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Melhores Filmes Nacionais de Todos os Tempos

Se você acha que o cinema nacional é só drama de favela, chegou a hora de atualizar o seu repertório! O Brasil tem uma trajetória cinematográfica riquíssima, com filmes que marcaram gerações, conquistaram prêmios internacionais e, claro, nos fizeram rir, chorar e até questionar um pouco a vida. Que tal conhecer (ou relembrar) os melhores filmes nacionais de todos os tempos? Prepare a pipoca, ajuste o sofá e descubra por que o cinema brasileiro merece seu lugar de destaque na telona e no coração dos cinéfilos mundo afora.

Começando pelo clássico dos clássicos, “Central do Brasil” (1998), dirigido por Walter Salles, que colocou o Brasil no radar do Oscar ao ser indicado a Melhor Filme Estrangeiro e dar a Fernanda Montenegro a honra de concorrer ao prêmio de Melhor Atriz. Quem nunca se emocionou com a jornada de Dora e Josué pelo sertão brasileiro não sabe o que é sofrer assistindo a um filme – e ainda sair do cinema com vontade de abraçar a mãe. Outro marco é “Cidade de Deus” (2002), de Fernando Meirelles e Kátia Lund, baseado no livro de Paulo Lins. O filme chocou o mundo ao retratar, sem filtros, a realidade das comunidades cariocas. Não à toa, entrou na lista dos 100 melhores filmes da história do cinema mundial da revista Empire e garantiu quatro indicações ao Oscar.

E por falar em Oscar, “O Pagador de Promessas” (1962) não pode ficar de fora. Dirigido por Anselmo Duarte, foi o único filme brasileiro a conquistar a Palma de Ouro em Cannes até hoje. Baseado na peça de Dias Gomes, conta a saga de Zé do Burro, que carrega uma cruz enorme para pagar uma promessa. Dramático, simbólico e, olha, com uma atuação de fazer inveja à galera de Hollywood.

Mas o cinema nacional não vive só de drama. Quer dar boas risadas? Então não perca “O Auto da Compadecida” (2000), dirigido por Guel Arraes e estrelado por Matheus Nachtergaele e Selton Mello. Baseado na obra de Ariano Suassuna, mistura cordel, comédia e religião em cenas icônicas e diálogos afiados. “Deus é brasileiro!” já virou até meme, porque se depender do humor brasileiro, ele realmente deve dar uma passadinha por aqui de vez em quando.

Falando em risada, “Minha Mãe é uma Peça” (2013) virou franquia e conquistou o público com o talento de Paulo Gustavo, que transformou Dona Hermínia em patrimônio cultural do Brasil. O filme foi tão sucesso que bateu recorde de bilheteria e ganhou sequências ainda mais engraçadas. Sentiu saudade? A gente também.

E para quem gosta de musical, “2 Filhos de Francisco” (2005) conta a emocionante trajetória da dupla Zezé Di Camargo & Luciano, mostrando que todo sonho pode se tornar realidade — com direito a trilha sonora que não sai da cabeça nem depois de três refrões. Prepare o lencinho, porque emoção não falta.

O terror também tem vez com “Bacurau” (2019), de Kleber Mendonça Filho e Juliano Dornelles. O filme mistura suspense, ação e crítica social, tudo no sertão nordestino. Premiado em Cannes, virou símbolo da resistência cultural e política do Brasil, sem deixar de lado um roteiro inovador e personagens marcantes.

Já “Que Horas Ela Volta?” (2015), de Anna Muylaert, trata com sensibilidade (e aquele toque de acidez) as relações entre patroas e empregadas domésticas. Regina Casé está simplesmente impecável no papel de Val, e o filme colecionou prêmios em festivais pelo mundo, de Sundance a Berlim.

Se preferir um mergulho nos anos dourados, vá de “Dona Flor e Seus Dois Maridos” (1976), adaptação do romance de Jorge Amado, dirigida por Bruno Barreto, que bateu recordes de público no Brasil e ainda rendeu uma atuação inesquecível de Sônia Braga.

Para quem curte um suspense psicológico, “O Som ao Redor” (2012), de Kleber Mendonça Filho, merece destaque. O filme retrata a vida de moradores de um bairro de classe média em Recife, com um olhar afiado sobre segurança, medo e tensões sociais, e foi eleito um dos melhores filmes do século XXI pelo The New York Times.

É claro que esta lista poderia ser ainda maior, com obras-primas como “Tropa de Elite” (2007), vencedor do Urso de Ouro em Berlim, “Carandiru” (2003), que retrata de forma crua a vida no presídio paulistano, e “Hoje Eu Quero Voltar Sozinho” (2014), delicado romance adolescente celebrado mundo afora.

O cinema brasileiro é um universo à parte, onde talento, ousadia e criatividade se encontram para criar histórias que tocam fundo, sem perder o jeito único de ser. E aí, já viu todos esses filmes? Tem algum outro que você colocaria na lista? Conta pra gente — e aproveite para compartilhar com os amigos (eles também merecem boas dicas de filmes para maratonar).

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