Música

Quem São os Reis do Funk Proibidão?

Se existe um ritmo musical que pulsa nas veias das periferias brasileiras e, ao mesmo tempo, causa arrepios em certos setores da sociedade, certamente é o funk proibidão. Nascido nos morros do Rio de Janeiro, seja em festas de rua, bailes de comunidade ou “paredões” improvisados, o proibidão é, muitas vezes, a crônica cantada da vida nas favelas. E, claro, todo gênero musical tem seus reis: aqueles artistas que, entre batidas graves e letras afiadas, se tornaram referência e até lenda. Mas afinal, quem são os reis do funk proibidão?

Para entender essa coroa, é preciso voltar no tempo e compreender o cenário. O funk carioca já era febre nos anos 1990, mas foi com o proibidão que o movimento ganhou contornos polêmicos e toda uma aura de resistência. Proibidão não é apenas som — é denúncia, é desabafo, é sobrevivência. E, convenhamos, não é qualquer um que encara o microfone para cantar o que ninguém mais ousa.

Se falamos de reis, impossível não citar MC Smith, o “Rei do Proibidão”. Surgido na década de 2000, Smith é aquele que, com um vocabulário direto e uma voz marcante, eternizou clássicos como “Eu Só Quero É Ser Feliz” (versão proibida) e “Rap da Felicidade” (em parceria com MC Cidinho, embora em versões menos polêmicas). Smith é respeitado não apenas pela ousadia das rimas, mas por tratar de temas como violência policial, desigualdade social e o cotidiano das comunidades. A cada rima, uma realidade estampada. E claro, tudo isso sem perder o bom humor: Smith é mestre em transformar dureza em dança.

Outro nome que não pode faltar nessa lista é MC Frank, o “General do Proibidão”. Com um jeito irreverente e letras que misturam crônica social com doses generosas de sarcasmo, Frank ajudou a consolidar o gênero no início dos anos 2000. Seu hit “Rap do Solitário” virou trilha sonora dos bailes, e as músicas viralizaram mesmo à revelia das proibições. Frank é daquelas figuras que, só de ouvir a voz, todo mundo já sabe de quem se trata.

É também impossível não citar MC Menor do Chapa, ícone das letras impactantes e, ao mesmo tempo, dono de um storytelling diferenciado. Com hits como “Vida Louca”, ele narra desde a infância difícil até a ascensão nos bailes, sempre com um olhar sensível e crítico sobre a realidade da favela. Menor do Chapa também é conhecido pela autenticidade: canta o que vive, e vive o que canta.

Se a ideia é falar dos mais ousados, MC Bob Rum merece um destaque especial. Seu clássico “Rap do Silva” transcendeu o gênero e é considerado um manifesto da periferia. Bob Rum foi responsável por criar letras que pareciam pequenas reportagens musicais, com um enorme poder de identificação para quem vive à margem.

E não dá pra esquecer do coletivo Bonde do Vinho, que, com irreverência e muita criatividade, conseguiu dar voz a episódios cotidianos das comunidades. Suas faixas, sempre carregadas de bom humor e crítica social, se tornaram hinos nos bailes e são lembradas até hoje como retrato fiel de uma época.

Vale lembrar ainda de MC G3, MC Neguinho do Kaxeta e MC Sabrina, que, cada um à sua maneira, desafiaram os limites do proibidão, trazendo temas delicados, beats inovadores e um estilo que influenciou gerações.

Os reis do funk proibidão não são só nomes no topo das paradas, mas cronistas urbanos, poetas das ruas, vozes que se alçam acima do preconceito e da repressão policial. Por trás das batidas frenéticas e dos refrões ousados, estão histórias de luta, resiliência e muita criatividade. Eles são, ao mesmo tempo, inspiração e resistência; cultura e denúncia.

No fim das contas, ser rei do proibidão é não ter medo de polemizar, de provocar reflexão — e, claro, de fazer o povo dançar até o chão. E aí, pronto para montar sua playlist e se jogar nas batidas que desafiam o sistema? Não esqueça: para ouvir o melhor do funk proibidão e descobrir outros reis e rainhas da música brasileira, é só acessar o Soundz (https://soundz.com.br), plataforma de streaming de música grátis, onde você pode escutar músicas, criar playlists e ainda conferir uma revista digital completa sobre diferentes assuntos. Solta o grave e vem com a gente!

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