Se você acha que tênis é só suor, precisão e preparo físico, está na hora de dar uma olhada nos lances de sorte mais inusitados da história desse esporte. Afinal, até os deuses das quadras já contaram com aquela ajudinha do universo, e não custa nada sonhar com aquele ponto salvador graças a um desvio maluco na fita. Prepare-se, porque aqui na Soundz vamos mostrar que o tênis também tem seus momentos “acertou sem querer querendo” – e eles são icônicos!
Começamos com um clássico: Wimbledon, 2013. Serena Williams enfrentava Zheng Jie quando, de repente, um slice improvável ricocheteou na fita da rede, subiu mais do que o esperado e caiu do outro lado – para surpresa geral, inclusive de Serena, que soltou aquela risada que só quem já teve sorte na vida entende. A expressão de Zheng foi a definição de “não creio”, mas no tênis, a rede também joga e às vezes ela é aquela amiga que te salva do perrengue.
Outra lenda urbana (mas que é real, prometo!) aconteceu no US Open de 2009. Novak Djokovic, contra Roger Federer, estava prestes a perder o set quando disparou uma bola que desviou na fita, subiu em câmera lenta e caiu colada na linha. O estádio veio abaixo e nem mesmo Djokovic segurou a gargalhada. Federer, sempre elegante, só balançou a cabeça como quem diz “faz parte do jogo”. E faz mesmo!
Mas nem só de sorte com a fita vive o tênis. Em 1996, Pete Sampras, na final do US Open, sacou tão forte que a bola bateu no marcador eletrônico, voltou para quadra e o ponto foi repetido. O detalhe? O marcador nunca mais foi o mesmo, mas Sampras saiu ileso (e campeão). Já no Australian Open de 2017, Grigor Dimitrov viu a bola passar entre as pernas do adversário David Goffin, numa jogada tão improvável que parecia até videogame. Goffin tentou fingir normalidade, mas até a torcida entrou no clima, ovacionando a “sorte de principiante”.
Falando em sorte, você sabia que Roger Federer já ganhou ponto após a bolinha quicar no topo do poste da quadra? Isso aconteceu no Miami Open de 2012, contra Andy Roddick. A bolinha subiu, bateu na parte metálica e caiu exatamente dentro da quadra de Roddick. Se fosse combinado, não dava tão certo! O próprio Federer admitiu: “Nem em mil anos conseguiria repetir”. Honestidade suíça, né?
E claro, não podemos esquecer os pontos “de tabela”. Rafael Nadal é mestre nisso: em diversos jogos, a bolinha bateu na lateral da raquete, fez um arco quase impossível e caiu dentro. No Roland Garros de 2014, Nadal até pediu desculpas ao adversário após uma dessas, mas no fundo, a sorte faz parte do charme do tênis – e quem nunca agradeceu uma bolinha mal batida que virou ponto, que atire a primeira raquete.
Esses lances de sorte são lembrados até hoje porque mostram que, mesmo num esporte de precisão milimétrica, o acaso pode ser o maior protagonista do jogo. Eles rendem memes, viram GIFs e deixam qualquer partida mais emocionante. E o melhor: provam que, às vezes, tudo o que você precisa é tentar, porque o universo pode dar aquela ajudinha inesperada – seja na quadra ou na vida.
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