A Era dos CD’s: As Playlists Essenciais dos Anos 2000

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Se você viveu os gloriosos anos 2000, provavelmente sente uma pontada de nostalgia só de ouvir aquele barulhinho do discman encaixando o CD favorito. Era um tempo em que a vida parecia girar no ritmo das playlists gravadas a dedo, aquelas coleções preciosas de hits escolhidos cuidadosamente para cada ocasião: festas, amores não correspondidos, viagens, churrascos e, claro, para embalar aquele tédio adolescente de domingo à tarde. Quem nunca gastou horas na frente do computador, queimando CDs e torcendo para que o Nero não desse erro no final? Ah, os dramas da juventude offline!

Os anos 2000 foram um marco para a música pop – e para a tecnologia musical. O CD reinava absoluto, mas começava a dividir espaço com o MP3, um certo Winamp e as primeiras aventuras no saudoso Orkut. Ainda assim, era o CD que dava o tom das melhores playlists: uma seleção audaciosa de sucessos pop, rock, hip-hop, sertanejo universitário e, claro, aquela pitadinha de axé para sacudir qualquer reunião de amigos. Se você acredita que nostalgia é um prato que se serve com trilha sonora, prepare-se para uma viagem no tempo através das playlists essenciais da Era dos CDs.

Entre 2000 e 2010, as paradas de sucesso eram dominadas por artistas que até hoje carregam multidões de fãs. Quem nunca dançou como se não houvesse amanhã ao som de “Oops!… I Did It Again” da Britney Spears ou não sentiu o coração palpitar com “Shape of My Heart” dos Backstreet Boys? Os CDs dessas estrelas eram itens de colecionador, quase tão valiosos quanto figurinhas raras da Copa. Beyoncé, já rainha desde Destiny’s Child, lançou hinos como “Crazy in Love”, enquanto Christina Aguilera mostrou todo seu poder vocal em “Beautiful”. Madonna renovou sua coroa com “Hung Up”, e Shakira conquistou o mundo com “Whenever, Wherever” – todo mundo sabia, mesmo sem falar inglês, pelo menos o refrão.

O rock dos anos 2000 vibrou com o som de bandas como Linkin Park, que misturava metal e rap em “In The End” e “Numb”, além dos emo-kings do Simple Plan e do Green Day, que embalavam os adolescentes com sentimentos à flor da pele. E não podemos esquecer do Red Hot Chili Peppers com “Californication” ou do Coldplay, que ensinou todos nós a cantar junto com “Yellow” e “Clocks”. O cenário nacional também bombava: Charlie Brown Jr., com seu estilo inconfundível, Los Hermanos e o eterno “Anna Júlia”, Fresno, Pitty e CPM 22 dominaram as playlists dos jovens brasileiros.

No universo hip-hop, Eminem explodiu com “The Real Slim Shady” e “Lose Yourself”, enquanto 50 Cent embalava as noites com “In Da Club”. Black Eyed Peas botou todo mundo para dançar com “Where Is the Love?” e “Let’s Get It Started”. E lembra do Usher e sua sensacional “Yeah!”? Impossível escutar parado. Já o R&B tinha Alicia Keys, que arrepiava com “Fallin’”, e Ne-Yo, que ensaiava os primeiros passos para se tornar ícone do gênero.

O Brasil, claro, não ficou para trás. Sandy e Junior, Rouge com o hino “Ragatanga”, Jota Quest, Skank e Ivete Sangalo faziam os CDs mais tocados nos carros e festas. O funk carioca explodia com Bonde do Tigrão e MC Serginho, e o sertanejo universitário dava os primeiros passos com Jorge & Mateus e César Menotti & Fabiano. E para quem era mais indie, Los Hermanos, Moptop e Autoramas marcavam presença nas rodinhas alternativas.

As playlists daquela época não eram só uma seleção de músicas: eram declarações de amor, recados indiretos, trilhas para superar términos ou para conquistar o crush. Era preciso criatividade na hora de escolher a ordem das faixas, misturando baladas melosas com hits animados para criar a “vibe perfeita”. E, verdade seja dita, a emoção de presentear alguém com um CD gravado era insuperável – especialmente se você caprichasse na capinha feita à mão, cheia de canetinha e stickers.

Hoje em dia, com o streaming dominando a cena, ficou fácil criar e compartilhar playlists para todos os gostos – mas nada substitui o charme retrô de ter uma coletânea gravada com carinho. Felizmente, a tecnologia evoluiu (e nosso espaço na mochila agradece!), e podemos reviver todos esses momentos nostálgicos com apenas alguns cliques. Se você quer recriar as melhores playlists dos anos 2000, não precisa mais caçar CDs em sebos ou torcer para o arquivo baixar completo no LimeWire (saudade, zero vírus!). Plataformas como a Soundz (https://soundz.com.br) permitem escutar músicas grátis, criar playlists personalizadas e ainda ficar por dentro das novidades com uma revista digital cheia de assuntos diferentes.

No fim das contas, os anos 2000 deixaram um legado musical que nunca sai de moda – seja você fã de pop chiclete, rock raiz, funk ousado ou sertanejo romântico. E se bater aquela saudade, já sabe: corre para a Soundz (https://soundz.com.br), dê o play e embarque nessa viagem sonora pelo melhor da Era dos CDs. Quem sabe você não encontra sua próxima playlist favorita (sem precisar gravar um CD de novo)?

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