Se existe algo que nunca sai de moda – além de jaqueta de couro e All Star surrado – é o impacto das vozes femininas no rock. Sabe aquele arrepio que dá quando escutamos um vocal poderoso, cheio de emoção, capaz de transformar qualquer balada em hino? Pois é. O rock, desde seus primórdios, sempre foi uma arena onde mulheres destemidas desafiaram rótulos e mostraram que talento não tem gênero, só atitude.
Vamos dar uma volta pela história e entender por que as vozes femininas do rock são tão marcantes e como elas continuam moldando gerações. Afinal, se o rock é rebeldia, quem melhor do que as mulheres para desafiar as regras?
Nos anos 50 e 60, as mulheres precisavam de coragem para pegar o microfone e encarar o preconceito de frente. Quem não lembra de Janis Joplin? Sua voz rouca, visceral, era pura emoção. Janis não só conquistou os palcos do mundo todo, mas também abriu caminho para que outras artistas pudessem mostrar seu talento sem pedir licença. Seu álbum “Pearl”, lançado em 1971, continua sendo referência até hoje – e olha que ela nem chegou a ver sua obra-prima nas paradas, já que faleceu tragicamente em 1970.
Na sequência, nos anos 70, surge uma enxurrada de mulheres incríveis. Patti Smith, conhecida como a “poetisa do punk”, misturou poesia e atitude, influenciando toda uma geração. Seu álbum Horses (1975) está sempre presente nas listas dos melhores discos de todos os tempos e, convenhamos, não é à toa. Já Debbie Harry, com sua banda Blondie, mostrou que pop e punk podem ser grandes amigos de infância, e seus hits embalam festas até hoje.
Chegando aos anos 80, tivemos Chrissie Hynde, do The Pretenders, que mais parecia ter nascido com uma guitarra na mão. Sua voz marcante e letras afiadas ajudaram a consolidar um novo padrão de protagonismo feminino no rock. E por falar em carisma, Joan Jett simplesmente chutou a porta dos clubes fechados com “I Love Rock ‘n’ Roll”, um dos riffs mais icônicos da história. Se você nunca fez air guitar ouvindo essa música, está na hora de repensar suas prioridades.
Nos anos 90, a representatividade feminina ganhou contornos ainda mais diversos. Quem não se emociona ao ouvir Alanis Morissette despejando seus sentimentos em “You Oughta Know”? O álbum Jagged Little Pill, lançado em 1995, vendeu mais de 33 milhões de cópias e é considerado um dos álbuns de rock feminino mais bem-sucedidos de todos os tempos. Do lado mais alternativo, temos Shirley Manson, do Garbage, com sua voz única e presença magnética. E claro, impossível não citar Courtney Love, com seu Hole, que marcou o grunge com autenticidade e intensidade.
No século 21, o talento feminino no rock só cresceu. Amy Lee, do Evanescence, trouxe um toque gótico-orquestral, conquistando fãs com sua extensão vocal e emoção à flor da pele. Hayley Williams, do Paramore, é energia pura e liderou a banda desde a adolescência, tornando-se inspiração para meninas e meninos pelo mundo. Lizzy Hale, do Halestorm, mostrou à nova geração que o hard rock continua vivo e com muito espaço para vozes femininas.
Além do talento, o que une essas vozes é a capacidade de transmitir emoção de forma avassaladora. Seja na fúria de uma letra, na delicadeza de uma balada ou no tom desafiador de um grito de liberdade, elas transformam experiências pessoais em hinos universais. O segredo? Talvez seja autenticidade. Ou talvez seja aquela pitada de ousadia que só quem já precisou quebrar barreiras conhece de verdade.
E para quem acha que o protagonismo feminino no rock é coisa do passado, vale lembrar das novas apostas: nomes como St. Vincent, Florence Welch (Florence + The Machine), Aurora e Pabllo Vittar (que com seu pop-rock eclético quebra ainda mais paradigmas) mostram que as vozes femininas continuam inovando, surpreendendo e emocionando plateias ao redor do planeta.
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