Evolução do Visual dos Ícones do Pop Internacional

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Se existe uma coisa que o pop internacional sabe fazer é se reinventar – e não estamos falando só das tendências sonoras, mas principalmente dos visuais que marcam época e causam aquele frisson cada vez que um ícone resolve pisar no tapete vermelho, lançar um clipe ou simplesmente aparecer do nada no feed das redes sociais. E vamos combinar: quem nunca tentou copiar aquele cabelo da Madonna nos anos 80 ou ficou tentado a usar um vestido de carne depois da apresentação épica da Lady Gaga no MTV Video Music Awards de 2010? Pois é, a evolução do visual dos ícones do pop é quase tão emocionante quanto o som que eles criam. Bora embarcar nessa viagem fashion no tempo? Prometemos brilho, looks polêmicos, muita atitude e, claro, informação de primeira!

Voltando ao passado, impossível não começar com Elvis Presley, o Rei do Rock, lá nos anos 50 e 60, com seus topetes meticulosamente esculpidos, jaquetas de couro e calças justíssimas. Elvis praticamente inaugurou o conceito de astro pop com visual marcante, influenciando toda uma geração que sonhava em balançar o quadril com o mesmo estilo. Já nos anos 60, os Beatles chegaram com seus ternos alinhados e cortes de cabelo “mop-top”, mudando o padrão do que era cool globalmente. Eles foram dos visuais comportadinhos para jaquetas psicodélicas (alô, Sgt. Pepper’s!) e bigodes cheios de personalidade, acompanhando – e ditando – as transformações culturais e musicais da época.

Pulando para os anos 70, o camaleão David Bowie mostrou que limites não existem quando o assunto é moda. Da fase Ziggy Stardust, com cabelos laranja e roupas futuristas, à persona Thin White Duke, Bowie nunca repetiu a mesma figura no espelho por muito tempo. Ele abriu portas para artistas experimentarem, usarem maquiagem e desafiarem padrões de gênero no mainstream, inspirado por movimentos como o glam rock e a cultura underground londrina. Na mesma década, Elton John fez seus óculos extravagantes, plumas e sapatos plataforma virarem itens de desejo de qualquer aspirante a popstar.

Chegando aos anos 80, não dá para ignorar Madonna. Ela personificou a palavra “chocante”, misturando lingerie à vista, crucifixos, pulseiras de borracha e cabelos descoloridos no estilo Like a Virgin. A cada álbum, um novo visual. Ousadia que conquistou fãs e críticos, sempre com uma mensagem clara: o visual é tão importante quanto a música. Michael Jackson, por sua vez, eternizou jaquetas vermelhas, luvas brilhantes de uma mão só e cortes de cabelo com cachos milimetricamente posicionados. Não à toa, Thriller ainda é referência quando o assunto é impacto visual na música.

Os anos 90 trouxeram mudanças radicais. Britney Spears apareceu como a “girl next door” de baby look e sainha colegial no clipe de …Baby One More Time, para depois investir em looks ousados, como o macacão vermelho de latex em Oops!…I Did It Again. Christina Aguilera não ficou para trás, especialmente na era Dirrty, que trouxe cabelo com mechas pretas e um visual rebelde, marcando presença no imaginário pop até hoje. E que tal os Backstreet Boys? Aquelas roupas largas, bandanas e correntes até que hoje dão um charme vintage, mas foram o auge da moda boyband da época!

Nos anos 2000, a explosão de cores, texturas e referências atingiu novos níveis. Lady Gaga elevou o conceito de “look marcante” à enésima potência, seja num vestido de carne, em plataformas gigantes inspiradas por Alexander McQueen ou máscaras que cobririam metade do rosto. Gaga transformou o pop em uma verdadeira passarela performática. Katy Perry seguiu a linha vibrante, apostando em perucas coloridas, vestidos de cupcake e sapatos que pareciam ter saído direto de um desenho animado. Rihanna, por sua vez, apostou no estilo camaleoa: do cabelo curtinho ao vermelho intenso, passando por looks fetichistas, elegantes e sempre à frente das tendências. Em 2015, ela abalou o tapete do MET Gala com o vestido amarelo de Guo Pei, que virou meme instantâneo e redefiniu o conceito de “chegar chegando”.

Mais recentemente, nomes como Billie Eilish desafiaram o padrão pop com roupas oversized, cabelos verdes e uma atitude antiestética que, paradoxalmente, virou tendência, mostrando que autenticidade é o novo preto. Harry Styles, pós-One Direction, se jogou nos vestidos e ternos coloridos, quebrando padrões de gênero e conquistando fãs com sua irreverência fashion. Beyoncé, sempre rainha, investe em figurinos sob medida em cada turnê, elevando o conceito de visuais cinematográficos à categoria de arte.

O que aprendemos com tudo isso? O visual dos ícones do pop é um reflexo – e às vezes um propulsor – das mudanças culturais, sociais e até políticas do seu tempo. Eles ousam, criam tendências, desafiam expectativas e inspiram milhões, dentro e fora dos palcos. Se você não se lembra da última vez em que um visual pop te surpreendeu, abre o Instagram, porque a próxima revolução pode estar a um close de distância. E claro: nunca subestime o poder de uma boa jaqueta de paetês ou um salto impossível de andar. Porque, no pop, o exagero é o básico, e a inovação nunca sai de moda.

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