Música

Pop nacional vs. pop internacional: quem vence?

Se você já se pegou dançando com a vassoura na sala ao som de Anitta e logo depois trocando para um hit de Dua Lipa, você faz parte do grande dilema moderno: pop nacional ou pop internacional? De qual lado você está, ou será que é possível sentar no meio-fio e aproveitar o melhor dos dois mundos? Antes de declarar um campeão nessa batalha digna de playlist, é bom entender como cada vertente conquista corações, memes e plays nas plataformas de streaming.

O pop nacional, há muito tempo, deixou de ser um “primo pobre” do pop gringo. Se nos anos 90 e 2000 a gente pirava com Sandy & Junior, Rouge ou Kelly Key, hoje a cena está mais plural, audaciosa e globalizada do que nunca. Anitta, Ludmilla, Pabllo Vittar e Gloria Groove não só dominam as paradas nacionais, mas também fazem collabs com nomes internacionais, se apresentam em festivais gringos e até emplacam músicas em trilhas de novelas mundo afora.

Segundo dados divulgados pelo Spotify em 2024, Anitta foi a artista brasileira mais ouvida fora do Brasil, com mais de 1 bilhão de streams internacionais. Pabllo Vittar, por sua vez, já figurou na lista das 100 pessoas mais influentes do mundo pela TIME e foi indicada ao Grammy Latino. Ludmilla se tornou a cantora negra mais ouvida do Brasil e vem sendo reconhecida por sua mistura de funk, pop e R&B. O pop nacional ganhou identidade própria, misturando elementos do funk, samba, sertanejo e axé – tudo com aquela cara de festa que só o brasileiro sabe fazer.

Por outro lado, o pop internacional segue sendo aquela avalanche cultural que parece não ter fim. Nos últimos anos, artistas como Taylor Swift, Billie Eilish, Ariana Grande, BTS e Harry Styles dominam não só as playlists, como também os trends do TikTok. Taylor Swift, por exemplo, quebrou recordes em 2024 ao ser a primeira artista a ultrapassar 1 trilhão de streams em uma turnê, de acordo com o IFPI (Federação Internacional da Indústria Fonográfica). O fenômeno K-pop, representado pelo BTS e pelo BLACKPINK, colocou a Coreia do Sul no mapa do pop mundial, mostrando que o idioma não é mais barreira para o sucesso global.

Quando o assunto é influência, o pop internacional dita moda, lança danças, inspira memes e serve de trilha sonora para tudo – de vídeos de gatinhos no YouTube a campanhas publicitárias de grandes marcas. Mas não se engane: o pop nacional, com suas letras ora debochadas, ora românticas, também é combustível para os trends mais virais do Brasil – quem nunca dançou “Envolver” no TikTok que atire o primeiro rebolado.

No quesito inovação, ambos têm pontos fortes. O pop internacional investe pesado em produção, clipes cinematográficos e turnês grandiosas. Já o pop nacional tem criatividade de sobra para fazer muito com menos, e nunca perde o gingado nem quando o orçamento é apertado. Além disso, a representatividade é o segredo do sucesso brasileiro: artistas LGBTQIA+, mulheres empoderadas e vozes periféricas finalmente ganham espaço e conquistam uma conexão real com o público.

Mas se estamos falando de engajamento, é impossível ignorar o poder das redes sociais. Anitta, por exemplo, tem mais de 70 milhões de seguidores no Instagram em 2025, enquanto Taylor Swift está batendo na casa dos 350 milhões. A disputa é intensa e deixa os fãs em polvorosa – qualquer anúncio de show, collab ou novo single vira trending topic em minutos.

E aí, quem vence essa disputa? A verdade é que não existe um campeão absoluto. O pop nacional está cada vez mais internacional e o pop internacional nunca esteve tão presente no nosso dia a dia. A conexão global faz com que as fronteiras musicais sejam cada vez mais difusas – o importante é curtir, dançar e compartilhar aquela faixa que não sai da cabeça (ou do repeat).

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