Música

Hits que nasceram de colaborações inesperadas

Talvez você não saiba, mas alguns dos maiores hits que ecoam das caixinhas Bluetooth, nos fones do metrô e nos karaokês de plantão nasceram, na verdade, de encontros quase improváveis. Colaborações musicais inesperadas são como aquele tempero secreto da vovó: misturam estilos, personalidades, sotaques e acabam criando algo fresco, surpreendente e, frequentemente, irresistível. Aliás, se música é alquimia, artistas de universos diferentes juntos são pura magia! Vamos mergulhar em 46 parcerias musicais improváveis que explodiram nas paradas e conquistaram nossos corações – e, quem sabe, aumentar sua playlist com algumas descobertas.

Dá pra imaginar a reação inicial ao ver David Bowie dividindo o microfone com Freddie Mercury? Pois foi essa mistura de glam rock e vocal potente que gerou “Under Pressure” em 1981. Um improvável encontro de titãs que aconteceu quase sem querer nos estúdios de Montreux, na Suíça, e que até hoje faz multidões cantarem junto o “Pressure!”.

Avançando algumas décadas, ninguém esperava ver Beyoncé desfilando ao lado de Shakira em “Beautiful Liar” (2007). Enquanto a diva texana já era rainha do pop/R&B, Shakira dominava o mundo com seu sotaque e sensualidade latina. O resultado? Um hit contagiante que uniu fãs dos dois hemisférios e nos fez tentar dançar igualzinho a elas – sem sucesso, claro.

E quando Paul McCartney, Rihanna e Kanye West se juntaram para “FourFiveSeconds” (2015)? Um ex-Beatle, a rainha de Barbados e um dos rappers mais polêmicos do planeta. O trio misturou folk, pop e hip hop em uma faixa acústica, mostrando que, sim, mundos opostos podem criar melodias em perfeita harmonia.

Essa fórmula funciona também na língua portuguesa! Lembra quando Emicida uniu forças com Vanessa da Mata em “Passarinhos” (2015)? O rapper paulistano e a cantora de voz doce e suingada fizeram poesia sobre liberdade, mostrando que o encontro de rap e MPB pode criar verdadeiros hinos.

No universo do rock, Aerosmith e Run-D.M.C. quebraram barreiras em 1986 com “Walk This Way”. O que era pra ser só um revival do rock clássico virou um marco histórico: a primeira vez que o rap e o rock dividiram espaço no mainstream, abrindo portas para gerações de parcerias inusitadas.

Já Lady Gaga e Tony Bennett provaram que talento não tem idade nem gênero musical. “Cheek to Cheek” (2014) misturou uma estrela pop excêntrica e um crooner lendário em uma ode ao jazz, encantando públicos de todas as idades e mostrando que um dueto pode ser, sim, uma ponte entre gerações.

E a lista só cresce! Da energia punk de Rita Lee com Roberto de Carvalho e Samuel Rosa em “Pega Rapaz” (2004), à mistura explosiva de Anitta, Major Lazer e Pabllo Vittar em “Sua Cara” (2017), o Brasil também se destaca quando o assunto é juntar nomes inesperados para criar hits memoráveis.

E por falar em inusitado, quem diria que Ed Sheeran e Justin Bieber se jogariam juntos em “I Don’t Care” (2019)? Dois gigantes do pop com estilos bem diferentes resolveram declarar que, juntos, não ligam para nada – e o público aprovou.

Tem também aquela dobradinha entre Jay-Z e Linkin Park em “Numb/Encore” (2004), que fez o mundo inteiro repensar o que é rock e o que é hip hop. Ou Madonna e Justin Timberlake em “4 Minutes” (2008), uma viagem dançante que uniu rainha do pop e o ex-NSYNC.

O universo do eletrônico também adora surpresas: Avicii e Aloe Blacc, com “Wake Me Up” (2013), misturaram country, folk e EDM, criando uma faixa que cruzou fronteiras e tocou em absolutamente todo tipo de festa. Ou, mais recentemente, Marshmello e Bastille com “Happier” (2018), mostrando que música eletrônica e indie pop são, sim, melhores amigos.

Os anos 2020 também trouxeram encontros históricos: Billie Eilish e Rosalía em “Lo Vas A Olvidar” (2021) juntaram o som sombrio da norte-americana com o flamenco moderno da espanhola, criando uma atmosfera hipnótica – e tudo isso para uma trilha de “Euphoria”, a série hit da HBO.

A música brasileira segue firme na tradição das parcerias: Ivete Sangalo e Mc Livinho em “Cheguei Pra Te Amar” (2017), Lulu Santos e Melim em “Espaço” (2019), ou ainda Marília Mendonça e Maiara & Maraisa em “A Culpa É Dele” (2018), provando que diferentes estilos podem gerar hinos instantâneos.

Achou que acabou? Tem muito mais! Coldplay e BTS em “My Universe” (2021), Snoop Dogg e Psy em “Hangover” (2014), Elton John com Dua Lipa em “Cold Heart” (2021), Alok e John Legend em “In My Mind” (2022), e até Pitbull com Kesha em “Timber” (2013). O segredo? Misturar talentos, estilos e culturas. O resultado? Músicas que grudam na cabeça e fazem história.

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