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Lista Chocante: As 25 Músicas Mais Canceladas

Se tem uma coisa que nunca sai de moda é uma boa polêmica no mundo da música. Afinal, quem nunca se pegou cantando aquela música chiclete, só para perceber depois que ela foi parar na geladeira das rádios, banida dos streamings ou virou assunto de debates acalorados nas redes sociais? No Soundz, adoramos música de todos os tipos — até aquelas que causam aquela “vergonha alheia” ou levantam discussões quentes. Por isso, preparamos uma lista chocante, sem medo de pisar em ovos: as 25 músicas mais canceladas de todos os tempos! Spoiler: prepare-se, porque tem de tudo, de clássicos do pop às faixas mais controversas do rap, passando por rocks pesados e até baladas inocentes que foram parar no tribunal popular da internet.

Mas, afinal, o que leva uma música a ser cancelada? Às vezes, basta uma letra considerada ofensiva, temas ultrapassados para os padrões atuais, casos de apropriação cultural, denúncias envolvendo artistas ou até erros de contexto que só o tempo revela. Seja qual for o motivo, as músicas desta lista tiveram seu momento de glória, mas acabaram levando o cartão vermelho da cultura pop. Vamos descobrir quem são essas “protagonistas do cancelamento”?

Começando por uma das campeãs do cancelamento, “Blurred Lines”, de Robin Thicke, Pharrell Williams e T.I. Lançada em 2013, a faixa já foi sucesso absoluto, mas logo recebeu acusações de apologia à cultura do estupro por conta do refrão sugestivo e do clipe controverso. Universidades nos EUA chegaram a bani-la das festas, e até hoje ela divide opiniões.

Outra que não poderia faltar é “Baby It’s Cold Outside”, aquele dueto natalino tradicionalíssimo, mas que ganhou fama negativa nos últimos anos. O motivo? A letra, escrita em 1944, é vista atualmente como insistente e invasiva, levando rádios norte-americanas a removerem a música da programação, principalmente durante o #MeToo.

Falando em Michael Jackson, “They Don’t Care About Us” é uma das músicas mais geniais do rei do pop, mas também esteve envolvida em polêmicas por acusações de antissemitismo devido a trechos específicos da letra. O próprio artista precisou regravar partes para evitar maiores problemas, mas, até hoje, a música enfrenta resistência em alguns segmentos.

Não dá para esquecer de “Brown Sugar”, dos Rolling Stones. O clássico do rock foi criticado por abordar temas como escravidão, sexualização e racismo de maneira considerada insensível. Em 2021, até a própria banda decidiu aposentar a faixa de seus shows por conta das críticas.

Já “Kim”, de Eminem, ultrapassa todos os limites do bom senso. Conhecido por suas letras ácidas e polêmicas, o rapper narra, em tom violento, o assassinato fictício da ex-mulher. A música foi alvo de censura em rádios e, mesmo para fãs, é difícil de engolir.

Falando em letras explícitas, “Cop Killer”, do Body Count (banda de Ice-T), foi banida pela Warner Records em 1992 após pressão de autoridades e grupos conservadores dos EUA. A canção fazia críticas duras à violência policial, mas acabou sendo retirada de circulação.

“WAP”, de Cardi B e Megan Thee Stallion, dividiu opiniões no mundo todo em 2020. A música foi acusada de ser vulgar por uns e celebrada como empoderamento feminino por outros, mas não escapou dos cancelamentos em rádios e plataformas mais conservadoras.

Se você achava que só músicas mais recentes sofrem com o cancelamento, pense de novo! “Money for Nothing”, do Dire Straits, foi censurada por trechos considerados homofóbicos — inclusive, a palavra ofensiva foi retirada das versões para rádio em diversos países.

“Ayo Technology”, parceria de 50 Cent, Justin Timberlake e Timbaland, também entrou na mira por conteúdo sexual explícito, levando a restrições em rádios e cortes em videoclipes para exibição em horários familiares.

Já “Under My Thumb”, dos Rolling Stones, é vista por muitos como um exemplo do machismo dos anos 60, sendo boicotada por festivais e coletivos feministas desde a virada do século.

“Imagine”, de John Lennon, apesar de ser um hino pacifista, foi criticada por líderes religiosos e conservadores por propor um mundo “sem religião”, levando à proibição em alguns eventos escolares nos Estados Unidos.

“Smack My Bitch Up”, do The Prodigy, enfrentou forte censura devido ao título e ao conteúdo do clipe. Em vários países, inclusive no Brasil, o vídeo foi proibido na TV aberta.

“Lola”, dos The Kinks, foi censurada em rádios inglesas nos anos 1970 por abordar temas de identidade de gênero e, de quebra, por mencionar a marca “Coca-Cola”.

“God Save the Queen”, dos Sex Pistols, foi praticamente apagada das rádios britânicas em 1977, acusada de atacar a monarquia durante o Jubileu de Prata da Rainha Elizabeth II.

“Relax”, do Frankie Goes to Hollywood, precisou de muita ginástica para tocar nas rádios da BBC, que vetaram a música após considerar seu conteúdo sexual explícito demais para os padrões da época.

Falando em clássicos, “Walk on the Wild Side”, de Lou Reed, foi alvo de boicote por citações à travestilidade e linguagem considerada ofensiva para a época.

“Sweet Home Alabama”, do Lynyrd Skynyrd, já foi banida de várias rádios por conta das referências à bandeira confederada e a polêmicas sobre racismo no sul dos EUA.

“Hot in Herre”, do Nelly, foi alvo de campanhas feministas e cancelada em algumas rádios por incentivos à sexualização e comportamento inadequado em festas universitárias.

“Pumped Up Kicks”, do Foster the People, líder de várias paradas em 2011, acabou sendo banida de rádios e playlists após a associação com tiroteios escolares por conta da letra.

“China Girl”, de David Bowie, foi criticada por perpetuar estereótipos asiáticos e, em alguns países, chegou a ser vetada em rádios e comerciais.

“Ebony and Ivory”, dueto de Paul McCartney & Stevie Wonder, foi alvo de críticas por ser considerada “simplista” ou “ingênua” ao tratar das relações raciais, gerando desconforto em algumas estações de rádio no Reino Unido.

“Short People”, de Randy Newman, chegou a ser alvo de protestos por suposto preconceito com pessoas de baixa estatura, levando a tentativas de banimento nos EUA.

Falando de Brasil, “Festa no AP”, de Latino, foi criticada por apologia à promiscuidade e até retirada de trilhas de festas escolares.

“É Proibido Fumar”, de Roberto Carlos, foi vetada em campanhas contra o tabagismo e, em 2008, chegou a ser retirada de playlists de rádios devido a uma preocupação com o incentivo ao fumo.

Por fim, “Formation”, de Beyoncé, foi alvo de boicotes por grupos conservadores devido ao ativismo político e à denúncia do racismo sistêmico nos EUA, com direito a protestos quando a estrela se apresentou em eventos esportivos.

E aí, ficou chocado? Essas músicas mostram que o cancelamento não poupa nem lendas da indústria. Mas, claro, cada caso tem seus porquês e contextos. O importante é ouvir com senso crítico, entender a história por trás de cada faixa e, quem sabe, abrir espaço para um debate saudável sobre arte, cultura e sociedade.

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