Se existe um gênero musical capaz de tocar fundo o coração do brasileiro, provocar arrepios, arrancar lágrimas e, de quebra, fazer todo mundo cantar junto, esse gênero é o sertanejo. Quer você seja do tipo que fala “modão” com propriedade ou um simples apreciador de letras emotivas, não há como negar: o sertanejo sabe como ninguém transformar sentimentos em música, e as vozes que embalam essas canções têm o poder quase mágico de nos fazer chorar (ou, pelo menos, sentir aquele “cisco” no olho).
Mas o que faz do sertanejo um gênero tão emotivo? A resposta está tanto nos timbres únicos dos seus intérpretes quanto nas letras sinceras, repletas de histórias de amor, saudade, superação e, claro, aquele sofrência que o brasileiro tanto adora. De Zezé Di Camargo & Luciano a Marília Mendonça, de Chitãozinho & Xororó a Jorge & Mateus, cada artista imprime uma dose generosa de emoção em suas faixas, criando verdadeiros hinos para quem já sofreu (ou está sofrendo) por amor.
E já que estamos falando de vozes que nos fazem chorar, impossível não lembrar de Marília Mendonça. Mesmo após sua partida precoce em 2021, a “Rainha da Sofrência” segue presente nas playlists de milhões de fãs. Marília era aquela artista que conseguia transformar cada palavra em um abraço apertado ou um ombro amigo. “Infiel”, “De Quem É a Culpa?” e “Todo Mundo Vai Sofrer” são apenas alguns exemplos de músicas que marcaram gerações e continuam emocionando quem escuta – seja na fila do pão ou no karaokê.
Outro nome que dispensa apresentações é Zezé Di Camargo & Luciano. Desde os anos 1990, a dupla é sinônimo de emoção à flor da pele. Não tem como ouvir “É o Amor” e não lembrar daquela paixão do passado (ou do presente, ou de todas ao mesmo tempo). Com mais de 40 milhões de discos vendidos, eles são prova viva de que o romantismo nunca sai de moda, especialmente quando é acompanhado de vozes potentes e harmonias inconfundíveis.
E se falamos de clássicos, que tal Chitãozinho & Xororó? Com mais de cinco décadas de carreira, eles conquistaram o Brasil com músicas como “Evidências”, que desafia até o mais durão a segurar as lágrimas. Aliás, segundo dados do YouTube, “Evidências” já ultrapassou a marca de 200 milhões de visualizações, mostrando que a emoção do sertanejo segue firme e forte na era digital.
Na nova geração, nomes como Henrique & Juliano, Jorge & Mateus e Maiara & Maraisa mostram que a tradição do sertanejo emotivo está mais viva do que nunca. Eles trazem frescor ao gênero, mas sem perder aquele toque de drama e sinceridade que faz a gente se identificar tanto. E cá entre nós, quem nunca postou uma frase de sertanejo nas redes sociais para mandar aquele recado indireto, né?
Além das letras, é impossível ignorar o papel das vozes. O sotaque arrastado, o vibrato carregado de sentimento, a entrega total em cada refrão – tudo isso faz da experiência sertaneja algo único. Estudos de 2024 do Spotify Brasil mostraram que playlists de sertanejo romântico e sofrência figuram entre as mais populares do país, especialmente nas noites de sexta-feira e durante as famosas festas de família.
O segredo do sertanejo para nos emocionar está na identificação. As músicas falam de amores não correspondidos, de términos dolorosos, de reencontros inesperados e de superações que parecem impossíveis – basicamente, a vida de qualquer ser humano em algum momento. O sertanejo cria trilhas sonoras perfeitas para nossos dramas pessoais, seja para chorar agarrado ao travesseiro ou para brindar (com aquela dose de cachaça) à superação.
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