Listamos os 20 Melhores Álbuns de Samba

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Prepare seu coração (e seu ouvido) porque a batucada vai começar! O samba, esse patrimônio brasileiro que faz nossos pés balançarem quase que por reflexo, não é só um gênero musical: é parte da nossa identidade, da nossa história e, claro, da nossa playlist perfeita. Se você já se pegou tentando escolher qual disco de samba colocar para tocar e não conseguiu decidir entre Cartola ou Paulinho da Viola, fique tranquilo: estamos aqui para resolver esse dilema digníssimo! Listamos os 20 melhores álbuns de samba de todos os tempos, escolhidos com base em relevância histórica, qualidade musical, reconhecimento da crítica e, claro, aquele fator “quero ouvir de novo” que só o samba tem.

Começamos com uma lenda: Cartola, com seu álbum homônimo “Cartola” lançado em 1976. Aos 68 anos, o mestre trouxe clássicos como “As Rosas Não Falam” e “O Mundo é um Moinho”. Não tem jeito: Cartola é sinônimo de samba de raiz, poesia pura e melodias que grudam na alma. Logo depois, temos “No Pagode” (1978) do grupo Fundo de Quintal. Esse disco praticamente reinventou o pagode, trazendo cavaquinho, tantã e repique de mão para o centro do palco. E pensar que surgiu numa roda de samba no Cacique de Ramos!

Impossível falar de samba sem mencionar Beth Carvalho. O álbum “De Pé no Chão” (1978) é um divisor de águas, apresentando ao público nomes como Zeca Pagodinho e Jorge Aragão. Beth era conhecida como a “Madrinha do Samba” e esse disco faz jus ao título, com faixas como “Saco de Feijão” e “Vou Festejar”. Falando em raiz, “Que Maravilha” (1977) de Jorge Ben Jor mistura samba com influência do groove e do funk, mostrando que o samba pode ser reinventado sem perder o swing.

Chico Buarque, com “Sinal Fechado” (1974), apresenta sambas sofisticados, letras inteligentes e aquele toque agridoce que só ele sabe fazer. Não podemos esquecer do álbum “Acústico MTV” (2002) de Zeca Pagodinho, que trouxe versões inesquecíveis de clássicos como “Deixa a Vida Me Levar” e “Verdade”. O disco é praticamente obrigatório em qualquer reunião de amigos com cerveja gelada e coração aberto.

Voltando às origens, Paulinho da Viola e seu “Memórias Cantando” (1976) é pura elegância, com sambas que falam de amor, saudade e memórias afetivas que todo brasileiro entende. Outra rainha que não poderia faltar é Clara Nunes, cujo álbum “Alvorecer” (1974) transformou a cantora em referência absoluta do gênero, com sucessos como “O Mar Serenou” e “Conto de Areia”.

“Do Fundo do Nosso Quintal” (1980), outro clássico do Fundo de Quintal, mostra a força do grupo em modernizar o samba sem perder o respeito pelas tradições. Martinho da Vila, sempre plural, lança em 1974 o “Canta Canta, Minha Gente”, que até hoje faz multidões cantarem juntas o refrão da faixa-título.

Entre os discos mais recentes, “Samba Meu” (2007), da revelação Maria Rita, revitaliza o samba para as novas gerações, homenageando a mãe, Elis Regina, e mostrando que o talento é de família. Já Arlindo Cruz coloca seu nome na história com o álbum “Batuques do Meu Lugar” (2007), recheado de sambas envolventes e letras marcantes.

Nelson Cavaquinho não poderia ficar de fora: seu disco “Depoimento de Poeta” (1973) traz aquela melancolia gostosa, com canções eternas como “Folhas Secas”. Outro nome gigante é João Nogueira, com “Espelho” (1977), disco que provocou lágrimas e sorrisos com letras sentimentais e melodias cheias de balanço.

Voltando um pouco no tempo, Ataulfo Alves lançou em 1967 o álbum “Ataulfo Alves e Suas Pastoras”, um registro histórico do samba carioca, com interpretações cheias de malemolência. Outro marco é o “Samba Esquema Novo” (1963), de Jorge Ben Jor, considerado uma revolução, misturando samba, bossa nova e soul.

É impossível listar os melhores sem mencionar Clementina de Jesus e seu álbum “Clementina de Jesus – Canto dos Escravos” (1978), que resgata as raízes africanas do samba. E, claro, Elza Soares, com “A Mulher do Fim do Mundo” (2015), disco aclamado mundialmente que mistura samba, rock e poesia, mostrando que o samba é atual, urgente e necessário.

Fechando a lista, recomendamos “Na Madrugada” (1973) de Dona Ivone Lara, pioneira entre as mulheres no samba e responsável por hinos como “Sonho Meu”; “Ouro e Sol” (2001) de Teresa Cristina, que renova o gênero com frescor e respeito à tradição; “Recados” (1978), de Sombrinha, mostrando o samba paulista em sua melhor forma; e, por fim, “Pérola Negra” (1971) de Luiz Melodia, samba com pitadas de MPB e lirismo raro.

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