão para listar, porque Ivete é tipo aquele glitter que gruda e nunca sai: está sempre brilhando.

O lendário Asa de Águia, comandado por Durval Lelys, também teve arrastões históricos. Em 2005, Durval puxou uma multidão na avenida, embalado por “Dança do Vampiro”, “Quebra Aê” e “Eva”. O bloco Cocobambu virou sinônimo de festa democrática, reunindo desde a galera do axé raiz até turistas em busca da verdadeira experiência soteropolitana.

Não podemos esquecer do Mascarados, bloco que mistura irreverência e tradição desde 1999. Comandado por Margareth Menezes, o arrastão do Mascarados é famoso por acolher todos os tipos de foliões, sem cordas, sem regras – só com muita música de qualidade. Em 2019, Margareth reuniu cerca de 800 mil pessoas no circuito Dodô, provando que Axé também é resistência, inclusão e, acima de tudo, felicidade.

E se você pensa que os melhores arrastões são coisa do passado, vale lembrar do fenômeno Léo Santana. O GG da Bahia já arrastou multidões com seu swing, principalmente em 2023, quando levou mais de 1,2 milhão de pessoas ao delírio ao som de “Santinha” e “Zona de Perigo”. Léo mostrou que o Axé está mais vivo do que nunca, se renovando e conquistando novas gerações.

Além dos gigantes, temos que celebrar também os arrastões que acontecem fora de Salvador. Em Recife, Olinda e até no Rio de Janeiro, blocos de Axé já tomaram conta das ruas, mostrando a força nacional desse ritmo contagiante. Destaca-se o bloco Timbalada, sob o comando de Carlinhos Brown, que em 2010 conduziu uma verdadeira maré humana pelo Pelourinho, misturando batuque, música e história.

Se tem uma coisa que esses arrastões provam é que Axé é sinônimo de povo na rua, sorriso no rosto e coração batendo fora do peito. Quem já foi sabe: não existe tristeza que resista a um trio elétrico passando a 1 metro de você. E mesmo quem nunca foi à Bahia consegue sentir um gostinho dessa energia através da música, dos vídeos e das histórias que se multiplicam ano após ano.

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