Música

Os artistas sertanejos que mais se reinventaram

Se existe um gênero musical que se tornou especialista na arte da reinvenção, esse é o sertanejo. Não acredita? Basta dar uma olhada em como a música sertaneja saiu das modas de viola do interior, invadiu as grandes cidades, lotou estádios e, claro, dominou playlists de todo o Brasil. E sabe o que é mais legal? Os maiores fenômenos desse universo não ficaram parados no tempo: eles se reinventaram, mudaram o som, a imagem, os parceiros e até o jeito de conquistar o público. Separamos aqui alguns dos artistas sertanejos que mais se reinventaram e deixaram a concorrência tentando acompanhar o ritmo.

Vamos começar pelo eterno Rei do Sertanejo Universitário, Luan Santana. Desde sua estreia em 2009, Luan nunca teve medo de experimentar. Ele começou com aquele sertanejo romântico raiz, explodiu com “Meteoro” e, de lá pra cá, misturou pop, eletrônica, baladas internacionais e até um pouco de reggaeton. Em 2018, por exemplo, Luan apostou em parcerias com artistas de outros gêneros, como Anitta (“Sinónimos”) e DJ Alok (“Próximo Amor”), mostrando que fronteiras musicais são apenas detalhes para quem quer inovar. Em 2024, lançou um álbum acústico totalmente retrô, inspirado em músicas dos anos 80, mas com aquele toque moderno que só ele sabe dar.

Falando em reinvenção, Jorge & Mateus são praticamente camaleões do sertanejo. A dupla começou em 2005, dominando as rádios com músicas românticas, mas não demorou para embarcar em uma pegada mais dançante e pop. Hits como “Propaganda” e “Sosseguei” mostram essa versatilidade. Em 2023, eles surpreenderam de novo: gravaram um álbum ao vivo só com releituras de clássicos do sertanejo, reintroduzindo nomes como Chitãozinho & Xororó para as novas gerações. E, claro, sempre inovando nas lives durante a pandemia, foram pioneiros nos shows online, liderando tendências de engajamento nas redes sociais.

Agora, não dá para falar em reinvenção sem citar Marília Mendonça. Apesar de sua carreira ter sido interrompida precocemente em 2021, sua influência continua fortíssima. Rainha da “sofrência”, Marília começou compondo para outros artistas antes de estourar sozinha. Ela trouxe o empoderamento feminino para o sertanejo, mudou letras, abordou temas delicados – de traição a superação. Em 2025, canções inéditas de Marília continuam sendo lançadas por meio de parcerias e gravações guardadas, eternizando a força de sua transformação no gênero.

Falando em mulheres poderosas, Maiara & Maraisa não ficam atrás. Elas começaram no sertanejo tradicional, depois apostaram em letras mais ousadas e animadas, sempre inovando nos arranjos e parcerias. Em 2024, lançaram um projeto colaborativo com artistas do funk e do pagode, mostrando que música boa não tem limites nem rótulos.

Outro nome que merece destaque é Gusttavo Lima. Ele começou com um sertanejo mais romântico, mas depois apostou em uma mistura de ritmo acelerado, letras provocantes e uma postura de “embaixador” – quem não lembra do bordão? De 2015 para cá, Gusttavo investiu em mega-produções de shows, cenários cinematográficos e parcerias internacionais, tornando-se referência mundial no universo sertanejo.

Zezé Di Camargo & Luciano também são mestres da reinvenção. São mais de 30 anos de carreira, sempre encontrando novas formas de se conectar com o público. Eles já passaram por fases românticas, dançantes e até lançaram projetos acústicos e documentários. Em 2023, entraram com tudo no mundo das redes sociais, ganhando uma nova legião de fãs e mostrando que tradição e modernidade podem andar de mãos dadas.

E o que dizer de Simone Mendes? Após o fim da dupla com Simaria, Simone apostou em carreira solo e, em 2024, surpreendeu ao misturar sertanejo, forró e piseiro – um combo dançante que conquistou de bailões a playlists de academia.

Vale citar ainda artistas como Fernando & Sorocaba, que apostaram na mistura do sertanejo com rock e eletrônica, ou Bruno & Marrone, que mesmo fiéis à sua essência, sempre encontram um jeito novo de tocar o coração do público.

O segredo de todos eles? Não se contentar com o óbvio! A cada álbum, música ou parceria, esses artistas provam que o sertanejo é um dos gêneros mais democráticos do Brasil – pronto para inovar, emocionar e embalar todo tipo de festa.

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