Os Bastidores das Turnês das Maiores Bandas de Rock

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Se você já sonhou em ser uma mosquinha nos bastidores das maiores turnês de rock do mundo, prepare-se – porque hoje vamos embarcar numa viagem cheia de histórias, curiosidades e umas boas doses de caos organizado. Os bastidores das turnês das maiores bandas de rock são um universo à parte: um lugar onde camarins valem mais que barras de ouro, pedidos excêntricos são rotina e logística é quase uma ciência de foguete (sem exagero).

Imagine a cena: você é roadie do Queen em 1986, última turnê com Freddie Mercury. Seu trabalho? Certificar-se de que o microfone de Mercury está sempre à mão, o palco reluz como uma nave espacial e os holofotes nunca falham no solo de guitarra de Brian May. Entre um show e outro, a equipe se dividia entre resolver pepinos técnicos e lidar com pedidos ‘normais’ para astros do rock. Freddie, por exemplo, gostava de um ambiente confortável e, sim, não dispensava seu famoso chá inglês mesmo nos camarins mais improvisados. Falando em camarim, sabia que a lenda do Van Halen pedir “M&Ms, mas sem os marrons” era real? Não era frescura, era uma forma de verificar se a produção lia os contratos com atenção. Se eles errassem nos M&Ms, podiam errar em itens críticos de segurança no palco!

Nos anos 1990, o U2 transformou turnês em experiências multimídia com a Zoo TV Tour. Foram 157 shows em 2 anos, 52 caminhões para transportar equipamentos e uma equipe que parecia mais um batalhão – tudo para criar o espetáculo visual que marcou época. Já o AC/DC é famoso por suas exigências sonoras: exigem sempre o volume no talo, a ponto de engenheiros de som e vizinhos de estádios entrarem em pânico! Sem falar nas guitarras de Angus Young, que viajam protegidas como se fossem recém-descobertas obras renascentistas.

Na virada do milênio, o Red Hot Chili Peppers chamou atenção por levar a sustentabilidade para a estrada: garrafas reutilizáveis, alimentação vegana nos bastidores e até bicicletas para circular entre palcos e trailers. Mas nem só de ordem vive o rock. O Guns N’ Roses, por exemplo, ficou conhecido pelo “show do atraso”, mas atrás das cortinas, a equipe virava noite para garantir que cada apresentação viesse com a tradicional dose de pirotecnia, cenários grandiosos e, claro, muita guitarra distorcida.

Agora, se você acha que tudo é festa, está enganado. Coordenar uma turnê de uma banda como Rolling Stones é praticamente como organizar uma Olimpíada itinerante: milhares de pessoas viajando, equipamentos pesando toneladas atravessando continentes, alimentação especial, segurança em nível presidencial e, claro, aquele toque de rock’n’roll que só Mick Jagger e companhia sabem dar. Foram mais de 2 mil shows realizados desde 1962, movimentando bilhões de dólares e uma legião de fãs fiéis.

Não dá para esquecer do Pink Floyd, que revolucionou o conceito de shows ao vivo com cenários infláveis gigantes, lasers e som quadrifônico. Em 1994, a turnê “The Division Bell” bateu recordes: mais de 5 milhões de espectadores em 68 apresentações. Logística de armar um espetáculo desses? Viagens de avião fretado, trens e, acredite, até navios para cruzar oceanos com os equipamentos. É rock, mas parece missão da NASA.

Por trás das cortinas, cada membro da equipe tem sua função: dos roadies, que montam e desmontam palcos, aos técnicos de som, luz, alimentação, seguranças e até massagistas. Os bastidores são quase como pequenas cidades móveis, com direito a áreas de descanso, cozinhas industriais e, claro, aquela geladeira repleta de energéticos (e, às vezes, um Jack Daniel’s estratégico).

E entre pedidos malucos, trocas de figurino em tempo recorde, transportes mirabolantes e aquela energia insana que só existe nos bastidores do rock, fica a certeza: o show só acontece porque existe uma verdadeira máquina nos bastidores. Uma engrenagem de pessoas apaixonadas, criativas e um pouquinho malucas – afinal, para encarar meses na estrada junto com astros do rock, sanidade é opcional.

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