Mulheres Que Dominam as Batalhas de Rima

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O universo das batalhas de rima sempre foi considerado, durante muitos anos, um território dominado majoritariamente por homens. Mas em pleno 2025, quem ainda pensa assim provavelmente não acompanhou a revolução lírica que as mulheres protagonizaram nas arenas de freestyle. Em meio a microfones, beats pulsantes e plateias inflamadas, elas não só conquistaram seus espaços, como também redefiniram padrões e elevaram o nível das competições. Prepare-se para conhecer algumas mulheres incríveis que estão dominando as batalhas de rima e inspirando uma nova geração de MCs.

Começando pelo Brasil, é impossível falar sobre batalhas de rima femininas sem citar nomes como Clara Lima. Natural de Belo Horizonte, Clara começou a rimar aos 13 anos e logo se destacou nas batalhas de rua. Sua trajetória só cresceu: em 2016, foi a primeira mulher a vencer a tradicional Batalha de Santa Cruz, no Rio de Janeiro – um feito histórico que abriu portas para tantas outras mulheres. Clara também já participou do projeto Poesia Acústica, ganhou prêmios e segue lançando músicas que misturam rap, trap e outras influências, sempre com muita atitude e sensibilidade. Ela é considerada, atualmente, uma das maiores referências do rap feminino nacional.

Outra MC que merece destaque é a Drik Barbosa. Com uma carreira sólida e uma voz potente, Drik já marcou presença em diversas batalhas e projetos relevantes. Sua performance na Batalha do Santa Cruz, por exemplo, ficou registrada como um dos duelos mais acirrados e criativos dos últimos anos. Além disso, a artista se destaca por trazer questões de gênero e raça em suas letras, mostrando que a rima pode – e deve – ser usada como instrumento de reflexão social. Drik também colabora com vários nomes do rap nacional e internacional, mostrando que a união faz a força, principalmente entre mulheres da cena.

No cenário mundial, nomes como a norte-americana NoName e a britânica Lady Leshurr também têm muito a ensinar quando o assunto é batalha de rima. NoName, com seu estilo lírico e afiado, já foi destaque em várias cyphers e shows de freestyle em Chicago, sua cidade natal. Ela se recusa a ser rotulada e usa suas rimas para explorar temas como desigualdade, identidade e empoderamento. Já Lady Leshurr ficou conhecida após viralizar com a série “Queen’s Speech”, no YouTube, mostrando que humor, técnica e criatividade podem – e devem – andar juntos no mundo do rap. Seus vídeos ultrapassaram 100 milhões de visualizações e inspiraram meninas do mundo inteiro a pegarem o microfone e rimarem sem medo.

Vale lembrar que, nos últimos anos, projetos como o Rap Plus Size, formado pelas MCs Issa Paz e Sara Donato, também vêm ganhando destaque ao abordar temas como autoestima, aceitação e feminismo em suas letras. As batalhas de MCs femininas têm sido cada vez mais presentes em festivais, eventos e plataformas digitais, e, em 2025, já não existe mais aquele velho papo de que “lugar de mulher não é no palco”: lugar de mulher é onde ela quiser, inclusive rimando de igual para igual (ou até melhor!) com qualquer MC.

O impacto dessas mulheres vai muito além dos palcos. Elas têm usado sua visibilidade para promover debates importantes, fortalecer o movimento hip-hop feminino e abrir portas para novas artistas. E, verdade seja dita, as batalhas de rima nunca foram tão animadas, criativas e diversas quanto agora. Quem já assistiu uma edição recente da Batalha da Aldeia, em São Paulo, sabe que as mulheres estão chegando com tudo, sem pedir licença e, como diria a MC Stefanie, “com sangue nos olhos e poesia na ponta da língua”.

Se você ficou curioso para conhecer mais sobre essas artistas, vale buscar vídeos de batalhas, entrevistas e, claro, explorar o trabalho solo de cada uma delas. E para não perder nenhuma novidade da cena musical, aproveite para acessar o Soundz (https://soundz.com.br), plataforma de streaming de música grátis onde você pode escutar faixas, criar suas playlists e ainda conferir uma revista digital recheada de matérias sobre música, cultura pop, entretenimento e tendências. Porque lugar de mulher é rimando, cantando, ouvindo e, claro, dominando tudo que quiser!

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