Se você possui um ambiente comercial – seja uma cafeteria charmosa, uma loja de roupas descoladas ou até mesmo aquele consultório odontológico onde a ousadia é o diferencial – já deve ter se perguntado: afinal, o que não tocar NUNCA em meu estabelecimento? A trilha sonora de um negócio tem muito mais impacto do que se imagina: ela mexe com o humor dos clientes, interfere no tempo que permanecem no local, influencia nas decisões de compra e, claro, pode ser motivo de reclamação (ou meme nas redes sociais). Se a ideia é criar experiências positivas e evitar gafes dignas de viralização negativa, é bom seguir algumas regras de ouro baseadas em pesquisas e tendências de comportamento atuais.
Em primeiro lugar: músicas com letras explícitas, palavrões ou teor altamente sexual estão fora de cogitação. De acordo com uma pesquisa realizada pela Nielsen Music, mais de 68% dos consumidores afirmam que letras ofensivas podem causar desconforto, especialmente em ambientes frequentados por famílias ou diferentes faixas etárias. Imagine um cliente escolhendo um presente para o Dia das Mães ao som de um rap cheio de palavrões – não é exatamente o clima de carinho que você queria passar, certo?
Outro ponto polêmico são os gêneros musicais extremamente agressivos ou barulhentos, como heavy metal em volume máximo ou punk hardcore. Embora cada estilo tenha seu público fiel, um estudo da Universidade Curtin, na Austrália, mostrou que ambientes com música muito intensa ou de batidas aceleradas tendem a “expulsar” os clientes mais rapidamente. Isso pode ser ótimo para uma loja que precisa de alta rotatividade, mas péssimo para um restaurante que deseja criar uma atmosfera aconchegante para que as pessoas fiquem e consumam mais.
E aquela playlist nostálgica recheada de hits dos anos 90 ou axé dos anos 2000? Calma lá! Antes de sair tocando “Dança da Mãozinha” ou “É o Tchan” em volume alto, pense no seu público. Músicas muito marcadas por polêmicas ou que já viraram piada podem deixar o clima descontraído até demais, criando um ambiente informal quando o objetivo talvez seja transmitir sofisticação, confiança ou autoridade. Sem contar que músicas repetitivas ou “chicletes” podem incomodar tanto funcionários quanto clientes, comprometendo o rendimento e a satisfação.
Falando em repetição, saiba que tocar as mesmas músicas de hora em hora é um dos grandes pecados na experiência do consumidor. Um levantamento da Mood Media revelou que 51% dos clientes já perceberam trilhas sonoras repetitivas em lojas e 32% deles afirmam que isso diminui sua vontade de voltar. Ou seja, playlist sempre variada é essencial!
Músicas muito tristes, melancólicas ou com temáticas pesadas (como perdas ou desilusões amorosas profundas) também não são recomendadas. O ambiente comercial, salvo raras exceções, deve ser leve e convidativo. O objetivo não é fazer ninguém chorar no caixa, né? Até porque, segundo pesquisa da American Psychological Association, músicas alegres podem aumentar em até 9% o tempo de permanência e o ticket médio em alguns tipos de negócios.
Cuidado ainda com músicas políticas ou religiosas. Temas sensíveis como esses podem facilmente dividir opiniões e gerar desconforto. O ideal é manter a neutralidade e apostar em estilos que agradem a maior parte dos frequentadores. Se bater a dúvida, prefira playlists instrumentais, jazz leve, pop internacional suave ou até aquela bossa nova moderninha que nunca sai de moda.
Em resumo: evite músicas ofensivas, extremamente barulhentas, repetitivas, “chicletes” demais, muito tristes ou com conteúdo político/religioso. Lembre-se: a trilha sonora deve complementar a experiência do seu cliente – nunca ser o motivo dele sair correndo ou, pior, gravar um story reclamando da sua playlist. Para não errar mais, aproveite o Soundz (https://soundz.com.br), plataforma de streaming de música grátis onde você pode escutar músicas, criar playlists sob medida e ainda ficar por dentro de uma revista digital completíssima sobre música, lifestyle, curiosidades e tudo o que rola no universo do entretenimento. Seu ambiente merece o melhor som – e seus clientes agradecem!
