Se tem uma coisa que brasileiro sabe fazer é transformar qualquer encontro em festa, e o pagode é o cenário perfeito para isso: sorrisos, bons amigos, cerveja gelada e claro, muita música. Agora, se você foi convidado para uma roda de pagode e está achando que é só chegar e sentar, segura esse tantã aí! Existem algumas regrinhas não escritas que, se desrespeitadas, podem te transformar no famoso “estraga roda”. Não quer ser essa pessoa? Então vem com a gente descobrir exatamente o que não fazer em uma roda de pagode.
Primeiro de tudo, se liga na humildade. Não é porque você sabe cantar todos os sucessos do Zeca Pagodinho ou porque toca cavaco no chuveiro que você deve monopolizar a roda. Respeite o espaço de todo mundo. O pagode, assim como a feijoada, é coletivo! Se quiser mostrar seu talento, espere sua vez e, de preferência, não cante mais alto que o pessoal do instrumento. Fica a dica: se está mais animado que o pandeiro, talvez valha dar uma maneirada.
Falando em instrumento, essa é clássica: jamais pegue um instrumento alheio sem permissão. Você não sabe o esforço que aquela pessoa fez para comprar o tantã dela, e às vezes o instrumento vale mais que o carro do dono. Além disso, os instrumentos têm todo um carinho, afinação e jeitinho próprio. Mexer sem pedir? Não pode! Em muitos grupos, pegar o reco-reco sem autorização pode render até música de improviso te zoando. Melhor não arriscar.
Outro ponto importante: não peça música toda hora. Pedir uma música ou outra tudo bem, mas se você virar o “DJ humano”, querendo ouvir só as suas preferidas, pode acabar azedando o clima. O repertório da roda geralmente é decidido pelo grupo ou segue o feeling do momento. Interferir demais pode ser igual botar ketchup na feijoada: fora de contexto.
E sempre, sempre, respeite o volume da conversa. Sabemos que pagode é festa, mas o foco é a música e o batuque. Falar alto demais, gritar ou monopolizar a atenção para um assunto paralelo é a receita certa para parar a batucada. Aliás, se quiser conversar de verdade, aproveite os intervalos ou puxe os amigos para um cantinho menos animado.
Chegou tarde? Não sente em qualquer lugar. Tem gente que tem o seu lugar cativo na roda – e isso, meu amigo, pode variar de grupo para grupo. O ideal é ser gentil e perguntar se aquele lugar está livre. Nada de chegar já largando a bolsa ou a cerveja em cima do tantã alheio!
Outro detalhe: evite reclamar do repertório. Sabe aquele tio que sempre reclama que “bom mesmo era o samba de raiz”? Vai por mim, ninguém tem paciência. Roda de pagode é sobre celebrar, se divertir e deixar a energia fluir. Se a música não está do seu agrado, aproveite o momento ou espere a próxima.
Atenção também com a bebida. Tomar uma geladinha faz parte da experiência, mas beber demais e passar dos limites é desrespeitoso com os outros e pode acabar em situações constrangedoras. Lembre-se: quem bebe demais pode acabar derrubando o instrumento, desafinando no coro ou até dormindo em cima do pandeiro (e ninguém quer ser famoso por isso).
E, por último, não seja o fura-bola da limpeza. Roda de pagode não é sinônimo de bagunça. Ajude a recolher copos, latinhas e, se possível, ofereça uma força na organização. O samba agradece!
Seguindo essas dicas, não tem erro: sua presença só vai somar. Se divertir e celebrar a música é o que importa, sempre respeitando a vibe da roda e contribuindo para que todos saiam de lá felizes, com boas histórias e claro, já marcando a próxima batucada!
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