Quando pensamos em grandes experiências ao vivo no universo da música, é impossível não lembrar do Pink Floyd. Não importa se você nasceu nos áureos anos 1970 ou se chegou bem depois, é praticamente consenso: o Pink Floyd não só tocava música — eles criavam universos inteiros no palco. Mas, afinal, por que o Pink Floyd reinventou o conceito de show ao vivo? Segure o coração e o ingresso da nostalgia, porque essa viagem pelos bastidores e luzes psicodélicas promete…
Quem já assistiu algum registro dos shows da banda sabe: Pink Floyd transformou o palco em um laboratório de experiências sensoriais. Tudo começou em Londres, nos anos 60, quando o grupo participava dos lendários “UFO Club” e “Roundhouse”. O som psicodélico já era inovador, mas eram as luzes, projeções e inventividade que roubavam a cena. Eles foram pioneiros no uso de efeitos visuais, não apenas como pano de fundo, mas como parte vital da narrativa do show. Não era só o ouvido que se encantava — os olhos também faziam parte do espetáculo.
O DNA inovador veio de Syd Barrett, mas foi com a liderança de Roger Waters e David Gilmour que o Pink Floyd realmente expandiu as fronteiras. Um marco clássico: a turnê The Dark Side of the Moon, em 1973. Os caras não estavam para brincadeira. Imagine um palco gigantesco, lasers cortando o ar, animações surreais em telões circulares (o famoso “Mr. Screen”) e efeitos sonoros quadrafônicos, dando a sensação de que a música vinha de todos os lados. Isso em uma época que a maioria das bandas, no máximo, investia em uma luz colorida e um globo espelhado. Pink Floyd estava anos-luz à frente.
E falando em anos-luz, seria impossível não citar “The Wall”, lançado em 1979. O show virou um evento multimídia (antes mesmo dessa palavra existir!). O grupo literalmente construiu um muro gigante no palco, dividindo banda e plateia. Cada música era acompanhada de projeções, animações de Gerald Scarfe e marionetes gigantes. Ao final, o muro caía – metáfora visual e emocional de tirar o fôlego. O impacto foi tão grande que até hoje “The Wall” é referência quando se fala em espetáculos conceptuais.
Outro detalhe importante foi o uso da tecnologia. O Pink Floyd foi pioneiro em som surround ao vivo, usando sistemas de áudio quadrafônico para criar uma sensação tridimensional — a música parecia viajar pelo estádio. Isso foi possível graças ao engenheiro de som Alan Parsons, que ajudou a banda a transformar cada concerto em uma experiência única e imersiva. Fica fácil entender porque, em 1994, a turnê de “The Division Bell” se tornou uma das mais lucrativas da história, levando multidões a estádios lotados, todos hipnotizados por um show de luzes, fumaça, fogos de artifício e, claro, aquele porco voador inflável cruzando os céus.
Além disso, Pink Floyd nunca subestimou a importância da narrativa visual. Cada álbum tem sua própria estética, refletida em capas icônicas (quem nunca viu a pirâmide de “Dark Side of the Moon”?) e também nas apresentações. O designer Storm Thorgerson, da Hipgnosis, foi responsável por criar imagens tão marcantes que viraram símbolos da cultura pop. Os shows do Pink Floyd não eram só música, eram uma escola de criatividade e ousadia.
Em pleno 2025, nomes como U2, Muse, Beyoncé e Coldplay ainda se inspiram no legado do Pink Floyd para criar espetáculos grandiosos. Mas, convenhamos: foi a banda britânica que colocou o conceito de show ao vivo em outro patamar, mesclando arte, tecnologia, teatro e música como ninguém havia feito antes. Eles não só reinventaram o show — eles mostraram para todo mundo que um concerto pode ser uma experiência transformadora.
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