Você já percebeu como a música brasileira é uma verdadeira alquimia? Mistura gêneros, regiões, sotaques, estilos e até épocas diferentes, criando resultados que conquistam corações e playlists mundo afora. E boa parte disso se deve a parcerias icônicas que, mais do que somar vozes e instrumentos, multiplicaram emoções e marcaram épocas. Sejam encontros de titãs, uniões improváveis ou colaborações que geraram verdadeiros hinos nacionais, o Brasil construiu sua trilha sonora em dueto, trio, quarteto e, por que não, até em coral! Prepare-se: este artigo vai te levar por uma viagem cheia de curiosidades e histórias de 42 parcerias que entraram para a história da música brasileira. Coloque o fone de ouvido e vem com a gente!
Começamos, claro, pelo encontro que redefiniu a MPB: Tom Jobim e Vinicius de Moraes. Juntos, criaram pérolas como “Garota de Ipanema” e “Chega de Saudade”, colocando a Bossa Nova – e o Brasil – no mapa do mundo. Se hoje você vê gringos arranhando português num bar de jazz em Nova York, pode agradecer a esses dois.
Falando em duplas imbatíveis, Caetano Veloso e Gilberto Gil não só foram exilados juntos, mas também criaram clássicos tanto em colaboração direta quanto no lendário grupo Doces Bárbaros, que ainda tinha Gal Costa e Maria Bethânia. Esse quarteto revolucionou o cenário musical dos anos 70, misturando samba, rock, psicodelia e um toque de ativismo.
E já que falamos de Gal Costa, impossível não citar sua parceria com Tim Maia no dueto “Um Dia de Domingo”. Dois dos maiores vozeirões do país em uma canção que até hoje embala romances e tardes nostálgicas. Falando em Tim Maia, aliás, ele também fez história com Cassiano, especialmente no soul brasileiro, como em “Primavera” e “Eu Amo Você”.
O samba, por sua vez, sempre foi terreno fértil para parcerias. Beth Carvalho, a “madrinha do samba”, foi responsável por lançar e apoiar dezenas de compositores e intérpretes, como Zeca Pagodinho. Aliás, Zeca e Arlindo Cruz juntos em “Deixa a Vida Me Levar” é daqueles encontros que ninguém esquece – já virou até mantra nacional para dias difíceis.
No sertanejo, as duplas são tradição, mas algumas merecem destaque especial: Zezé Di Camargo & Luciano, Chitãozinho & Xororó e Jorge & Mateus redefiniram o gênero, mas também se aproximaram de outros estilos. Um exemplo recente e curioso foi a parceria de Marília Mendonça e Henrique & Juliano, que levou a sofrência para um novo patamar, conquistando multidões e, claro, memes.
Pop nacional também tem suas jogadas de mestre: Anitta e Pabllo Vittar em “Sua Cara” não só esquentaram as pistas como mostraram que a música brasileira pode ser global, democrática e superdivertida. Outro encontro poderoso foi Ivete Sangalo e Claudia Leitte, arrastando multidões juntas nos carnavais da Bahia – energia lá em cima, confete no ar e rivalidade zero.
O rap e o hip-hop nacional também são celeiros de parcerias icônicas. Racionais MC’s com Mano Brown e outros nomes como Criolo, Emicida e Karol Conká ampliaram horizontes, misturando gêneros e pautando discussões importantes. Uma faixa que virou símbolo disso foi “Hoje Cedo”, com Emicida e Pitty, unindo rap e rock num só refrão.
Falando em cruzamentos de estilos, Milton Nascimento e Lô Borges, fundadores do Clube da Esquina, são referência até hoje por misturar música mineira, bossa nova, jazz e até rock progressivo. O álbum “Clube da Esquina” (1972) é considerado um dos mais importantes da música mundial, além de inspirar novas gerações de músicos.
Não dá para esquecer também de Lulu Santos, que já fez parcerias memoráveis com Marina Lima, Fernanda Abreu e até com Samuel Rosa, do Skank. Aliás, Samuel Rosa e Nando Reis juntos criaram hits que embalam festas e corações desde os anos 90.
Botando mais lenha nessa fogueira colaborativa, temos Elza Soares e Cazuza em “O Tempo Não Para”, um encontro potente entre gerações. E que tal Djavan e Caetano Veloso em “Linha do Equador”? Ou Rita Lee e Roberto de Carvalho, que além de parceiros musicais, foram também parceiros de vida – química pura, dentro e fora dos palcos.
Na música infantil, Xuxa e Trem da Alegria embalaram a infância de milhões nos anos 80 e 90. Quem nunca cantou junto, nem que seja só para agradar a tia, levanta a mão!
Parcerias também marcaram o axé: Daniela Mercury e Carlinhos Brown em “Rapunzel” e Chiclete com Banana com Ivete Sangalo são daqueles hits que não saem do repertório dos trios elétricos até hoje.
No pagode, a mistura de Raça Negra com Só Pra Contrariar, especialmente em festivais e gravações ao vivo, fez todo mundo sambar junto, mostrando que no Brasil não existe fronteira para quem quer dançar.
E se você acha que acabou, pense em todas as colaborações de artistas brasileiros com gringos: Gilberto Gil com Stevie Wonder, Caetano Veloso com David Byrne, Anitta com Madonna, Ivete Sangalo com Shakira – cada uma dessas parcerias ampliou o alcance da nossa música e mostrou que talento brasileiro não tem fronteiras.
Enfim, são tantas as parcerias históricas que só um artigo como este pode reunir (ok, talvez precisássemos de uma enciclopédia!). Que tal você mesmo criar a sua playlist das parcerias inesquecíveis da música nacional e descobrir novos encontros que estão surgindo em 2025? A história continua sendo escrita, e quem sabe a próxima parceria lendária não está saindo do forno neste exato momento?
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