Imagine um mundo em que músicos, compositores e produtores não precisassem mais perder horas e horas tentando entender para onde foi aquele pagamento de royalties que nunca chegou – ou se chegou, veio com descontos misteriosos, taxas indecifráveis e um rastro de informações tão confuso quanto letra de música no karaokê quando bate o sono. Pois bem, estamos em 2025 e a revolução está na ponta dos dedos (e dos bytes): blockchain está redefinindo, de verdade, o futuro dos royalties musicais.
Para quem ainda está perdido no tempo das fitas K7, vamos explicar rapidinho: royalties são aqueles pagamentos feitos a artistas, compositores e outros criadores toda vez que suas músicas são tocadas, vendidas ou transmitidas em plataformas digitais, rádios, shows ou até como trilha de comercial de margarina. O problema é que esse dinheiro, muitas vezes, se perde em uma jornada épica por gravadoras, editoras, sociedades de arrecadação e plataformas, até (quem sabe) chegar ao destino final. Relatórios opacos, falta de transparência e, claro, aquela famosa expressão: “o sistema está passando por instabilidades”.
É aqui que entra a tecnologia blockchain. Diferente do que muita gente pensa, blockchain não serve só pra criar criptomoedas ou memes de gatos milionários. Ela é, na prática, um grande livro-caixa digital e descentralizado, impossível de ser fraudado, onde cada transação é registrada para sempre e pode ser auditada por qualquer pessoa. Ou seja: adeus, relatórios confusos e olá, transparência total!
No cenário mundial, já existem iniciativas marcantes. A britânica Imogen Heap, por exemplo, lançou em 2015 a canção “Tiny Human” usando contratos inteligentes em blockchain, permitindo que pagamentos de royalties fossem distribuídos automaticamente entre todos os envolvidos na produção. Desde então, projetos como Mycelia, Open Music Initiative e Audius vêm promovendo experimentos e plataformas onde todos podem acompanhar, em tempo real, quanto cada criador está recebendo por cada execução, venda ou stream. Nada de “sumiu no sistema”.
No Brasil, o debate avança. Empresas como UBC (União Brasileira de Compositores) discutem como adotar o blockchain para tornar mais eficiente e justa a divisão de royalties, principalmente no mar de dados gerados pelos serviços de streaming. Segundo relatório da IFPI (Federação Internacional da Indústria Fonográfica) de 2024, o consumo global de música via streaming atingiu 615 bilhões de streams, um aumento de 13% em relação ao ano anterior. Com tanta execução, fica impossível controlar centavo por centavo sem uma tecnologia robusta.
Além da transparência, o blockchain reduz drasticamente o tempo entre a execução da música e o pagamento ao artista. Um estudo da Berklee College of Music revelou que, enquanto no sistema tradicional o artista pode esperar até dois anos(!) para receber por uma música tocada, o blockchain permite pagamentos quase instantâneos, minimizando o drama e maximizando o cafezinho dos músicos.
Mas não é só isso: a tecnologia também facilita a criação de contratos inteligentes (smart contracts), que automatizam processos e eliminam intermediários desnecessários. Isso significa mais dinheiro no bolso de quem realmente faz a música acontecer. Sem contar o potencial para criar novas formas de monetização, como a venda direta de direitos fracionados de uma música para fãs e investidores, ampliando horizontes que nem a guitarra do Hendrix sonhou alcançar.
Claro, todo paraíso tem seus desafios. A adoção em larga escala do blockchain ainda depende de padronização internacional, aceitação pelos grandes players da indústria e investimentos em educação digital. Mas os ventos estão soprando firme para um futuro cada vez mais transparente, justo e tecnológico. Afinal, quem diria que a resposta para “quem ficou com meus royalties?” seria: “confira você mesmo, na blockchain!”.
Se você é artista, fã ou só curioso por inovação, vale ficar de olho nessas tendências. O caminho para royalties musicais mais justos está apenas começando a ser trilhado, e promete transformar a relação entre criadores, plataformas e ouvintes de forma tão revolucionária quanto um solo de guitarra no Woodstock.
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