Você já parou para pensar por que algumas músicas simplesmente dominam o mundo do nada? De repente, todo mundo está dançando, criando desafios no TikTok, fazendo memes, e até aquele seu tio que só ouve clássicos de barzinho já está assoviando o refrão chiclete. O fenômeno dos virais musicais é uma verdadeira alquimia moderna, misturando tecnologia, comportamento social, tendências e, claro, aquela pitada de sorte que ninguém consegue prever. Mas será que existe uma receita secreta para transformar uma música em hit mundial? Prepare-se: vamos revelar os segredos por trás dos virais musicais – e você pode até se surpreender ao descobrir que não é só sobre talento!
Vamos começar pelo poder das redes sociais. Não há dúvidas de que plataformas como TikTok, Instagram e Twitter revolucionaram a forma como descobrimos músicas. Em 2024, dados da IFPI mostram que mais de 80% dos jovens entre 13 e 24 anos descobriram novas músicas primeiro através de vídeos curtos ou trends, antes mesmo do rádio ou playlists tradicionais. O TikTok, por exemplo, foi responsável por alavancar hits como “Dance Monkey” da Tones and I e “Old Town Road” do Lil Nas X. O segredo aqui está na simplicidade: músicas com refrões marcantes, batidas envolventes e letras fáceis de memorizar têm muito mais chances de viralizar quando associadas a danças ou desafios criativos.
Outro ponto fundamental é a narrativa por trás da canção. Lembra do sucesso de “Drivers License” da Olivia Rodrigo em 2021? A música explodiu nas paradas não só por ser boa, mas porque havia toda uma história de amor adolescente e triângulos amorosos envolvendo outros artistas. O público adora se sentir parte de um enredo, de um drama que vai além da melodia. Esse fator emocional é um dos grandes segredos: quanto mais as pessoas se identificam com a história, mais elas compartilham, comentam e transformam a música em um fenômeno global.
E como esquecer o poder dos memes? Músicas virais muitas vezes vêm acompanhadas de piadas internas da internet. “Never Gonna Give You Up”, de Rick Astley, virou meme décadas depois do lançamento original, graças ao famoso “rickroll”. Em 2024, é comum ver músicas ganharem versões remixadas, paródias engraçadas ou até mesmo serem editadas com cenas de filmes – tudo isso amplia o alcance da canção e faz com que ela fique na cabeça de todo mundo, mesmo que sem querer.
Mas não é só de internet que vivem os virais. A indústria musical está cada vez mais atenta aos algoritmos das plataformas de streaming. Em 2023, o Spotify revelou que músicas com início impactante (ou seja, que entregam o refrão ou “ganchos” logo nos primeiros 15 segundos) têm mais chance de serem mantidas nas playlists automáticas e recomendadas para novos ouvintes. Isso acontece porque o tempo de retenção do ouvinte caiu: se a música não “fisga” logo no começo, ela é pulada em menos de 10 segundos. Ou seja, os compositores e produtores já estão adaptando suas criações para agradar, antes de tudo, aos algoritmos.
E não podemos subestimar o papel dos influencers. Seja um famoso de milhões de seguidores postando um trecho da música ou um criador desconhecido que viraliza com uma coreografia, essas personalidades digitais têm o poder de transformar músicas desconhecidas em trilhas sonoras de uma geração. Em 2024, mais de 60% dos artistas independentes começaram a investir em parcerias com microinfluenciadores, segundo levantamento da MIDiA Research, mostrando que até o artista iniciante pode entrar no jogo dos virais.
Agora, se você pensou em sorte, acertou também. Por mais que exista toda uma engenharia por trás, ninguém consegue prever com 100% de certeza o próximo hit. A música “Bem Querer” de Duda Beat, por exemplo, viralizou após cair “sem querer” em um vídeo de humor que explodiu no Twitter. A partir daí, foi só ladeira acima! Em tempos de internet, até um erro de gravação ou um vídeo despretensioso pode render milhões de streams.
Se existe um segredo universal, talvez seja este: autenticidade. Músicas que viralizam carregam uma vibe única, um frescor que ninguém consegue copiar. O público é implacável – se sentir que o hit é forçado, a tendência é rejeitar. Por isso, os maiores virais costumam ser aqueles que surpreendem, divertem ou emocionam de verdade. E isso, felizmente, nenhuma inteligência artificial ou fórmula matemática consegue garantir.
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