Se você acha que já pagou caro num ingresso só para ver seu artista favorito de longe — quase precisando de um binóculo para identificar se era mesmo ele ou só um sósia —, prepare-se para conhecer os extremos do universo dos shows ao vivo. Já pensou em desembolsar o valor de um carro usado para passar algumas horinhas na frente do palco? Ou, quem sabe, curtir um megaevento sem gastar nem um centavo? Os shows mais caros e os mais baratos da história são um verdadeiro espetáculo à parte, tanto para quem paga quanto para quem organiza. Chegou a hora de descobrir quem realmente levou a melhor nessa batalha de cifras e emoção.
Começando pelo topo da lista, temos o lendário show do Led Zeppelin no O2 Arena, em Londres, em 2007. A banda, que não se apresentava junta havia 27 anos, fez com que a busca por ingressos fosse quase um ritual de iniciação: eram sorteados entre mais de 20 milhões de inscritos! O ingresso era “apenas” 125 libras — algo em torno de 250 dólares na época —, mas a revenda disparou para valores astronômicos. Não foi difícil encontrar ingressos vendidos, no mercado paralelo, por até 14 mil dólares! Isso mesmo, daria para comprar quase 30 mil doguinhos-quentes na porta do estádio (contando com a inflação, claro).
Se os britânicos já impressionam, os americanos também não ficam pra trás quando o assunto é ostentação. Em 2019, a turnê “Madame X” da Madonna bateu recordes de valores médios de ingressos em arenas fechadas. Em Nova York, algumas entradas VIP chegaram a ser vendidas por cerca de 2.000 dólares, incluindo mimos como champanhe, jantar especial e, claro, um lugar privilegiado para ver a Rainha do Pop de pertinho. Outro caso memorável: o festival Coachella de 2023, com ingressos VIP comercializados por mais de 1.500 dólares. Parece caro? Espere só até ouvir sobre o show privado que a Beyoncé fez para os filhos de um magnata indiano em 2018: o cachê da estrela chegou a 4 milhões de dólares para uma plateia de apenas algumas centenas de convidados. Não há ingresso à venda, mas se houvesse, seria o ingresso mais invejado (e caro) do planeta.
Agora, se você está pensando em economizar, já pode ficar animado! Alguns dos maiores shows da história custaram, literalmente, nada. Isso mesmo: zero, rien, nothing! Um dos casos mais emblemáticos foi o “Monsters of Rock” em Moscou, em 1991, quando mais de 1,6 milhão de pessoas (!) assistiram gratuitamente Metallica, AC/DC, The Black Crowes e Pantera. O evento marcou a abertura da União Soviética ao rock ocidental pós-Guerra Fria e entrou para a história como um dos maiores públicos já registrados em um show. E por falar em multidão e gratuidade, Jean-Michel Jarre detém o recorde de maior audiência de todos os tempos: em 1997, no aniversário de Moscou, o francês reuniu 3,5 milhões de pessoas para um espetáculo gratuito às margens da Universidade Estatal de Moscou. O ingresso para esse foi só chegar e curtir o som — e, claro, fazer parte de um mar de gente impossível de contar na selfie.
Mas será que só de graça se faz show para multidão? Claro que não! O The Rolling Stones também entrou nessa brincadeira: em 2006, se apresentaram na praia de Copacabana, no Rio de Janeiro, para 1,5 milhão de fãs, tudo de graça. E não foi só a galera do rock que fez shows gratuitos históricos: Rod Stewart, em 1994, reuniu cerca de 3,5 milhões de pessoas na praia de Copacabana em um Réveillon memorável — sim, mais do que a população de muitos países!
Agora, a pergunta de milhões (literalmente): quem levou a melhor, afinal? O público que investiu uma pequena fortuna para garantir o melhor lugar da casa, ou quem curtiu uma experiência única sem gastar nada? A resposta, meus caros, depende da perspectiva. Enquanto os shows com ingressos caros oferecem exclusividade, conforto e, às vezes, até espumante francês, os eventos gratuitos criam histórias que, de tão surreais, ninguém jamais esquece. O sentimento coletivo de uma multidão unida pela música é algo impagável, mas para quem quer viver o luxo de estar colado no palco, o bolso precisa estar preparado.
No fim das contas, seja pagando caro, barato ou nada, o importante é a emoção — e aquela história para contar para filhos, netos e todo mundo no grupo da família. Então, da próxima vez que você pensar duas vezes antes de comprar aquele ingresso, lembre-se: você pode estar prestes a viver um dos momentos mais incríveis da sua vida.
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