Música

O Renascimento do Synthwave na Música Eletrônica

Se você tem ouvido por aí sons que parecem ter saído diretamente de um fliperama dos anos 80 ou de um filme futurista estrelado por carros que falam e neon piscando, não foi um glitch na Matrix – é o synthwave voltando com tudo! O gênero, que nasceu das mãos habilidosas de músicos obcecados por sintetizadores analógicos, trilhas sonoras de filmes cult e aquele irresistível cheirinho de nostalgia oitentista, está vivendo um autêntico renascimento na música eletrônica. E não, isso não é só papo de fã saudosista: os números, as tendências e o algoritmo estão aí para provar.

O synthwave surgiu oficialmente lá pelos anos 2000, como resposta à saudade que as novas gerações sentiam de uma era que, na verdade, muitas delas só conheceram por VHS ou memes. Artistas como Kavinsky, com seu inesquecível “Nightcall” (sim, aquele do filme “Drive”, que virou trilha sonora de muitos romances não correspondidos), e bandas como FM-84 e The Midnight pavimentaram o caminho para um movimento que mistura eletrônica, pop, new wave e muita, mas muita vibe retrô. Mas por que, após duas décadas, o synthwave está acelerando novamente nas pistas e playlists do mundo todo?

Primeiro: a estética. O mundo digital de 2026 está mais visual do que nunca, e a cultura pop se alimenta de imagens vibrantes, carros esportivos com faróis de xenônio e pores-do-sol em gradiente magenta. O synthwave, além de um estilo musical, é um estilo de vida visual: basta dar uma olhada nas capas dos álbuns, nos videoclipes cheios de glitch art, ou nos reels e TikToks embalados por batidas eletrônicas e sintetizadores reluzentes. Não é à toa que marcas de moda, games e até grandes produtoras de filmes estão embarcando nessa onda para surfar no hype nostálgico.

Segundo: a fusão criativa. Em 2025, o Spotify divulgou um relatório mostrando um aumento de 350% nas buscas por termos relacionados a “synthwave”, “retrowave” e “futurismo oitentista”. Isso não é só curiosidade; é uma explosão de criatividade. Artistas dos mais variados gêneros, de rappers a produtores de techno, estão adotando elementos do synthwave em suas faixas e colaborações. Basta ver exemplos como The Weeknd, que trouxe o clima retrô para as massas com hits como “Blinding Lights”, alavancando toda uma nova leva de experimentações sonoras e acústicas.

Terceiro: trilhas sonoras épicas. Se você assistiu a qualquer série ou filme recente de ficção científica, terror ou até comédia romântica adolescente, deve ter notado uma certa frequência de arpejos sintetizados e baterias eletrônicas. Séries como “Stranger Things” (que, apesar de terminar em 2025, deixou um legado sonoro imortal) popularizaram o synthwave para um público que talvez não saberia distinguir um Yamaha DX7 de um teclado Casio, mas já sente arrepios ao ouvir um solo de sintetizador.

Mas o revival não se restringe aos hits internacionais. No Brasil, o synthwave também encontrou seu espaço. Artistas como Droid Bishop e os coletivos independentes das grandes cidades, como São Paulo e Porto Alegre, têm produzido faixas autorais, remixes e até festas temáticas – tudo girando em torno da nostalgia digital. O resultado? Comunidades online fervilhando, milhares de playlists colaborativas e, claro, muita gente redescobrindo clássicos e produzindo seu próprio som no conforto do home studio.

O segredo do synthwave está justamente aí: ele é democrático, acessível e, acima de tudo, divertido. Com softwares gratuitos, samples disponíveis em todo canto e uma comunidade engajada (e debochada, porque ninguém leva a estética oitentista tão a sério assim), qualquer um pode embarcar na onda. Para além da música, trata-se de um movimento que une gerações, inspira moda, design, cultura geek e até o jeito como consumimos conteúdo nas redes.

Se você curte viajar no tempo sem precisar de DeLorean ou flux capacitor, o synthwave é seu passaporte sonoro. E se quiser explorar mais sons, criar suas próprias playlists temáticas (ou só dar aquele play esperto durante uma faxina épica), o Soundz (https://soundz.com.br) é a plataforma perfeita: streaming de música grátis, playlists personalizadas e uma revista digital cheia de dicas, curiosidades e novidades sobre o universo musical e pop. Afinal, o futuro – ou seria o passado? – nunca foi tão divertido de ouvir!

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