Você já se pegou cantarolando aquela música chiclete que não sai da cabeça de jeito nenhum, mesmo sem saber se a letra faz sentido? Ou já sentiu vontade de dançar, chorar ou sair pulando de alegria só porque ouviu determinada canção? Pois é, a influência das músicas sobre nosso humor e comportamento é conhecida, mas será que as letras têm mesmo esse poder ou estamos apenas entrando no ritmo? Prepare-se, porque a ciência tem algo a dizer sobre isso – e, claro, vamos dar aquela pitada de humor, porque aqui ninguém quer monotonia!
Primeiro, vamos aos fatos. Pesquisadores há décadas estudam o impacto das letras das músicas na mente e no comportamento humano. Um estudo clássico de 2003, publicado no Journal of Personality and Social Psychology, investigou se músicas com letras agressivas poderiam aumentar a agressividade em ouvintes. Resultado? Sim, ouvir músicas com letras violentas pode levar a interpretações mais agressivas de situações e aumentar a propensão a comportamentos agressivos – pelo menos temporariamente. Portanto, aquele refrão “vou tacar fogo no parquinho” pode te deixar mais inclinado a… bem, não faça isso!
Mas calma, não é só a rebeldia que ganha espaço. Letras motivacionais também têm um superpoder: um artigo de 2015 na revista Frontiers in Psychology mostrou que músicas com mensagens positivas e de superação podem melhorar a autoestima, inspirar conquistas e até elevar o rendimento físico e cognitivo. Então, aquela playlist “Vitória na Vida” que você escuta antes da prova ou do treino realmente faz efeito!
Ainda em clima de ciência, estudos liderados pelo psicólogo Adrian North, da University of Leicester, apontam que adolescentes expostos frequentemente a letras de músicas sobre álcool e drogas tendem a desenvolver atitudes mais permissivas em relação ao uso dessas substâncias. Não é à toa que existe tanta discussão sobre responsabilidade em composições atuais. O mesmo vale para letras que enaltecem consumo, relacionamentos abusivos ou estigmatizam grupos – e aqui vai um dado: a American Psychological Association alerta desde 2011 sobre o aumento de comportamentos sexuais precoces associados à exposição a músicas com conteúdos sexualizados.
Por outro lado, há um lado terapêutico: letras que falam sobre superação, luto e sentimentos profundos podem ajudar pessoas a processarem emoções difíceis. Um estudo de 2018 publicado na Psychology of Music mostrou que ouvir canções sobre experiências parecidas com as nossas pode proporcionar sensação de pertencimento e apoio emocional, como se o compositor tivesse lido nossos pensamentos. Não é à toa que tanta gente sente que “aquela música foi feita para mim”!
Mas, para não parecermos alarmistas, é importante lembrar que a influência das letras não é uma ciência exata. Diversos fatores contam: idade, contexto cultural, frequência de exposição, personalidade e até o estado emocional do ouvinte. E, claro, nem todo mundo presta tanta atenção nas letras – tem gente que só capta o refrão ou inventa palavras no inglês que só existem na própria cabeça (confesse, você já fez isso!). Inclusive, um levantamento do Spotify em 2022 indicou que 53% dos usuários afirmam se importar mais com a “vibe” da música do que com o conteúdo da letra.
Agora, se você acha que é imune à influência das letras, pense de novo: outro estudo, esse de 2021, mostrou que músicas com letras otimistas podem aumentar sensações de felicidade e reduzir sintomas de ansiedade, enquanto baladas tristes podem ajudar a processar o luto. Ou seja, as letras são como aquele amigo: às vezes te colocam pra cima, às vezes te ajudam a chorar, mas sempre estão ali te influenciando, mesmo que você não perceba.
No fim das contas, o segredo está no equilíbrio. Curta aquela sofrência, dance ao som do pop chiclete, mas fique de olho na mensagem que a sua trilha sonora pessoal está transmitindo. Se as palavras da sua playlist te inspiram, te fortalecem ou te fazem refletir, você está usando as letras a seu favor. E, se quiser explorar ainda mais músicas, letras, gêneros e criar playlists que combinem com cada momento – inclusive aquele em que você só quer ouvir batidas sem nem perceber o que está sendo cantado – a dica de ouro é acessar o Soundz (https://soundz.com.br), a plataforma de streaming de música grátis onde você escuta músicas, cria playlists e ainda se informa com uma revista digital cheia de variedades. Porque, como diria aquele velho refrão, “a vida sem música seria um erro” – e sem Soundz, também!
