Se você já se pegou cantarolando um modão enquanto faz café, ou se seu coração dispara a cada acorde de viola, saiba que você não está só: o sertanejo conquistou o Brasil e virou uma trilha sonora indispensável para todo tipo de momento, seja sofrência, festança ou viagem de estrada. Mas, afinal, quais são os discos que realmente marcaram época e ajudaram a escrever a história desse gênero tão amado? Prepare o chapéu de palha, o lenço no pescoço e o coração aberto, porque vamos revisitar os álbuns mais icônicos do sertanejo – aqueles que, muito antes da moda universitária, já faziam multidões se emocionarem e dançarem agarradinho.
Começamos com uma dupla que dispensa apresentações: Leandro & Leonardo. O disco Leandro & Leonardo Vol. 3, lançado em 1990, virou um verdadeiro fenômeno de vendas, com mais de 3 milhões de cópias comercializadas. Quem nunca chorou ouvindo “Pense em Mim” ou não se empolgou com “Desculpe, Mas Eu Vou Chorar”? O sucesso desse álbum foi tão estrondoso que abriu as porteiras para o sertanejo moderno, misturando romantismo, dramas do coração e aquela pegada pop que grudou feito chiclete.
Mas se é para falar de clássicos mesmo, temos que citar Zezé Di Camargo & Luciano e seu disco de estreia, de 1991. Apelidado carinhosamente de “É o Amor” (graças ao seu mega hit homônimo), esse álbum vendeu em torno de 1,6 milhão de cópias e alçou a dupla ao estrelato instantâneo. “É o Amor” está para o sertanejo como “Garota de Ipanema” está para a bossa nova – impossível não associar!
Não dá para esquecer de Chitãozinho & Xororó. O disco 60 Dias Apaixonado, de 1982, é um marco na transição do sertanejo raiz para o sertanejo romântico que dominou os anos 80 e 90. Sucessos como a faixa-título e “Fio de Cabelo” ajudaram, inclusive, a quebrar barreiras e levar o gênero além do interior, conquistando rádios de grandes capitais e até programas de TV em horário nobre. Resultado: mais de 1,5 milhão de cópias vendidas e um lugar eterno no coração do brasileiro.
Já nos anos 2000, surge o fenômeno Jorge & Mateus com seu disco Ao Vivo em Goiânia (2007). O álbum capturou a energia dos shows e apresentou hits que atravessaram gerações, como “Pode Chorar” e “Voa Beija-flor”. Essa gravação foi determinante para consolidar o sertanejo universitário, trazendo uma legião de novos fãs e colocando o gênero no topo das paradas digitais.
Falando em movimento universitário, é impossível não mencionar Luan Santana e seu disco Ao Vivo, lançado em 2009. Com ele, Luan entrou para o hall dos fenômenos nacionais, vendendo mais de 500 mil cópias físicas numa época em que o streaming ainda estava engatinhando no Brasil. Faixas como “Meteoro” e “Tô de Cara” viraram hinos para uma geração inteira de apaixonados (e também para quem estava só sofrendo mesmo).
E, claro, não podemos fechar essa lista sem lembrar do eterno milionário Milionário & José Rico. O disco As Gargantas de Ouro do Brasil (1973) trouxe clássicos como “Estrada da Vida” e ajudou a fixar a imagem poética e sofrida do sertanejo, com letras que falam de amor, estrada, saudade e sonhos. Com mais de 35 milhões de discos vendidos ao longo da carreira, a dupla é referência até hoje para artistas de todos os estilos.
O sertanejo segue se reinventando, e novos ídolos aparecem a cada ano, mas esses discos continuam sendo ouvidos e lembrados como verdadeiros tesouros nacionais. Seja você um fã raiz, universitário ou só alguém em busca de uma boa história cantada, vale revisitar esses álbuns e sentir o poder das vozes que moldaram a música brasileira.
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