Se existe um gênero musical no Brasil que sabe unir batida envolvente, letras afiadas e aquele gostinho de “proibido”, é o funk ostentação. Diretamente das periferias de São Paulo, o estilo ganhou o país na última década com versos sobre carros de luxo, relógios caros e festas de arromba. Mas, como tudo que se destaca, o funk ostentação também trouxe muita polêmica – seja por suas letras ousadas, vídeos extravagantes ou por incomodar quem prefere a discrição. No Soundz, a gente resolveu listar as 10 músicas de funk ostentação mais polêmicas de todos os tempos. Para quem gosta de batidão, mas não dispensa uma boa treta, essa lista é um prato cheio. Preparado? Então aperte o play na curiosidade e confira!
A primeira da lista é “Plaquê de 100”, de MC Guimê. Impossível não lembrar da onda de jovens sonhando com notas de cem reais e carros importados após esse hit estourar em 2012. A música foi criticada por supostamente incentivar o consumismo desenfreado, mas também foi defendida como um grito de empoderamento de quem sempre foi deixado de lado. O clipe, com cenas na laje e depois nos camarotes, virou meme e dividiu opiniões Brasil afora.
Logo em seguida, não podemos esquecer de “Tá Patrão”, de MC Lon. O refrão (“Eu tô patrão, quem não gostou vai pra…” – melhor nem terminar!) virou trilha sonora de festas e memes, mas também acendeu debates sobre influência nas crianças e glamourização de comportamentos polêmicos. Mesmo assim, a faixa segue como uma das mais lembradas do gênero.
Outra que balançou estruturas foi “Loucuras na Madrugada”, de MC Daleste. O funkeiro, ícone do ostentação, apostou em versos sobre noites de excessos e ostentação máxima. A polêmica dessa música é dupla: além do conteúdo ousado, Daleste foi assassinado no palco em 2013, o que gerou intensa discussão sobre segurança de artistas e violência no meio musical.
Tem também “Vida Diferenciada”, de MC Menor do Chapa. A canção, lançada em 2013, viralizou não só pela batida viciante, mas pelas menções diretas a marcas e luxos, gerando debates acalorados sobre a influência do funk no comportamento dos jovens. Para uns, inspiração. Para outros, puro exagero.
Falando em exagero, “Na Pista Eu Arraso”, do MC Nego Blue, trouxe aquele gingado com pitadas de deboche e ostentação. O clipe, repleto de carros tunados e festas, foi acusado de incentivar ilegalidades, o que só aumentou as visualizações – afinal, quem nunca clicou por curiosidade?
E como esquecer de “7K Tá na Conta”, do MC Brinquedo? A faixa virou trend ainda em 2014, com seu refrão grudento sobre “grana fácil”. Não demorou para pipocarem discussões nas redes sociais sobre apologia à vida fácil e ostentação sem limites. Brinquedo riu à toa: a música bombou e segue sendo pedida nas festas.
A sétima posição é de “Patricinha”, do MC Pikeno e Menor. O hit conta a saga dos MCs conquistando “patricinhas” com festas, carros e muita ostentação – o que, claro, não agradou todo mundo e virou alvo de debates sobre machismo e objetificação. Mas não dá para negar o sucesso: a música ficou meses entre as mais tocadas do país.
“Chefe é Chefe, Né Pai?”, de MC Rodolfinho, também entra na lista. A frase virou bordão nacional, mas o sucesso veio acompanhado de críticas sobre apologia ao poder pelo dinheiro. Com carros de luxo e notas de cem voando no clipe, a faixa foi tão comentada quanto tocada.
Na reta final, “Ostentação Fora do Normal”, do MC Boy do Charmes, traz versos que escracham o tema do funk ostentação: gastar, curtir, viver intensamente. Polêmica não faltou, especialmente após denúncias de festas clandestinas tendo a música como trilha.
Fechando a lista, “Funk Ostentação”, do MC João, é quase um auto-hino do gênero. Lançada como provocação aos críticos, a música faz questão de citar marcas, festas e luxos, elevando o debate sobre o papel do funk na cultura nacional. Amado por uns, odiado por outros, não há como negar: o funk ostentação já faz parte da identidade musical do Brasil, com todas as suas polêmicas.
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