Os clássicos do rock que se imortalizaram no cinema e na cultura pop

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Se existe uma trilha sonora que consegue transcender gerações, unir pessoas de gostos opostos e transformar cenas banais em momentos épicos, essa trilha é composta por clássicos do rock. O casamento entre rock e cinema é tão antigo quanto irresistível: riffs marcantes, vocais icônicos e aquela energia crua do gênero têm o poder de elevar qualquer filme a um novo patamar. Quando pensamos em cultura pop, impossível não lembrar de cenas inesquecíveis que só existem na nossa memória graças ao fundo musical do bom e velho rock’n’roll.

Quantas vezes você já se pegou imitando a guitarra imaginária ao som de “Bohemian Rhapsody” do Queen, como em “Quanto Mais Idiota Melhor” (“Wayne’s World”, 1992)? Aquele headbanging dentro do carro virou referência mundial, e a música, lançada originalmente em 1975, ganhou novos públicos e voltou ao topo das paradas após a estreia do filme. O Queen, aliás, é um dos campeões nesse quesito: seus sucessos passaram por “Highlander – O Guerreiro Imortal”, “Flash Gordon” e, claro, o aclamado biopic “Bohemian Rhapsody”, que ganhou o Oscar de Melhor Ator em 2019.

O Led Zeppelin também deixou sua marca na telona e nas séries. “Immigrant Song” ressurge poderosa em “Thor: Ragnarok” (2017), mostrando que deuses nórdicos também sabem curtir um solo pesado. E quem não lembra da versão épica de “Stairway to Heaven” sendo negociada, faixa por faixa, para entrar em trilhas sonoras? O lendário grupo sempre foi exigente com o uso de suas músicas, tornando cada aparição ainda mais especial e celebrada.

E se falamos em cenas icônicas, impossível não citar “Born to be Wild” do Steppenwolf em “Easy Rider” (1969). A música virou praticamente sinônimo de liberdade, motocicletas e vento no rosto, sendo adotada como hino por várias gerações. Da mesma forma, “Gimme Shelter” dos Rolling Stones já apareceu em tantos filmes de Martin Scorsese (“Os Bons Companheiros”, “Cassino”, “Os Infiltrados”) que virou quase uma personagem à parte na filmografia do diretor.

Já o AC/DC ajuda a explicar por que Tony Stark, o Homem de Ferro, é tão carismático. Canções como “Back in Black” e “Highway to Hell” embalaram as aventuras do herói nos filmes da Marvel, mostrando que armaduras de ferro combinam sim com guitarras distorcidas. Aliás, a Marvel parece ter entendido o recado: o rock é trilha perfeita para super-heróis e cenas de ação.

Nosso passeio pelo cinema do rock não pode ignorar “Don’t You (Forget About Me)” do Simple Minds, que virou hino da Geração X após ser eternizada em “O Clube dos Cinco” (1985). O refrão, cantado aos gritos no final do filme, atravessa as décadas como símbolo de nostalgia e juventude rebelde. Já “Eye of the Tiger”, do Survivor, ficou tão associada a Rocky Balboa em “Rocky III” (1982) que qualquer treino puxado na academia vira, instantaneamente, uma homenagem ao personagem de Sylvester Stallone.

O rock também é presença garantida nos desenhos animados. Quem assistiu a “Shrek” sabe que “I’m a Believer”, do The Monkees (com remakes do Smash Mouth), ganhou vida nova nas loucuras do ogro mais querido do cinema. E para os fãs de animação adulta, “Come and Get Your Love”, do Redbone, fez história ao abrir “Guardiões da Galáxia” (2014), provando que músicas do passado ainda encantam as plateias de hoje.

Não podemos esquecer do papel fundamental das trilhas nas séries de TV: “Paint it Black” dos Rolling Stones em “Westworld”, “House of the Rising Sun” do The Animals em “Supernatural”, ou “Bad to the Bone” do George Thorogood em “Os Simpsons”. O rock, com suas inúmeras vertentes, se infiltra nos roteiros e, muitas vezes, rouba a cena dos próprios personagens.

O cinema não apenas adotou o rock. Ele ajudou a imortalizar faixas, bandas e histórias. Relembre “School of Rock” (2003), onde Jack Black transforma uma turma de alunos em astros do rock, ou “The Wall”, o filme-álbum do Pink Floyd que transcende o conceito de trilha sonora e virou símbolo de contracultura.

O curioso é perceber como essas músicas ganham novos sentidos fora dos álbuns originais. Uma canção pode marcar o fim de um relacionamento, ser tema de vitória, derrota, aventura, ou simplesmente nos transportar para uma época que só existe em nossas lembranças. A cultura pop é construída desses fragmentos sonoros, e o rock é a pedra fundamental desse edifício.

Então, quando ouvir seu clássico favorito em um filme ou série, saiba: não é coincidência. É a confirmação de que o rock jamais morrerá – pelo menos, enquanto houver uma trilha sonora esperando para ser eternizada.

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