O Impacto dos Virais do Spotify na Carreira de Novos Artistas

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Se você já se pegou cantarolando um refrão pegajoso que não sai do TikTok, ou percebeu que todo mundo está compartilhando aquela música “do momento” nos stories do Instagram, bem-vindo ao clube dos impactados pelos virais do Spotify! Mas você já parou para pensar como esses hits relâmpagos afetam a vida dos novos artistas? Spoiler: não é mágica, é algoritmo, audiência global e uma pitadinha de sorte (ou melhor, muitos compartilhamentos e playlists certeiras).

Nos últimos anos, especialmente de 2020 para cá, o Spotify se consolidou como uma usina de fabricar hits instantâneos e catapultar carreiras de artistas até então desconhecidos. Segundo dados do próprio Spotify, mais de 70 mil músicas são enviadas para a plataforma todos os dias em 2025. Com tanta concorrência, como aqueles sons viralizam? E o que acontece quando eles explodem?

Primeiro, o tal do algoritmo do Spotify é quase um oráculo digital. Ele analisa comportamento de usuários, preferências, taxas de repetição e até quantas vezes você pulou aquela intro sem vergonha. Quando uma faixa começa a ganhar tração – muitas reproduções em pouco tempo, compartilhamentos em massa ou inclusão em playlists populares como “Viral Brasil” e “Top 50 Global” –, ela ganha ainda mais exposição. É o famoso efeito bola de neve, e o resultado pode ser avassalador.

Pense no fenômeno de Olivia Rodrigo em 2021 com “drivers license”. A jovem, até então mais conhecida pelos fãs de séries adolescentes, viu sua música dominar o topo das paradas globais do Spotify em questão de dias. Isso não só incrementou absurdamente seus números de streaming (chegando a 100 milhões de plays em menos de uma semana!), como também atraiu contratos, convites para programas de TV e, claro, multidões de fãs sedentos por novidades.

No Brasil, exemplos pululam! Jão, Kawe, Jovem Dex, MC Cabelinho e, mais recentemente, Ana Frango Elétrico, são alguns dos nomes que surfaram na onda dos virais do Spotify. Em muitos casos, a viralização começa nas redes sociais, com challenges no TikTok ou trends no Instagram, e migra para o Spotify, onde o algoritmo percebe o aumento súbito e inclui as faixas em playlists de destaque. Segundo um relatório da IFPI de 2024, 55% dos jovens com menos de 25 anos descobrem novos artistas por playlists virais, consolidando o papel do Spotify como ponte entre o anonimato e o estrelato.

Mas nem tudo são flores no jardim dos streams. A pressão para manter o sucesso, a dependência de algoritmos e a volatilidade do gosto do público podem transformar a alegria do viral em ansiedade. Afinal, quantos artistas já ouvimos falar que sumiram tão rápido quanto surgiram? O famoso “one-hit wonder” ganhou uma nova roupagem digital. Ainda assim, para quem sabe aproveitar, o viral serve de trampolim: shows lotados, contratos de publicidade, parcerias internacionais e até indicações a prêmios importantes.

Outro impacto fundamental é a democratização do acesso ao mercado musical. Antes, era preciso gravadora, empresário influente e muita, mas muita sorte. Agora, qualquer um com talento (e uma boa estratégia digital) pode lançar uma faixa e, com um pouco de impulso das redes, virar o próximo fenômeno. E não é só hype: segundo o Spotify, 30% dos artistas que viralizaram em 2022 e 2023 conseguiram manter uma base sólida de ouvintes mensais e seguiram crescendo, provando que o viral pode, sim, ser a porta de entrada para carreiras duradouras.

No fim das contas, o impacto dos virais do Spotify na carreira de novos artistas é gigantesco: visibilidade, engajamento, contratos e, claro, muita música boa para a gente curtir (e compartilhar até cansar). Se você gosta de descobrir sons novos antes do seu amigo hipster, fique de olho nas playlists virais – e, claro, não esqueça de apoiar esses artistas além do play automático!

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