Quando bate aquela bad e tudo o que você quer é se entregar ao drama, nada melhor do que montar uma playlist de músicas tristes dos anos 2000. Afinal, poucas décadas conseguiram traduzir tão bem o sentimento de coração partido, solidão existencial e saudade quanto os anos dourados desse início de milênio. Seja você um romântico incurável, um filósofo de sofá ou apenas alguém querendo dar aquela choradinha terapêutica, garantimos: essa seleção vai tocar fundo na alma – e talvez até fazer aquele nó na garganta virar cachoeira.
Começando com ninguém menos que Adele, que em 2008 nos presenteou com “Chasing Pavements”. Não tem como não sentir cada palavra de quem ainda está tentando entender se vale a pena insistir naquele amor capenga. Antes dela explodir mundialmente com “Someone Like You” em 2011, foi esse hit do álbum “19” que fez muita gente derramar lágrimas no volante (ou debaixo da coberta mesmo, sem julgamentos).
Falando em clássicos, “The Scientist”, do Coldplay, é praticamente o hino oficial da sofrência elegante. Lançada em 2002, a música embala corações despedaçados com aquele piano melancólico e a voz de Chris Martin perguntando “Nobody said it was easy”. E quem de nós já não quis voltar para o início e tentar de novo, né?
Avril Lavigne, a rainha do pop punk dos anos 2000, também sabia como ninguém transformar a dor em música chiclete. “I’m With You”, lançada em 2002, é perfeita para aqueles dias em que a gente se sente sozinho no meio da multidão, segurando o guarda-chuva e esperando por alguém que talvez nunca chegue. Avril não só expressava a dor de ser adolescente confuso, mas também conseguia ser trilha sonora até dos adultos mais céticos.
Se o seu negócio é sofrer em português, não dá pra esquecer de “Pra Você Guardei o Amor”, do Nando Reis, lançada em 2009. Apesar do nome parecer promissor, a música carrega aquela dorzinha gostosa de quem não sabe se vai ou se fica, com versos que mexem com qualquer coração brasileiro.
No mundo do R&B, Amy Winehouse deixou sua marca indelével com “Back To Black” (2006). A voz rouca e confessional de Amy, misturada à produção retrô e letras sinceras, resulta numa faixa que é praticamente um convite para a bad. E cá entre nós, quem nunca se identificou com o refrão dizendo que o outro “voltou pro ex”, enquanto a gente ficou “de luto”?
Outro destaque é “Bleeding Love”, da Leona Lewis, de 2007. A faixa conquistou paradas mundo afora e, com sua letra sobre amar alguém a ponto de sangrar (ok, talvez só no sentido figurado), ganhou um espacinho cativo nas playlists de quem adora sofrer com classe e alcance vocal.
E já que a sofrência não tem fronteira, “Fix You”, outra do Coldplay (2005), surge como aquela música que faz até pedra chorar. Chris Martin prometendo “luzes que vão guiar até você” é a esperança depois da tempestade – mas até ela chegar, dá pra soltar umas lágrimas sem medo de ser feliz.
Não dá pra falar de músicas tristes dos anos 2000 sem mencionar “How to Save a Life” do The Fray, lançada em 2005. A narrativa sobre tentar salvar alguém que está escorregando pelos dedos ressoa com quem já passou pela frustração de não conseguir ajudar quem ama. Alto potencial para noites filosóficas olhando para o teto.
E para fechar com chave de ouro, “Hurt”, interpretada por Johnny Cash em 2002. Apesar de originalmente composta pelo Nine Inch Nails, foi na voz rouca e cheia de história de Cash que a música ganhou um tom ainda mais pungente, perfeito para aqueles momentos de autocompaixão e reflexão existencial.
Essas são só algumas sugestões para enriquecer seu repertório de músicas tristes dos anos 2000. Prepare o lenço, a pipoca (sim, porque chorar também dá fome) e mergulhe de cabeça nessa trilha sonora que mistura nostalgia, beleza e um toque de drama, porque ninguém é de ferro. E depois que o choro passar, aproveite para criar sua própria playlist gratuita e explorar outros conteúdos na Soundz (https://soundz.com.br), a plataforma de streaming de música grátis onde você pode escutar músicas, criar playlists e ainda conferir uma revista digital repleta de variedades para todos os gostos. Porque, se é pra sofrer, que seja ouvindo música boa – e, quem sabe, já emende uma playlist animada depois para levantar o astral!
