Se você já se pegou batendo o pé ao som de um hit atual e pensou: “Ei, já ouvi isso antes!”, não se preocupe – você não está tendo um déjà vu musical. Isso é apenas o poder dos samples icônicos dos anos 90 fazendo seu trabalho. A década foi um prato cheio para a criatividade sonora e, até hoje, suas batidas, riffs e vocais reaparecem em músicas que dominam as paradas. Então, prepare-se para uma viagem nostálgica (com direito a ombreiras e Walkman imaginários) e descubra como alguns sons dos anos 90 continuam ecoando nos nossos ouvidos em pleno 2025.
O sample – aquele fragmento de uma música antiga usado para dar tempero a uma faixa novinha – é um dos truques favoritos dos produtores musicais. E nos anos 90, essa prática virou mania: o hip hop, a dance music e até o pop tiraram da cartola verdadeiras relíquias sonoras. Pegue, por exemplo, “Mo Money Mo Problems”, de The Notorious B.I.G., lançada em 1997. O hit pegou emprestado o refrão e a linha de baixo de “I’m Coming Out”, da diva Diana Ross, lançada em 1980. Agora, quase três décadas depois, a mesma batida serve de base para músicas de artistas como Lizzo, Bruno Mars e Beyoncé – um ciclo sem fim de glória!
Não podemos esquecer do lendário “Jump Around”, do House of Pain, com aquele riff de trompa que faz qualquer pista de dança virar uma festa. O segredo? Um sample de “Harlem Shuffle”, do Bob & Earl. E adivinha? Esse som já apareceu em memes, trilhas de comerciais e até foi sampleado de novo em remixes recentes. Falar em “remix” é até covardia: a cultura do sample praticamente inventou a mania de refazer hits e reviver clássicos.
Outro exemplo marcante é “U Can’t Touch This”, de MC Hammer, que explodiu em 1990 e catapultou a linha de baixo de “Super Freak”, do Rick James, para a imortalidade. Até hoje, seja em publicidade, trilha de TikTok ou nas mãos de DJs modernos, esse groove segue sendo reciclado sem perder o rebolado.
A música eletrônica também adorava um sample: Fatboy Slim construiu uma carreira inteira garimpando sons dos anos 70 e 80, mas seus hits “Praise You” e “Right Here, Right Now” continuam sendo referência para produtores atuais. Em 2024, por exemplo, Calvin Harris e David Guetta já confessaram em entrevistas recentes que suas batidas favoritas vêm direto dessas faixas sampleadas dos anos 90.
E, claro, as lendas do hip hop não poderiam ficar de fora. Tupac Shakur, com “California Love”, usou “Woman to Woman”, de Joe Cocker, criando um hino que transcende gerações. Em 2025, esse sample ainda é ouvido em festas, playlists e versões atualizadas por novos rappers – mostrando que classe não tem prazo de validade.
Você sabia que “No Diggity” do Blackstreet é outro caso clássico? O piano marcante da faixa foi retirado de “Grandma’s Hands”, de Bill Withers. Por aqui, o sample já apareceu em covers, remixes e até em batidas de rap nacional. E por falar em Brasil, artistas como Racionais MC’s e Marcelo D2 também deram sua contribuição para a cultura do sample, adaptando batidas gringas e nacionais para criar sons únicos.
Até mesmo o pop internacional não resistiu ao poder dos anos 90: Mariah Carey, em “Fantasy”, eternizou o sample de “Genius of Love”, do Tom Tom Club, e essa mistura segue inspirando novas divas do pop, como Ariana Grande e Doja Cat. O fato curioso? “Genius of Love” já foi sampleada mais de 140 vezes, segundo o site Whosampled. Isso que é longevidade!
O resultado de toda essa mistura é uma trilha sonora coletiva, onde passado e presente se encontram a cada batida. Os samples dos anos 90 continuam firmes e fortes não só pela nostalgia, mas porque são genuinamente bons e atemporais. A cada novo hit, eles nos lembram que música boa não envelhece – apenas se reinventa.
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