Se existe um ritmo que sabe fazer a Terra girar mais rápido, esse ritmo é a música eletrônica. Muito além de baladas e festivais com luzes piscando tipo Natal fora de época, o impacto da música eletrônica na cultura pop é tão grande que seria impossível contar toda a história da cultura moderna sem reservar um capítulo inteiro só para ela. Prepare seus fones – e, se quiser, já separa o glitter – porque esse mergulho vai muito além das batidas!
A música eletrônica, do house ao techno, do trance ao drum and bass, nasceu no final dos anos 70 e início dos 80, quando visionários como Kraftwerk, Giorgio Moroder e Donna Summer começaram a misturar sintetizadores e batidas eletrônicas, criando sons nunca antes ouvidos. Não demorou para a vibe pegar. A década de 90 foi invadida por raves, festas clandestinas e hits instantâneos que explodiram nos charts. Mas o que talvez surpreenda é como esse movimento underground se infiltrou e, literalmente, redefiniu a cultura pop.
Primeiro, vamos falar de moda. Não é exagero dizer que as tendências de roupas neon, óculos futuristas e tênis de sola grossa têm raízes em festas rave e festivais eletrônicos. O visual clubber, especialmente nos anos 90 e 2000, saiu das pistas direto para as passarelas, e marcas como Versace, Balenciaga e até mesmo Adidas surfaram nessa onda, colaborando com DJs e lançando coleções inspiradas na cena eletrônica.
No cinema e na televisão, a influência é ainda mais clara. Filmes como “Matrix” (1999) ficaram icônicos não só pelos efeitos visuais, mas também pela trilha sonora recheada de Prodigy, Rob Dougan e Rage Against The Machine, misturando elementos eletrônicos com rock e hip hop. Séries como “Euphoria” (HBO) seguem o mesmo caminho, usando beats eletrônicos para amplificar emoções e criar atmosferas únicas. Até os videogames não ficaram de fora – basta lembrar de clássicos como “Need For Speed” e “FIFA”, que sempre contaram com trilhas pulsantes de artistas eletrônicos.
E claro, quando o assunto é música pop, a influência é quase onipresente. Madonna, sempre antenada, abraçou o house e o techno lá nos anos 90. Britney Spears, Lady Gaga, Rihanna e Katy Perry fizeram hits que não seriam os mesmos sem as batidas eletrônicas produzidas por nomes como Calvin Harris, David Guetta, Avicii e Swedish House Mafia. Até artistas de outros ritmos, como Beyoncé e Drake, já flertaram com o eletrônico para inovar seus sons e conquistar as pistas de dança.
O impacto da música eletrônica também se estende aos grandes festivais. O Tomorrowland, que começou na Bélgica em 2005, atualmente reúne milhares de pessoas do mundo todo e é transmitido online para milhões, tornando-se um dos maiores eventos de cultura jovem do planeta. No Brasil, festivais como XXXperience, Tribe e Kaballah também ajudaram a consolidar o estilo, revelando DJs nacionais e transformando cidades inteiras em verdadeiras festas a céu aberto.
Outro ponto inegável é como a música eletrônica mudou a forma como consumimos música. Foi uma das primeiras a abraçar a era digital, desde os primórdios do MP3 até o boom das plataformas de streaming. Hoje, graças a tecnologias como algoritmos de recomendação, a música eletrônica continua ditando tendências, conquistando novos públicos e formando tribos digitais que só crescem.
Além disso, a cena eletrônica é conhecida por ser inclusiva – gênero, orientação, cor ou idade são irrelevantes quando o assunto é dançar junto até o sol raiar. A cultura rave e os clubes eletrônicos sempre foram espaços de liberdade e expressão, servindo como ponto de encontro para comunidades LGBTQIA+ e outros grupos marginalizados. Se você já ouviu falar do lema “Peace, Love, Unity, Respect” (PLUR), saiba que nasceu exatamente nesse meio.
E, se alguém ainda duvida do poder viral da música eletrônica, basta um scroll no TikTok: remixes, challenges, dancinhas e memes embalados por beats eletrônicos dominam as timelines diariamente, catapultando faixas desconhecidas para o topo das paradas em questão de dias.
Em 2025, a música eletrônica não só segue firme e forte, como também está cada vez mais híbrida, misturando gêneros, colaborando com artistas pop, influenciando moda, cinema, séries, games e até memes. E quem ganha com tudo isso? Nós, que temos playlists cada vez mais animadas e uma cultura pop mais diversa, vibrante e divertida.
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