Quando se fala em Música Popular Brasileira, impossível não lembrar de encontros que marcaram a história dos nossos ouvidos e corações. Os duetos na MPB são como aquele feijão com arroz: separados já são bons, mas juntos… ah, é pura magia! O Brasil, com seu talento de sobra, já proporcionou duetos tão icônicos que parecem ter sido compostos por obra divina, ou no mínimo, por um compositor inspirado por uma feijoada de domingo. Prepare-se para uma viagem emocional com os duetos mais emocionantes da história da MPB, aqueles que viraram trilha sonora de novela, embalaram romances e, claro, renderam ótimos memes!
Um dos duetos mais memoráveis aconteceu em 1980, quando Elis Regina e Tom Jobim uniram suas vozes para gravar o álbum Elis & Tom. A gravação em Los Angeles pode até ser gringa, mas o resultado é tipicamente brasileiro: “Águas de Março” nesta versão virou patrimônio nacional. A química entre a voz cristalina de Elis e o fraseado sofisticado de Tom trouxe uma nova dimensão à canção, tornando este dueto um dos mais queridos do público até hoje — sem falar que basta tocar os primeiros acordes para qualquer brasileiro querer cantar junto.
Se a década de 90 foi marcada por encontros improváveis, uma das parcerias mais apaixonantes foi a de Caetano Veloso e Gal Costa. Eles, que começaram juntos na Tropicália, mostraram sintonia de sobra em canções como “Coração Vagabundo” e “Minha Voz, Minha Vida”. A beleza desses duetos está na amizade de décadas, na troca de olhares e sorrisos entre as músicas — quem ouviu a versão ao vivo de “Baby” sabe do que estamos falando.
Não dá para esquecer de Milton Nascimento e Lô Borges, que, com “Clube da Esquina nº 2”, deram voz à Minas Gerais e a um movimento que influenciou gerações. O dueto entre Milton e Lô é uma verdadeira aula de emoção: os timbres se entrelaçam, as letras ganham novas camadas e, de repente, até quem nunca foi a Belo Horizonte sente vontade de tomar um café coado na janela.
Falando em duetos de arrepiar, Marisa Monte e Carlinhos Brown trouxeram uma energia deliciosa em “Amor I Love You”. A canção, que mistura poesia de Eça de Queiroz e balanço brasileiro, virou hit instantâneo e colocou até quem não era fã de MPB para dançar. Eles também são prova de que a MPB sabe se reinventar quando junta talentos de diferentes gerações — e o resultado é sempre contagiante.
Não podemos esquecer o encontro poderoso entre Maria Bethânia e Chico Buarque, especialmente em “O Que Será (À Flor da Pele)”. O dueto é quase um duelo de interpretação: Bethânia, com sua dramaticidade inigualável, e Chico, com seu jeito discreto e profundo, criam uma tensão deliciosa, dessas que deixam o ouvinte dividido entre sorrir e chorar. Esse encontro já virou referência nos palcos e nas playlists de todo bom amante de MPB.
Mais recentemente, Paula Toller e Herbert Vianna presentearam os fãs com “Nada Sei”, unindo o pop sofisticado do Kid Abelha com a energia dos Paralamas do Sucesso. E se é para emocionar, Ivete Sangalo e Gilberto Gil já provaram que basta uma canção como “Se Eu Não Te Amasse Tanto Assim” para transformar um simples dueto em um momento inesquecível da música brasileira.
A lista é longa: Roberto Carlos e Erasmo Carlos em “Amigo”, Alceu Valença e Elba Ramalho em “Anunciação”, Lenine e Vanessa da Mata em “Amor é Pra Quem Ama”… Cada um desses duetos carrega a assinatura de artistas que, juntos, criaram momentos eternos e emoções à flor da pele. Se você já cantou junto, chorou ou dançou ouvindo qualquer um desses duetos, pode se considerar parte dessa história!
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