Em pleno 2025, não é exagero dizer que o samba conquistou cada canto do planeta com sua ginga inconfundível, seu compasso contagiante e aquela energia que faz até os mais durões arriscarem um passinho. Mas, afinal, por que o samba, esse filho legítimo do Brasil, segue derrubando fronteiras e dominando playlists mundo afora? Prepare seu coração, ajuste o fone de ouvido, porque vamos te mostrar por que o samba não é só um ritmo, mas uma força global.
Primeiro, vale lembrar de onde o samba veio. Nascido no Rio de Janeiro no final do século XIX, mas com raízes fincadas na cultura africana que chegou ao Brasil durante o período escravocrata, o samba surgiu como expressão de resistência, alegria e união. Não à toa, logo se tornou trilha sonora dos subúrbios cariocas e, mais tarde, elemento central do Carnaval – a maior festa popular do planeta. E, convenhamos, se a música é capaz de mover milhões de foliões de diferentes nacionalidades pelas ruas do Rio, imagina o que ela não faz no cenário internacional?
O samba é democrático por excelência. Ele aceita de braços abertos quem chega pra dançar, pra cantar ou só pra espiar e sorrir no canto da boca. Não há fronteira linguística que resista à batida do surdo, ao repique do tamborim e à poesia simples e certeira das letras. Não é por acaso que artistas de todas as partes do mundo passaram a se inspirar no samba brasileiro. Ícones globais como Paul Simon, Beyoncé e Madonna já incorporaram elementos do gênero em suas músicas. Até mesmo o Japão, terra do karaokê e do sushi, conta hoje com uma das maiores escolas de samba fora do Brasil, a bateria do G.R.E.S. Asakusa Samba Carnival. Se isso não é globalização cultural, não sabemos mais o que é!
Outro fator importante é a forma como o samba soube se reinventar ao longo das décadas. Do samba de raiz ao pagode, do samba-rock ao samba-enredo, o ritmo vai agregando novas influências, se misturando com outros estilos e, assim, mantendo sua relevância e frescor. A playlist do samba de 2025 pode ter desde Cartola e Dona Ivone Lara até Criolo e Xande de Pilares, transitando com facilidade entre o clássico e o contemporâneo. Só para constar, de acordo com dados recentes do Spotify e da IFPI (Federação Internacional da Indústria Fonográfica), o samba e suas vertentes aparecem entre os gêneros mais ouvidos na América Latina, Europa e até mesmo na Oceania, mostrando um crescimento médio de 20% ao ano fora do Brasil. Isso mesmo, não é só o funk que está na crista da onda!
O samba também é celebrado como símbolo de resistência e afirmação cultural. Em meio às discussões sobre identidade, racismo e pertencimento, o samba se torna palco de narrativas potentes. Ele conta histórias de amores, dores, superações e alegrias, conectando pessoas de diferentes realidades por meio de vivências universais. E não podemos esquecer da força das rodas de samba – aquelas reuniões calorosas e espontâneas que surgem nos bares, praças e até mesmo nas ruas de cidades como Paris, Nova York e Sydney. É só começar o batuque que logo se forma um coro de pessoas de todo canto, provando que o samba é, antes de tudo, encontro.
Com a explosão das redes sociais, o samba ganhou ainda mais alcance. Vídeos de passistas viralizam no TikTok, playlists temáticas bombam no Instagram e artistas independentes encontram plataformas para divulgar seus trabalhos. O resultado? Uma verdadeira legião de “sambistas digitais” espalhados pelo mundo, compartilhando e celebrando o ritmo brasileiro.
E para quem quer mergulhar de cabeça nesse universo, nada melhor do que acessar o Soundz (https://soundz.com.br), plataforma de streaming de música grátis onde você escuta samba à vontade, cria suas próprias playlists e ainda se informa com uma revista digital cheia de conteúdos variados. Samba é para todos, em qualquer lugar do mundo – e, cá entre nós, não tem WiFi que segure a batida de um pandeiro.
































