Música

O que Mudou no Pagode dos Anos 90 até Hoje?

Quando falamos de pagode, é impossível não ser invadido imediatamente por uma onda de nostalgia dos anos 90. Era uma época de rádios bombando, CDs duplos nas prateleiras das lojas e aquele famoso churrasco de domingo embalado por hit atrás de hit. Mas, afinal, o que mudou do pagode dos anos 90 até hoje? Prepare-se para uma viagem do tantan ao digital, dos palcos improvisados ao streaming globalizado, com direito a muita informação, algumas risadas e, claro, aquela vontade de sair dançando no final.

Nos anos 90, o pagode era praticamente onipresente. Grupos como Só Pra Contrariar, Raça Negra, Exaltasamba, Katinguelê e Art Popular dominavam as paradas de sucesso, invadiam trilhas de novelas e faziam multidões lotarem shows Brasil afora. Era só ligar a TV para dar de cara com Alexandre Pires de blazer colorido cantando “Depois do Prazer” ou ouvir o refrão chiclete de “Cheia de Manias”. As letras falavam de amor, sofrência, amizade, festas e, claro, aquela sofrência com um tempero de esperança. O visual era marcante: roupas largas, cabelo com gel, acessórios dourados e uma energia contagiante — impossível não se contagiar com o clima otimista das letras e até os backing vocals eram famosos.

A produção musical nos anos 90 era quase toda orgânica, com instrumentos tradicionais como cavaquinho, tantan, reco-reco, pandeiro e surdo tomando a frente. Músicos se reuniam em rodas de samba e o pagode era um samba mais “pop”, mais dançante e, principalmente, democrático: atravessava classes sociais, regiões e até gerações.

Mas o mundo gira, minha gente, e o pagode também. De lá para cá, o gênero passou por uma verdadeira revolução. Com a chegada dos anos 2000 e, principalmente, das plataformas digitais, o pagode ganhou cara nova. O estilo incorporou elementos de outros gêneros musicais, como o pop, o funk, o sertanejo universitário e até o hip-hop. Grupos como Sorriso Maroto, Turma do Pagode e Pixote trouxeram novas roupagens, dando uma modernizada nas batidas e nos arranjos. Os temas também se diversificaram: agora, além do romantismo, surgem letras sobre autoestima, empoderamento e questões sociais.

A tecnologia mudou tudo. O CD foi trocado pelo download, que por sua vez deu lugar ao streaming. Hoje, com apenas alguns cliques, qualquer um pode descobrir um novo grupo de pagode, criar playlist e compartilhar com os amigos. O cavaquinho ganhou concorrência de sintetizadores, a produção ficou mais limpa e sofisticada, e o vídeo clipe se tornou ferramenta essencial para viralizar hits. As redes sociais deram voz aos fãs e aproximaram artistas de seu público — já pensou mandar um DM para o Belo e ser respondido?

E por falar em Belo, muitos artistas dos anos 90 continuam fazendo sucesso, mas agora reinventados. Belo, Alexandre Pires, Thiaguinho (que começou no Exaltasamba, mas seguiu carreira solo brilhante), Péricles e outros seguem firmes, misturando nostalgia e inovação. A nova geração, como Dilsinho, Ferrugem e Menos é Mais, usa e abusa das parcerias e não tem medo de ousar, criando um pagode que dialoga tanto com o passado quanto com o presente.

Outra grande mudança foi a visibilidade das mulheres no pagode. Se nos anos 90 elas eram minoria (com raras exceções como a eterna Alcione, mais associada ao samba tradicional), hoje nomes como Karinah, Aline Costa e Marvvila marcam presença, conquistando espaço e quebrando paradigmas.

Mesmo com tantas novidades, uma coisa não mudou: o pagode ainda tem o poder de reunir pessoas, criar memórias afetivas e embalar momentos inesquecíveis. Seja no churrasco, na festa, no carro ou na playlist do Soundz, o pagode segue sendo trilha sonora da vida de milhões de brasileiros.

E aí, deu saudade dos anos 90 ou vontade de ouvir aquele hit novo do pagode? Então, corre lá no Soundz (https://soundz.com.br), plataforma de streaming de música grátis, para escutar seus clássicos favoritos, descobrir novos talentos e criar aquela playlist perfeita para qualquer ocasião. Ah, e aproveite para conferir também a revista digital recheada de conteúdos variados para todos os gostos. Porque, se tem uma coisa que não muda, é a nossa paixão pela boa música!

O que achou ?

Artigos relacionados