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O Melhor do Techno: 15 Músicas que Definiram o Gênero

Se você já se pegou dançando (ou tentando!) com movimentos robóticos na pista, provavelmente estava embalado pelo pulsar hipnótico de uma batida techno. O techno é aquele gênero musical que, mesmo quase quarenta anos após seu surgimento, continua inovador, misterioso e recheado de personalidade – mistura de robôs, humanos e sintetizadores. Agora, prepare-se para uma viagem sonora, porque selecionamos as 15 músicas que realmente definiram o techno, desde suas origens em Detroit até as raves europeias de hoje. Pronto para descobrir ou relembrar os hinos que moldaram o universo techno? Segura o BPM e vem com a gente!

Tudo começou nos anos 1980, quando um grupo de jovens visionários de Detroit resolveu brincar com sintetizadores, drum machines e uma vontade insaciável de fugir do comum. O resultado? Um som futurista, minimalista e dançante, que logo conquistou clubes do mundo inteiro. Entre esses pioneiros, temos Juan Atkins, considerado o “Padrinho do Techno”, que em 1985 lançou “No UFO’s” sob o nome Model 500. Essa faixa é praticamente o DNA do techno – experimental, espacial e inovadora, abrindo caminho para tudo o que veio depois.

Logo na sequência, Derrick May entregou ao mundo “Strings of Life”, em 1987, através do seu projeto Rhythim is Rhythim. Essa não é apenas uma música, é uma explosão de emoção e energia, usando cordas sintéticas para criar um clima eufórico que ainda hoje arrepia qualquer pista de dança. Já Kevin Saunderson, com o Inner City, trouxe “Big Fun” e “Good Life” (1988), faixas que deram ao techno seu apelo pop, misturando vocais cativantes e grooves irresistíveis.

Enquanto Detroit estava em chamas, a Europa não ficou atrás. Em 1991, Joey Beltram lançou “Energy Flash”, considerado até hoje obrigatório em qualquer set techno. Seu baixo pulsante e o famoso grito “Ecstasy!” ajudaram a consolidar o gênero nas raves underground. O alemão Sven Väth, com “L’Esperanza” (1993), trouxe um lado mais melódico e hipnótico ao techno europeu, enquanto Laurent Garnier fez história com “The Man with the Red Face” (2000), misturando saxofone ao groove eletrônico de maneira memorável.

Não dá para falar de techno sem mencionar Jeff Mills. Seu hino “The Bells” (1996) virou símbolo do minimalismo agressivo, batida seca e repetição hipnótica. Mills ajudou a definir o chamado “techno de Detroit de segunda onda”, influenciando gerações de DJs e produtores. Richie Hawtin, sob o nome Plastikman, entregou “Spastik” (1993), uma verdadeira aula de percussão eletrônica minimalista – se você nunca ouviu, prepare-se para perder o fôlego (e talvez se transformar num polvo tentando acompanhar o ritmo).

E que tal um pouco de techno alemão? Paul Kalkbrenner explodiu com “Sky and Sand” (2008), trilha do filme Berlin Calling. Melodia envolvente, beats secos e uma vibe contemplativa marcaram uma nova onda do techno, mais introspectiva e emocional. Já Ellen Allien, rainha do techno de Berlim, com “Go” (2017), mostrou como as mulheres também comandam as picapes com maestria e inventividade.

Falando em inovação, não podemos esquecer “Knights of the Jaguar” (1999), do DJ Rolando, uma explosão de latinidade e emoção que redefine o techno a cada audição. Da mesma forma, Ben Klock e “Subzero” (2011) trouxeram uma atmosfera densa e industrial ao Berghain, templo da música eletrônica em Berlim.

Robert Hood, com “Minimal Nation” (1994), basicamente inventou o subgênero minimal – menos é mais, mas, no caso dele, menos é TUDO. Adam Beyer, sueco que virou referência com “Your Mind” (2018), colocou o techno nas playlists de festivais massivos pelo globo, junto ao inglês Chris Liebing e seu clássico “Bangbop” (2007), pura energia e agressividade industrial.

Por fim, para fechar com chave de ouro, temos Charlotte de Witte, fenômeno belga do techno atual. Seu remix de “Selected” (2020) trouxe frescor e intensidade para as novas gerações. Numa era de streams e playlists, Charlotte mostrou que o techno segue vivo, pulsante e mais acessível do que nunca.

Essas 15 faixas não são só música: são história pura, cada uma representando uma faceta do techno, seja ela mais robótica, emotiva, minimalista ou explosiva. Ouça de olhos fechados ou com luzes piscando, tanto faz – o importante é sentir o BPM atravessando corpo e mente. E se bater aquela vontade de montar sua própria seleção ou conhecer mais sons, a dica é navegar pelo Soundz (https://soundz.com.br), plataforma de streaming gratuita onde você pode escutar músicas, criar playlists e ainda ficar por dentro de uma revista digital completa sobre música e variedades. Agora, coloque os fones, aumente o volume e deixe o techno tomar conta!

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