Os artistas da MPB que mais se destacaram nas paradas de sucesso

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A Música Popular Brasileira, ou MPB, é um daqueles patrimônios nacionais que, parafraseando Caetano, “não se acaba nunca mais”. Desde os anos 1960, quando a sigla começou a ganhar espaço, o gênero já era sinônimo de inovação, mistura de ritmos, poesia afiada e, claro, hits que grudam na cabeça mais rápido do que refrão do É o Tchan nos anos 90. Mas você já parou pra pensar: quem são, afinal, os artistas da MPB que mais brilharam nas paradas de sucesso ao longo das décadas? Prepare-se para embarcar numa viagem cheia de histórias, curiosidades e, quem sabe, aquela vontade irresistível de montar uma playlist caprichada – porque, afinal, música boa nunca é demais!

É impossível falar de MPB sem começar com Roberto Carlos, o Rei. Com mais de 70 milhões de discos vendidos e uma carreira que já ultrapassa seis décadas, Roberto despontou nos anos 1960 com a Jovem Guarda e rapidamente conquistou o país inteiro. Seus álbuns e singles dominaram as paradas — só em 2023, sua canção “Esse Cara Sou Eu” voltou ao topo do streaming graças a uma novela global. E olha que estamos falando de um artista que já foi trilha sonora de namoro, casamento e até separação, tudo ao mesmo tempo.

Pulando para outra rainha, Gal Costa foi uma das vozes mais potentes da Tropicália e da MPB. Em 1979, seu álbum “Gal Tropical” ficou meses entre os mais vendidos do Brasil. Canções como “Meu Nome é Gal” e “Festa do Interior” não só estouraram nas rádios, como viraram hinos em festas juninas, carnavais e festas de karaokê de família (sim, aquela tia sempre canta). Gal, aliás, seguiu relevante até seus últimos trabalhos, sendo frequentemente resgatada em trilhas sonoras e listas de mais tocadas nos serviços de streaming.

Não dá pra deixar de lado Gilberto Gil, vencedor de dois Grammys e dono de uma discografia invejável. Desde hits como “Aquele Abraço” até sucessos recentes como “Pela Internet 2”, Gil é presença garantida nas paradas desde os anos 70 — inclusive, segundo dados da Pro-Música Brasil, ele foi um dos artistas nacionais mais tocados em rádios e plataformas digitais em 2022 e 2023, mostrando que a energia desse baiano é mesmo contagiante.

Entre os medalhões, Caetano Veloso merece capítulo à parte. O baiano tem mais de 40 discos lançados, diversas músicas que atingiram o topo das paradas (“Sozinho”, “Você É Linda”, “Odara”) e, claro, é responsável por influenciar gerações inteiras de músicos, de Anavitória a Liniker. Só para constar: sua versão de “Sozinho”, lançada em 1998, foi um dos singles mais vendidos da década de 90 e, graças ao TikTok, voltou a bombar em 2021 e 2022.

Falando em revolução, Chico Buarque é sinônimo de MPB de alta qualidade e sucesso. Eleito diversas vezes como um dos maiores compositores do país, Chico emplacou clássicos como “A Banda”, “Apesar de Você” e “O Que Será”, que não só lideraram as paradas de sucesso em seus lançamentos, como seguem sendo regravadas por novos artistas. Em 2024, Chico voltou aos holofotes com o álbum “Que Tal um Samba?”, que rapidamente figurou entre os mais ouvidos nas principais plataformas de streaming, inclusive conquistando prêmios importantes da música.

Não podemos esquecer de Djavan, mestre dos versos enigmáticos e das harmonias sofisticadas. Djavan coleciona hits como “Oceano”, “Sina” e “Flor de Lis”, todas presentes em trilhas de novelas globais (essa é a verdadeira “medalha de ouro” da música brasileira, convenhamos). Em 2023, Djavan foi um dos artistas brasileiros mais executados internacionalmente, prova de que sua mistura de samba, jazz e pop ultrapassa oceanos — literalmente!

A lista de quem brilhou nas paradas da MPB segue com nomes como Marisa Monte, que, além de conquistar o Brasil com seu álbum “Memórias, Crônicas e Declarações de Amor”, foi líder de vendas e streams repetidas vezes entre 2000 e 2024. Seu grupo Tribalistas, ao lado de Arnaldo Antunes e Carlinhos Brown, também bateu recordes: o disco de estreia vendeu mais de 2 milhões de cópias e fez história ao ser trilha sonora obrigatória das viagens de carro e festas universitárias.

Mais recentemente, artistas como Maria Gadú, Seu Jorge e Anavitória têm garantido a renovação da MPB nas paradas de sucesso. Gadú, com “Shimbalaiê”, ficou semanas liderando as rádios em 2010 e voltou a ser sensação em 2022 após viralizar nas redes sociais. Já Seu Jorge, além de ser figurinha carimbada nas trilhas de novelas, conquistou o mundo com sua releitura de David Bowie e hits como “Burguesinha”. E Anavitória prova que a MPB está mais viva do que nunca: em 2023, a dupla teve três músicas simultaneamente entre as mais tocadas do país, mostrando que romantismo, poesia e violão nunca saem de moda.

Por fim, não poderíamos deixar de lembrar de Elis Regina, a “Pimentinha”, dona de uma das vozes mais marcantes da música brasileira. Mesmo décadas após sua morte, suas interpretações de “Como Nossos Pais”, “O Bêbado e a Equilibrista” e “Madalena” seguem entre as mais ouvidas. Segundo estatísticas recentes, Elis tem ganhado ouvintes jovens, principalmente em playlists das plataformas digitais, graças ao poder atemporal de sua música.

Esses artistas são só a ponta do iceberg de um oceano chamado MPB. Eles provaram, tanto nas rádios antigas quanto nos streamings modernos, que a música brasileira é puro sucesso — e segue conquistando corações (e ouvidos) de todas as gerações. Se bateu aquela vontade de ouvir todos esses hits, não perde tempo: corre no Soundz (https://soundz.com.br), plataforma de streaming de música grátis, onde você pode escutar suas faixas favoritas, montar playlists e ainda ficar por dentro de uma revista digital completa, cheia de conteúdos sobre música, cultura pop e muito mais. Bora dar o play na boa música brasileira!

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