Se você cresceu nos anos 90 no Brasil, é muito provável que uma parte do seu DNA musical seja formada por refrões animados, letras cheias de suingue e coreografias que incendiaram as pistas de dança, principalmente no verão. Sim, estou falando do axé, esse gênero contagiante que se espalhou feito confete em Carnaval e marcou para sempre uma geração. Prepare o shortinho de lycra, o óculos espelhado e a energia para relembrar 44 músicas do axé dos anos 90 que, só de ouvir, já dá vontade de arrastar o sofá da sala e sair dançando.
Nada é mais nostálgico do que lembrar da explosão do axé nas rádios e TVs brasileiras. O axé, nascido na Bahia, dominou o Brasil nos anos 90, trazendo uma mistura irresistível de ritmos afro-brasileiros com a alegria do carnaval de Salvador. O movimento não parava nas caixas de som: era nas ruas, nas festas, nas escolas e, claro, nos trios elétricos. E por trás desse fenômeno, estavam artistas que hoje são verdadeiras lendas da música nacional.
Quem não lembra do “Segura o Tchan” do É o Tchan? Formada em 1995, a banda virou febre nacional com hits como “Dança do Bumbum”, “Dança da Cordinha” e “Melô do Tchan”. Eles não só lançaram músicas, mas também coreografias que viraram patrimônio cultural do brasileiro. E por falar em hits, quem nunca gritou “O Canto da Cidade” com Daniela Mercury? Lançada em 1992, a música praticamente inaugurou o axé como gênero pop, entrando até para trilhas de novelas e consolidando Mercury como Rainha do Axé.
Outro nome que dispensa apresentações é Ivete Sangalo, que, nos anos 90, estourou como vocalista da Banda Eva. Músicas como “Beleza Rara” e “Eva” embalaram milhares de micaretas. Hoje, Ivete é símbolo nacional, mas foi ali na década de 90 que ela conquistou corações e playlists. Netinho, com seu “Milla”, fez multidões pularem a cada refrão – e, claro, a letra está gravada na memória coletiva de quem viveu aquela época.
A década também foi dominada por bandas como Chiclete com Banana, que arrastava multidões com “100% Você” e “Diga Que Valeu”, e Asa de Águia, com “Dança da Manivela” e “Não Tem Lua”. Bell Marques, com seu carisma, se tornou referência e até hoje arrasta multidões no circuito Barra-Ondina.
Não podemos esquecer também de hits que marcaram festas de família e formaturas, como “Baianidade Nagô” (Banda Mel), “Vem Neném” (Harmonia do Samba) e “Lero-Lero” (Terra Samba). O axé era a trilha sonora oficial dos verões e está eternizado em clipes coloridos, figurinos ousados e, claro, nos passinhos que desafiam até os mais descoordenados.
Claro que a lista de 44 músicas nostálgicas do axé dos anos 90 é longa, mas impossível não citar clássicos como “Prefixo de Verão” (Banda Eva), “Arerê” (Ivete Sangalo), “Swing da Cor” (Daniela Mercury), “O Canto da Cidade”, “Bota a Cara no Sol” (Ara Ketu), “Pegue Aí” (Cheiro de Amor), “Requebra” e “Ralando o Tchan” (É o Tchan), “Liberar Geral” (Terra Samba), “Fricote” (Luiz Caldas) e “Me Abraça” (Banda Eva). O axé não era só música: era uma experiência coletiva, um convite ao alto-astral e à celebração da vida.
Essas canções não só embalaram festas, mas também romperam fronteiras, levando a alegria baiana para o mundo. E até hoje, basta tocar a primeira batida de um desses sucessos para ver todo mundo largar o que está fazendo e se jogar na pista, mostrando que nostalgia boa nunca sai de moda.
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