Quando pensamos em trap brasileiro, imagens de batidas pesadas, letras ousadas e muita atitude vêm à cabeça. Mas já passou o tempo em que o gênero era dominado apenas por vozes masculinas: as mulheres estão dando as cartas no Trap BR e mostrando que lugar de mulher é onde ela quiser – inclusive no topo das paradas. O movimento do trap feminino no Brasil ganhou corpo nos últimos anos e, em 2025, só cresce, trazendo novos nomes, discursos ainda mais potentes e uma energia que mistura arte, resistência e representatividade.
Vamos tirar o chapéu (ou melhor, o boné virado) para mulheres que vieram para revolucionar o trap nacional. Nomes como Ebony, Tasha & Tracie, MC Dricka e Anarka são verdadeiros furacões sonoros e visuais, cada uma trazendo sua identidade, seu flow e sua visão de mundo. Ebony, por exemplo, é conhecida por suas letras afiadas e postura irreverente — ela foi destaque no movimento Quebrada Queer, mostrando como o trap também pode ser espaço de luta por diversidade. Em 2024, ela lançou trabalhos que bateram recordes em plataformas digitais, fazendo da sua voz um símbolo para toda uma geração.
Tasha & Tracie, as gêmeas mais estilosas do trap BR, têm sua assinatura não só nas faixas, mas também na moda e na atitude. Vindo da zona norte de São Paulo, elas falam sobre o corre das favelas, empoderamento feminino e autoestima preta, provando que não existem barreiras quando o assunto é talento. Em 2023, foram indicadas ao Prêmio Multishow e participaram de campanhas publicitárias nacionais, consolidando sua posição de ícones culturais.
MC Dricka, conhecida como “Rainha dos Fluxos”, fez sua transição do funk para o trap e trouxe consigo um público fiel — e barulhento! Ela usa as rimas para bater de frente com o machismo e retratar a realidade das mulheres periféricas. Em 2024, MC Dricka foi premiada no Women Music Event Awards, somando mais um troféu à sua coleção e abrindo espaço para outras minas no cenário.
O sucesso das mulheres no trap BR não é só reflexo de talento, mas também de muita luta. Ainda é comum encontrar preconceito e barreiras no caminho, mas as minas estão respondendo na medida: com beats pesados, letras sagazes e presença marcante nos palcos e nas redes. Não dá pra ignorar o poder de mobilização que essas artistas têm, tanto que grandes festivais como o Afropunk e o Coala Festival têm dedicado cada vez mais slots para performances femininas de trap, atraindo multidões e ampliando o debate sobre representatividade.
E não se engane: as minas do trap não estão sozinhas! O público feminino que consome, compartilha e cria conteúdo sobre o gênero também é protagonista desta revolução. Dados do Spotify mostram que, em 2024, o consumo de trap entre mulheres aumentou 37%, e as playlists dedicadas ao trap feminino figuram entre as mais ouvidas da categoria urbana. O TikTok, sempre ele, serviu de vitrine para centenas de artistas independentes que viralizaram com dancinhas, desafios e trechos de músicas que grudam na cabeça.
A influência dessas artistas ultrapassa as rimas e vai além dos estúdios. Elas inspiram outras jovens a acreditarem em seus sonhos, a criarem espaços seguros e conquistarem territórios que antes lhes eram negados. Com autenticidade, humor e uma boa dose de deboche, elas mostram que o trap BR feminino chegou pra ficar — e, convenhamos, tá impossível não dançar junto.
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