Quando duas (ou mais) vozes poderosas se unem, algo mágico acontece no universo da música. Não é à toa que parcerias entre cantores marcam gerações, quebram recordes e viram assunto obrigatório tanto nas rodas de amigos quanto nas timelines das redes sociais. Pensando nisso, reunimos neste artigo 37 encontros musicais que resultaram em sucessos inesquecíveis – daqueles que você canta até hoje, mesmo que diga que não gosta. Prepare-se para uma viagem sonora repleta de nostalgia, emoção e, claro, muita informação de bastidores que só quem é apaixonado por música vai curtir de verdade!
Começamos com um clássico brasileiro: Elis Regina e Tom Jobim, que em 1974 lançaram o icônico álbum “Elis & Tom”. A delicadeza de Elis somada à genialidade de Tom resultou em interpretações definitivas de canções como “Águas de Março” e “Corcovado”. O álbum é até hoje considerado uma das maiores joias da MPB, reverenciado não só aqui, mas mundo afora.
Indo para o pop internacional, quem não se lembra do impacto de “Say Say Say”, lançada em 1983 por Paul McCartney e Michael Jackson? A mistura do ex-Beatle com o Rei do Pop dominou as paradas e mostrou que, quando se trata de colaboração, o céu é o limite. E já que estamos falando de Michael Jackson, não dá para esquecer de “Ebony and Ivory”, dueto com Stevie Wonder em 1982, que levou a mensagem de igualdade racial para milhões com um refrão impossível de não grudar na cabeça.
No Brasil, Sandy & Junior já eram um fenômeno, mas quando se juntaram a Ivete Sangalo para “Enrosca”, em 2003, elevou o nível da parceria pop nacional. O encontro de vozes jovens e experientes aqueceu corações adolescentes e fez até os pais arriscarem uns passinhos.
E o que dizer de Beyoncé e Shakira em “Beautiful Liar” (2007)? A música virou um dos maiores hits da década, provando que a mistura de ritmos latinos e pop mundial pode sim funcionar – e muito! Aliás, Beyoncé também arrasou ao lado de Lady Gaga em “Video Phone” e “Telephone”, canções que ditaram tendências e renderam clipes absolutamente memoráveis.
Outra dupla que fez história – e muita gente dançar até cansar – foi Pharrell Williams e Daft Punk, responsáveis pelo hino “Get Lucky” (2013). Este, inclusive, foi eleito pela Rolling Stone como um dos melhores singles da década. O groove irresistível conquistou fãs de todas as idades e estilos, mostrando que a receita da parceria perfeita é misturar criatividade sem medo de ousar.
Se você curte balada romântica, com certeza já ouviu (e talvez até chorou) ao som de “Endless Love”, interpretada por Lionel Richie e Diana Ross em 1981. Esse clássico atravessou gerações, virou trilha de novela e segue embalando muitos casais apaixonados até hoje.
No universo do samba, Zeca Pagodinho e Alcione brilharam juntos em diversas apresentações e na faixa “Além da Razão” (2000). A mistura do carisma de Zeca com a voz potente de Alcione entregou uma das melhores parcerias do gênero.
Falando em axé, não tem como deixar de fora a união de Ivete Sangalo e Gilberto Gil em “Se Eu Não Te Amasse Tanto Assim”, lançada em 1999. A música foi tema de novela, ganhou premiações e mostrou como o axé pode ser sofisticado e emocionante.
A cena do R&B mundial teve um verdadeiro terremoto quando Rihanna e Drake lançaram “Work” (2016). O single dominou as paradas, viralizou danças no TikTok e consolidou os dois como reis do streaming.
Voltando à MPB, Caetano Veloso e Gal Costa sempre foram parceiros musicais, mas a gravação de “Coração Vagabundo” é um daqueles momentos mágicos que só a música brasileira proporciona. A química musical dos dois é tão autêntica que até hoje serve de inspiração para novas gerações.
Os sertanejos também têm seus momentos épicos: Zezé Di Camargo & Luciano e Chitãozinho & Xororó fizeram história juntos em “Nascemos Para Cantar”, celebrando a força da música caipira com milhares de fãs entoando cada verso.
Outro encontro que transcendeu estilos foi Taylor Swift e Ed Sheeran em “Everything Has Changed” (2012). Os dois amigos criaram uma balada irresistível que até hoje é presença garantida nas playlists românticas.
No samba-rock, Jorge Ben Jor e Tim Maia dividiram palcos e microfones em performances marcantes. O encontro das vozes potentes e cheias de suingue é lembrado até hoje pelos fãs do gênero e por quem entende de groove.
Na cena alternativa, David Bowie e Queen criaram o hino “Under Pressure” (1981), uma música que parece ter vindo de outro planeta de tão perfeita. O riff de baixo inconfundível e o duelo vocal entre Bowie e Freddie Mercury são referências obrigatórias até hoje. Falando em Freddie, Queen colaborou com George Michael em “Somebody to Love” no histórico show tributo a Freddie Mercury em 1992 – performance que emocionou o mundo inteiro.
Voltando ao Brasil, Pitty e Nando Reis fizeram fãs vibrarem com “Na Sua Estante” (Acústico MTV, 2007), uma união de duas gerações do rock nacional que provou: quando o talento é grande, o resultado só pode ser sensacional.
E o hip-hop? Jay-Z e Alicia Keys em “Empire State of Mind” (2009) transformaram NYC em hino global. A música virou trilha de filmes, séries e até de turistas apaixonados pela Big Apple.
Entre os nomes internacionais, Lady Gaga e Tony Bennett surpreenderam o mundo ao relançar clássicos do jazz nos álbuns “Cheek to Cheek” (2014) e “Love for Sale” (2021). Quem achava que Gaga era só pop se surpreendeu com o talento vocal em interpretações jazzísticas dignas dos grandes salões.
E não paramos por aqui! Outras parcerias inesquecíveis incluem:
– Tom Jobim e Frank Sinatra em “The Girl from Ipanema” (1967) – um hit que conquistou o mundo e elevou a bossa nova a outro nível.
– Lulu Santos e Paralamas do Sucesso em “A Cura” (1991) – rock nacional no seu auge.
– Milton Nascimento e Lô Borges em “Clube da Esquina” (1972) – berço de uma geração de músicos mineiros.
– Mariah Carey e Whitney Houston arrasando em “When You Believe” (1998), tema do filme “O Príncipe do Egito”, premiada com o Oscar de Melhor Canção Original.
– Simone e Zélia Duncan em “Medo de Amar” (2005), mostrando que a MPB é feita de encontros surpreendentes.
– Luan Santana e Sandy em “Mesmo Sem Estar” (2017), mistura de sertanejo e pop romântico.
– Anitta e Caetano Veloso ao vivo no Rock in Rio (2017) – mistura de funk e MPB que dividiu opiniões, mas gerou milhões de views.
– Titãs e Marisa Monte em “Flores” (1999), união do rock alternativo com uma das maiores vozes femininas do Brasil.
– Justin Timberlake e Madonna em “4 Minutes” (2008), parceria que colocou todo mundo pra dançar.
– Eminem e Rihanna em “Love the Way You Lie” (2010), colaboração explosiva que ficou semanas no topo das paradas.
– Roberto Carlos e Erasmo Carlos em praticamente toda a Jovem Guarda – impossível não citar!
– Caetano Veloso e Gilberto Gil em “Desde que o Samba é Samba” – dois monstros sagrados da música brasileira lado a lado.
– Ivete Sangalo e Saulo Fernandes em “Não Precisa Mudar”, trazendo axé cheio de emoção.
– Ana Carolina e Seu Jorge em “É Isso Aí” (2005), versão brasileira do hit “The Blower’s Daughter”.
– Lady Gaga e Bradley Cooper em “Shallow”, trilha do filme “Nasce Uma Estrela” (2018), vencedora do Oscar e viral até hoje.
– Rihanna, Kanye West e Paul McCartney em “FourFiveSeconds” (2015), encontro de gerações, gêneros e estilos.
– Simone & Simaria e Anitta em “Loka” (2017), explosão do sertanejo universitário com pop e funk.
– Ludmilla e Gloria Groove em “Modo Avião” (2021), parceria que explodiu nas plataformas digitais.
– Billie Eilish e Khalid em “Lovely” (2018), trilha sonora perfeita para maratonar séries e se emocionar.
– Pabllo Vittar e Anitta em “Sua Cara”, que colocou o Brasil no mapa dos hits mundiais.
– Dua Lipa e Elton John em “Cold Heart” (2021), remix que bombou no TikTok e rádios do mundo inteiro.
Ufa! Ficou claro que quando grandes nomes se unem, quem ganha é sempre o público. Essas parcerias mostram que a música não conhece fronteiras e que, quando se trata de criar sucessos inesquecíveis, o segredo está na mistura de estilos, vozes e emoções.
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