Quando o assunto é série adolescente, a gente já imagina aquela mistura perfeita de dilemas existenciais, paixões proibidas, amizades que parecem eternas (mas às vezes duram menos que um TikTok viral), festas inesquecíveis e trilhas sonoras que grudam na cabeça. A verdade é que as séries teens conseguem um feito único: retratar o caos e a magia da juventude de um jeito que faz tanto o público jovem quanto os adultos nostálgicos se apaixonarem. E não é pouca coisa, viu? Desde os anos 90 até os dias de hoje, algumas dessas produções viraram verdadeiros fenômenos de audiência, ditaram moda, lançaram tendências e, claro, criaram fandoms que até hoje movimentam as redes sociais.
Uma das séries mais icônicas é “Malhação”. Produzida no Brasil desde 1995, a novela adolescente da Globo já viu de tudo um pouco: chegou a se reinventar mais de 27 vezes (e não estamos exagerando), revelando talentos como Marjorie Estiano, Cauã Reymond e Agatha Moreira. Se existe “gente que faz” na TV brasileira, pode apostar que já passou pela Malhação. A série virou sinônimo de adolescência para pelo menos três gerações e inspirou discussões sobre bullying, gravidez na adolescência, diversidade e tantos outros temas relevantes.
Já nos Estados Unidos, impossível não lembrar de “Dawson’s Creek”, que estreou em 1998 e conquistou fãs com seus diálogos filosóficos e romances intensos. Quem nunca se pegou torcendo para Dawson, Joey, Pacey e Jen que atire a primeira fita VHS. Ainda nos anos 2000, “The O.C.” colocou a ensolarada Orange County no mapa e fez todo mundo querer ouvir “California, here we come” no repeat. Ryan, Seth, Summer e Marissa mostraram como problemas aparentemente de adulto também podem assombrar a juventude dourada americana.
Falando em fenômenos mundiais, “Gossip Girl” redefiniu o conceito de segredos em Manhattan. Lançada em 2007, a série mostrou que o Upper East Side não era só riqueza, mas também um campo minado de fofocas e intrigas regadas a muito luxo. Todos queriam saber: “Quem é a Gossip Girl?”. E, sejamos sinceros, Blair Waldorf virou referência fashion até hoje – basta procurar por tiaras estilosas no Instagram.
Outro marco recente é “Euphoria”, da HBO, lançada em 2019 e renovada para mais temporadas até 2025. A série escancarou questões como dependência química, sexualidade, saúde mental e identidade de gênero, tudo isso com uma estética impactante e trilha sonora de peso. Zendaya, que vive a protagonista Rue, já levou dois Emmys para casa e se tornou símbolo de representatividade e talento.
Não dá para esquecer “Stranger Things”, que mesmo sendo uma mistura de terror, ficção científica e nostalgia oitentista, também fisgou o público adolescente. Os dramas de Eleven, Mike, Lucas, Dustin e Will são tão reais quanto os monstros do Mundo Invertido (e, cá entre nós, às vezes a adolescência pode ser tão assustadora quanto um Demogorgon).
Por aqui, “3%” se destacou como a primeira produção brasileira original da Netflix. Lançada em 2016, a série conquistou audiência global e provou que a juventude brasileira também sabe brilhar em distopias. Além do roteiro envolvente, ainda teve aquela pitada de crítica social que só a gente sabe fazer.
E se você é do time que gosta de um musical, “Glee” foi um divisor de águas. Entre 2009 e 2015, cantaram de tudo: de Beyoncé a Bon Jovi, e mostraram que, no fundo, todo mundo tem um lado dramático e sonhador pronto pra subir no palco do auditório da escola.
Essas séries não apenas conquistaram corações como também mudaram a forma como enxergamos a juventude na TV: imperfeita, intensa, cheia de dúvidas, mas também de coragem e criatividade. Elas influenciaram moda, comportamento, lançaram hits musicais (quem aí nunca colocou “Don’t Stop Believin’” para tocar depois de ver Glee?) e mostraram que, sim, crescer pode ser uma aventura digna de roteiro de série.
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