Se você já se pegou cantarolando um modão daqueles que faz o coração bater mais forte, pode apostar: você tem um pezinho – ou os dois – no sertanejo raiz. Antes dos grandes festivais lotados, do chapéu de cowboy ganhar status fashion e do “arrocha o facho” virar dancinha no TikTok, o sertanejo já fervilhava nas casas de barro, nas rodas de viola e nos programas de rádio do interiorzão do Brasil. O gênero nasceu num tempo onde a vida era mais simples, mas as emoções eram gigantes, embaladas por vozes que ecoam até hoje. Bora embarcar nesse trem do tempo e descobrir quem são essas vozes épicas que deram origem ao sertanejo raiz?
Tudo começou lá no início do século XX, quando a música rural brasileira estava prestes a ganhar sua identidade própria. O sertanejo raiz é praticamente o avô da música sertaneja que conhecemos hoje, e seu DNA está impresso em cada acorde de viola caipira, cada letra recheada de saudade, poeira e histórias de amores impossíveis. As duplas pioneiras são quase lendas: Cornélio Pires foi um dos primeiros a gravar músicas sertanejas em discos de 78 rotações, ainda nos anos 1920, e só aí já dá pra entender o tamanho da importância desse gênero para a cultura nacional.
Mas se a gente fala de sertanejo raiz, não tem como não citar a dupla Tonico & Tinoco. Esses irmãos paulistas, conhecidos como “A Dupla Coração do Brasil”, começaram sua carreira na década de 1930 e gravaram mais de 1.000 músicas, deixando um legado gigante. Clássicos como “Chico Mineiro” e “Tristeza do Jeca” são quase hinos populares. Não por acaso, dizem que eles venderam mais de 150 milhões de discos – e olha que não tinha Spotify, viu?
Outra dupla que botou fogo no feno foi Tião Carreiro & Pardinho. Além de vozes marcantes, eles ajudaram a criar o pagode caipira, aquele estilo de batida de viola que é pura energia. Com músicas como “Pagode em Brasília” e “O Mineiro e o Italiano”, mostraram que o sertanejo podia, sim, inovar sem perder a essência.
Chitãozinho & Xororó também merecem reverência, porque começaram ainda no sertanejo raiz lá pelos anos 1970, antes de se tornarem os reis do sertanejo moderno. Eles ajudaram a popularizar o gênero, levando canções como “Fio de Cabelo” e “No Rancho Fundo” pra todo o Brasil. E já que estamos falando de lendas, Milionário & José Rico – os “Gargantas de Ouro” – trouxeram ainda mais drama e emoção para as letras, conquistando o público com aquelas vozes únicas e uma pegada quase teatral. Sabe aquela sofrência gostosa? Eles faziam isso antes de virar moda!
É impossível não mencionar também Zé Carreiro & Carreirinho, Pedro Bento & Zé da Estrada, João Mineiro & Marciano, Liu & Léu, entre outros nomes que formaram a base do gênero. E, claro, não dá pra esquecer os grandes solistas como Sérgio Reis, que mesmo vindo do rock, se encontrou de corpo e alma na música sertaneja, mostrando que o sertanejo raiz é realmente um universo aberto pra todo mundo que tem verdade na voz e poesia na alma.
O sertanejo raiz é, acima de tudo, uma celebração das raízes do Brasil. Suas letras falam de amores, decepções, festas, religiosidade, natureza e, claro, da saudade do interior. E até hoje, artistas novos seguem resgatando essas canções, mostrando que raiz forte não morre: ela se espalha!
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