Os artistas que tiveram suas carreiras arruinadas por vícios

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Quando ouvimos sobre estrelas da música, normalmente pensamos em shows lotados, multidões cantando em uníssono e aquela aura quase mística de sucesso e glamour. Mas nem tudo são flores (ou notas musicais) na vida desses artistas. Por trás do brilho dos holofotes, muitos enfrentaram batalhas internas dolorosas, e, infelizmente, para alguns, os vícios acabaram arruinando carreiras promissoras. Separamos 40 casos reais de artistas que viram seus universos desmoronarem por conta de vício em álcool, drogas e até mesmo em comportamentos autodestrutivos. Prepare-se para uma viagem cheia de música, tragédias e reviravoltas — e, quem sabe, para refletir sobre como a fama pode ser, às vezes, a pior inimiga do sucesso.

Para começar, é impossível não lembrar de Amy Winehouse. Com uma voz inconfundível e talento de sobra, Amy conquistou o mundo com hits como “Rehab” e “Back to Black”. Porém, o próprio título de sua música mais famosa já revelava o drama vivido nos bastidores. O abuso de álcool e drogas não só impactou suas performances como encurtou tragicamente sua vida e carreira, deixando o mundo órfão de uma das maiores vozes do século XXI em 2011.

Falando em lendas, Janis Joplin foi outro exemplo de como o vício pode ser devastador. Ícone do rock e do blues dos anos 60, Janis teve uma ascensão meteórica, mas não aguentou o peso do estrelato. Sua dependência em heroína e álcool a levou à morte aos 27 anos, colocando-a no famoso “Clube dos 27”, ao lado de outros ícones que se foram cedo demais.

E como não mencionar Kurt Cobain? O líder do Nirvana foi a voz de uma geração, mas lutava contra a depressão e um vício severo em heroína. Apesar de todo sucesso e influência no movimento grunge, o vício foi um dos fatores que contribuíram para sua morte precoce em 1994.

No universo do pop, Britney Spears viveu publicamente uma espiral de autodestruição ligada ao abuso de substâncias e medicamentos controlados. Embora tenha conseguido retomar parte de sua carreira nos últimos anos, Britney sofreu perdas irreparáveis profissionalmente e pessoalmente, comprovando que a luta contra o vício não escolhe gênero ou estilo musical.

Whitney Houston é outro nome que não pode faltar nessa lista. Dona de uma das vozes mais potentes do pop e R&B, Whitney viu sua carreira e reputação serem devastadas pelo uso de cocaína, crack e álcool. Problemas de saúde e escândalos resultantes do vício culminaram em sua morte em 2012, deixando milhões de fãs desolados.

No rock clássico, Ozzy Osbourne quase foi mais conhecido por suas extravagâncias do que por sua música, pelo menos durante uma fase da vida. O “Príncipe das Trevas” já confessou que sobreviveu a quantidades inacreditáveis de álcool e drogas. Embora tenha conseguido dar a volta por cima, houve períodos em que seus excessos quase acabaram para sempre com sua carreira — e, diga-se de passagem, com sua vida.

Sid Vicious, baixista do Sex Pistols, talvez seja um dos exemplos mais dramáticos. Sua relação com heroína era tão intensa quanto a agressividade de seu punk rock. Sid morreu aos 21 anos por overdose, deixando para trás um legado musical curto, porém marcante, e uma triste lembrança de como os vícios podem ser fatais.

Charlie Sheen, embora mais conhecido pela atuação, também se aventurou no mundo da música e acabou tendo sua carreira prejudicada pelos vícios em álcool, drogas e festas intermináveis. Suas aparições públicas bizarras e internações constantes afetaram contratos milionários e afastaram fãs.

MC Daleste, no cenário brasileiro, perdeu a vida em 2013, vítima de violência. Porém, antes disso, já lutava contra o abuso de álcool e enfrentava dificuldades em manter uma carreira consistente, assim como outros nomes do funk, como MC Catra, que também lidou com vícios ao longo da vida e viu sua saúde e carreira serem impactadas.

No universo do rap americano, DMX é um caso emblemático. O rapper colecionou sucessos nos anos 90 e 2000, mas também prisões e internações relacionadas ao vício em crack e álcool. Seu falecimento em 2021, após um ataque cardíaco causado por overdose, foi um lembrete cruel dos riscos desse estilo de vida.

Lindsay Lohan, um fenômeno pop dos anos 2000, também viu sua carreira desmoronar por conta do abuso de álcool e drogas. Da promessa de Hollywood à reabilitação, Lindsay virou personagem de tabloides, perdendo contratos, papéis e credibilidade na indústria.

E não podemos esquecer de Michael Jackson, o Rei do Pop. Embora seu talento seja indiscutível, o abuso de medicamentos controlados para lidar com dores crônicas e insônia afetou sua saúde e imagem. Sua morte, em 2009, foi causada por uma overdose de anestésicos, e muitos especialistas apontam que o vício teve papel central na tragédia.

Macaulay Culkin, eternizado em “Esqueceram de Mim”, também teve sua carreira manchada por envolvimento com drogas e álcool. Embora esteja em recuperação e até brinque com sua imagem pública, Culkin passou anos afastado dos holofotes e viu seu potencial ser desperdiçado por conta dos vícios.

Elvis Presley, o incontestável Rei do Rock, sucumbiu aos efeitos do abuso de medicamentos prescritos e pílulas para dormir. Apesar da tentativa de manter as aparências, Elvis enfrentava problemas sérios de saúde ligados ao vício, que culminaram em sua morte precoce em 1977.

Billie Holiday, uma das maiores vozes do jazz, teve uma vida marcada pelo racismo, abusos e vícios em álcool e heroína. Suas múltiplas internações, prisões e problemas de saúde afetaram diretamente sua capacidade de se apresentar, tornando seus últimos anos extremamente difíceis.

Brian Jones, dos Rolling Stones, foi outro nome que se foi cedo demais. O abuso de álcool e drogas fez com que fosse afastado da banda que ajudou a fundar. Morreu aos 27 anos, afogando-se na piscina de sua casa, cercado de boatos sobre causas relacionadas ao uso de substâncias.

Axl Rose, líder do Guns N’ Roses, também enfrentou problemas com álcool, drogas e comportamento explosivo. Isso levou a atrasos em turnês, conflitos com colegas de banda e períodos de reclusão que quase acabaram de vez com a carreira do grupo nos anos 90.

Layne Staley, vocalista do Alice in Chains, viu seu talento ser ofuscado pelo vício em heroína. Mesmo criando álbuns memoráveis, Layne se isolou, perdeu peso drasticamente e acabou falecendo sozinho em seu apartamento, apenas sendo encontrado dias depois.

Chico Science, ícone do movimento manguebeat no Brasil, também tinha relatos de consumo excessivo de álcool. Embora sua morte tenha sido consequência de um acidente de carro em 1997, muitos apontam que o estilo de vida de rockstar acelerou o fim de uma carreira brilhante.

Michael Hutchence, vocalista do INXS, enfrentou depressão e abuso de álcool e drogas, culminando em sua morte trágica em 1997. Sua luta interna ficou disfarçada pelo sucesso, mas nos bastidores era intensa e, infelizmente, fatal.

Billie Joe Armstrong do Green Day teve períodos complicados com abuso de álcool e remédios, chegando a ser internado em 2012. Embora tenha conseguido se recuperar, esse período colocou em risco a estabilidade e a imagem da banda.

Syd Barrett, fundador do Pink Floyd, foi afastado do grupo devido ao uso excessivo de LSD e outros entorpecentes, o que o levou a desenvolver problemas mentais severos e o afastou definitivamente da carreira artística.

Cazuza, um dos maiores poetas do rock nacional, teve sua trajetória marcada pelo abuso de drogas e álcool. O próprio cantor relatava como os vícios afetaram sua saúde — ele morreu jovem, vítima de complicações do HIV, mas seu estilo de vida extremo também influenciou na deterioração de seu quadro de saúde.

Marilyn Monroe, símbolo absoluto de sensualidade e talento, também teve sua carreira comprometida pelo abuso de remédios e álcool. Suas ausências em filmagens e dificuldades de relacionamento profissional estão diretamente ligadas ao vício, que culminou em sua morte precoce.

George Michael, que brilhou no Wham! e em carreira solo, enfrentou um longo histórico de abuso de substâncias, o que resultou em escândalos públicos, prisões e períodos de rehab, além de prejudicar gravações e turnês.

Janis Ian, importante figura do folk, viu sua carreira declinar nos anos 70 devido ao uso de cocaína, o que afetou sua produtividade e performances.

Billie Piper, ex-diva pop britânica, também revelou ter lidado com álcool e drogas durante o auge de sua carreira, o que levou a cancelamentos e mudanças bruscas em sua trajetória.

Pete Doherty, do The Libertines e Babyshambles, talvez seja o melhor exemplo moderno de carreira prejudicada por vícios: prisões, internações e shows cancelados fazem parte de seu currículo quase tanto quanto músicas.

Lamar Odom, astro da NBA e rapper ocasional, quase perdeu a vida por overdose em 2015. O episódio não só encerrou sua carreira esportiva, como também o afastou da música e de outros projetos.

Whitney Houston, já citada, mas vale dobrar o exemplo para quem acha que imunidade vocal protege de tudo. Sua última década foi marcada por cancelamentos, performances desastrosas e escândalos, sempre ligados ao abuso de substâncias.

Courtney Love, líder da banda Hole, enfrentou processos judiciais e cancelamentos de shows devido a suas constantes recaídas em álcool e drogas, que ofuscaram seu talento.

Jason “Jace” Alexander, diretor e músico, foi afastado de projetos importantes devido ao uso de drogas e envolvimento em polêmicas judiciais relacionadas.

Scott Weiland, do Stone Temple Pilots, lutou por anos contra vícios em heroína, álcool e cocaína, o que resultou em múltiplas prisões, demissões e, por fim, sua morte por overdose em 2015.

Phil Spector, além de produtor lendário, também ficou conhecido por episódios violentos ligados ao abuso de álcool e drogas, o que culminou em sua condenação por homicídio e fim da carreira.

John Bonham, lendário baterista do Led Zeppelin, teve a carreira encurtada por sua morte após consumir grande quantidade de álcool. Sua partida acabou com o Zeppelin, mostrando o impacto devastador do vício no rock.

Hillel Slovak, guitarrista original do Red Hot Chili Peppers, morreu aos 26 anos devido ao abuso de heroína, forçando a banda a repensar sua relação com drogas e a vida na estrada.

Judy Garland, estrela de “O Mágico de Oz”, teve a carreira e saúde destruídas pelo uso desenfreado de remédios e álcool, com consequências trágicas para sua vida e legado.

Por fim, não poderia faltar Jerry Garcia, do Grateful Dead, que teve diversos problemas de saúde agravados pelo abuso de heroína e cocaína, levando a múltiplos períodos de reclusão e, eventualmente, à morte.

Essas 40 histórias mostram que o sucesso, muitas vezes, cobra um preço altíssimo. O vício não faz distinção entre gêneros musicais, nacionalidade ou talento: ele pode atingir qualquer um. Se você curte música e quer celebrar o melhor que cada artista deixou, vale a pena conhecer novas playlists e ouvir esses nomes (e muitos outros) no Soundz (https://soundz.com.br), a plataforma de streaming de música grátis onde dá para escutar músicas, criar playlists, além de acompanhar uma revista digital cheia de conteúdo sobre cultura, entretenimento e muito mais. Fica a dica: curta, compartilhe, escute — mas, acima de tudo, cuide-se!

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