Se você acha que sertanejo é só “sofrência” masculina e chapéu de cowboy, está na hora de atualizar sua playlist e, quem sabe, deixar um espaço para um salto alto e batom vermelho na sua imaginação. O sertanejo sempre foi um território onde as duplas masculinas reinaram soberanas, mas, nos últimos anos, tem acontecido uma verdadeira revolução silenciosa (e afinadíssima): o poder das mulheres no sertanejo atual está simplesmente impossível de ignorar! Nunca antes tantas vozes femininas ecoaram tão forte nos palcos, nas playlists e nas paradas de sucesso brasileiras. E não, não estamos falando só de modão romântico — as mulheres vieram para dominar todos os estilos, temas e emoções desse universo tão amado.
Vamos começar falando de quem abriu as porteiras para esse movimento: Marília Mendonça, a “Rainha da Sofrência”. Ela não apenas conquistou multidões com letras sobre amor, decepção e força feminina, mas também foi responsável por transformar o sertanejo em espaço de identificação para milhares de mulheres. Com números impressionantes, Marília se tornou a artista brasileira mais ouvida no Spotify em 2019 e 2020, e seu legado permanece forte em 2025, inspirando novas gerações a pegar o violão e cantar alto, sem medo de expor sentimentos.
Mas não para por aí. O sertanejo atual é praticamente um time de estrelas femininas: Maiara & Maraísa têm se destacado com uma mistura explosiva de carisma, talento e letras que falam de empoderamento, curtição e, claro, aquela sofrência que ninguém resiste. Simone Mendes, agora em carreira solo, não ficou para trás — com hits que vão do romântico ao dançante, ela mostra que sabe comandar o palco com muita presença. E se você ainda acha pouco, tem também Naiara Azevedo, aquela que não tem medo de falar na cara o que muita gente só pensa, e Yasmin Santos, que já foi chamada de “voz grave do sertanejo” e tem conquistado cada vez mais fãs com seu estilo próprio.
O cenário sertanejo de 2025 é plural: mulheres estão compondo, produzindo, tocando instrumentos, gerenciando carreiras e até criando seus próprios festivais. Dados da Associação Brasileira de Música Independente apontam que o número de músicas sertanejas compostas por mulheres cresceu 200% nos últimos 5 anos. É praticamente impossível olhar para o top 10 do Spotify Brasil sem encontrar pelo menos duas mulheres sertanejas brilhando entre os primeiros lugares. E não se engane: o público também mudou. Antigamente, as letras falavam quase sempre do ponto de vista masculino, mas hoje, as temáticas são bem mais diversas — tem música pra quem quer chorar, rir, brindar com as amigas e até dar aquele “chega pra lá” no passado.
Outro ponto que não podemos esquecer: as sertanejas colocaram o empoderamento em pauta. Músicas como “Libera Ela”, “Medo Bobo” e “50 Reais” não são só sucessos nas rádios, são verdadeiros hinos que acompanham a vida das mulheres brasileiras, incentivando autoestima, independência e coragem para tomar as rédeas da própria história. E se antes era comum ver duplas femininas lutando por espaço, agora as parcerias entre mulheres são cada vez mais frequentes, mostrando que rivalidade ficou para trás e a união faz a força — e o hit!
Até mesmo os festivais e premiações se renderam ao talento delas: em 2024, o Prêmio Multishow de Música Brasileira contou com 6 mulheres sertanejas indicadas em categorias principais, e o Festival Sertanejo de Barretos teve seu line-up liderado por mulheres pela primeira vez em sua história. Isso sem contar as lives durante a pandemia, que foram dominadas por performances femininas e bateram recordes de audiência online.
E aqui vai uma curiosidade para quem gosta de números: segundo relatório da Pro-Música Brasil, 35% das faixas sertanejas lançadas em 2024 foram interpretadas ou compostas por mulheres — um salto gigantesco em comparação ao início da década passada. Ou seja, o futuro já chegou, e ele tem voz feminina, violão afinado e muita história boa pra contar.
Se você ainda não foi conquistado pelo poder das mulheres no sertanejo atual, está perdendo uma das melhores partes do show. No palco, no streaming, nas letras e na vida real, elas provam todos os dias que lugar de mulher é onde ela quiser — inclusive no topo das paradas do sertanejo.
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