Trap Brasileiro e Funk: A Mistura que Deu Certo

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Quando o Trap brasileiro encontrou o Funk, foi como juntar feijão com arroz: todo mundo já gostava separadamente, mas junto ficou ainda melhor! Se você já se pegou dançando ao som de um 808 pesado misturado com aquele batidão característico do Funk carioca, pode agradecer a essa mistura que agitou as pistas, as playlists e até as redes sociais do Brasil nos últimos anos.

Tudo começou com o crescimento do Trap no Brasil, lá por volta de 2016 e 2017, surfando na onda do sucesso internacional de nomes como Travis Scott e Migos. Artistas brasileiros atentos ao que estava rolando lá fora começaram a misturar suas vivências locais com as batidas sujas e graves do Trap. Mas se tem um gênero que já sabia contar histórias das quebradas e colocar geral pra dançar, esse é o Funk. O casamento era inevitável.

O Funk, que nasceu nas comunidades cariocas lá nos anos 1990, sempre foi mestre em se reinventar. Do proibidão ao funk melody, passando pelo funk ostentação, o estilo nunca teve medo de se misturar com novas tendências. Quando o Trap chegou com suas letras sobre conquistas, ostentação e reflexões urbanas, foi só questão de tempo até a galera unir o grave do Trap com o ritmo contagiante do Funk.

Artistas como MC Caverinha, TZ da Coronel, Filipe Ret, BIN, MC Hariel e Matuê são alguns dos nomes que souberam surfar nessa onda. Em 2020, por exemplo, o hit “Sorriso Falso” de MC Caverinha e Kayblack já mostrava a força dessa junção, trazendo rimas afiadas sobre a realidade da quebrada com um instrumental que alternava entre o trap e o funk. Matuê, por outro lado, estourou com “Kenny G” e “Quer Voar”, mostrando que dá pra falar de sonhos, carros e rolês embalado por batidas que misturam o melhor dos dois mundos.

Essa mistura também abriu portas para novas formas de produção musical. O beatmaker do trap, acostumado a brincar com samples eletrônicos e kicks graves, começou a inserir tamborzão, caixas estaladas e até o famoso “gritinho” do funk nas faixas. DJ Murillo e DJ Pedro Lotto, por exemplo, são referência quando o assunto é criar esses instrumentais híbridos que levantam qualquer festa.

E a mistura não ficou só nas batidas. As letras também evoluíram. O Trap trouxe uma estética mais introspectiva, com artistas falando sobre saúde mental, superação, ambições e dúvidas. O Funk, por sua vez, nunca perdeu a raiz da celebração, da sensualidade e da crítica social. O resultado? Músicas que fazem pensar e também dançar – tudo ao mesmo tempo!

Segundo dados do Spotify de 2024, as playlists de Trap Funk estão entre as mais acessadas pelos jovens brasileiros, com crescimento de 200% em relação a 2022. No YouTube, clipes como “Fé nas Maluca” (TZ da Coronel e Hariel) acumulam milhões de visualizações, mostrando que a mistura não só agradou, como virou referência.

No TikTok e Instagram, o fenômeno é ainda maior. Challenge de coreografias, memes e trendings com sons que misturam trap e funk viralizam semanalmente. Afinal, ninguém resiste a uma batida que pega no corpo e letras que grudam na cabeça.

Mas o que torna essa mistura tão poderosa? Simples: ela é democrática. O Trap Funk fala com a galera da periferia e do centro, da praia e da laje. É identidade, é Brasil, é atualidade. E mais: transformou o cenário musical nacional, mostrando que inovação pode (e deve!) vir das ruas.

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