Se existe uma coisa que o brasileiro sabe fazer bem é transformar qualquer situação, por mais polêmica que seja, em meme. E, quando o assunto são as letras de músicas, não faltam exemplos de frases que nasceram para causar discussão – e acabaram ganhando a internet com piadas, adaptações e até coreografias. Seja no pagode, no funk, no sertanejo ou no pop, ninguém está imune às letras polêmicas que viraram memes e hoje fazem parte do nosso imaginário coletivo.
Não dá para falar de memes musicais sem lembrar do hit “Caneta Azul”, de Manoel Gomes. A letra – simples e direta, quase um diário escolar – virou piada justamente por sua inocência e repetição exaustiva: “Caneta azul, azul caneta, caneta azul tá marcada com minha letra”. O que era para ser uma lamentação sobre a perda de um simples objeto escolar logo se transformou em febre nacional. O refrão grudou, surgiram remixes, e Manoel Gomes virou meme instantâneo, indo de vídeos amadores a programa de TV em tempo recorde. A prova de que a internet ama um nonsense carregado de emoção genuína.
Outro caso marcante é “Envolvimento”, da MC Loma e as Gêmeas Lacração. O refrão “Passa o rodo e joga o bumbum” ganhou as redes pela irreverência e, claro, pela performance despretensiosa do trio de Pernambuco. Foi impossível ouvir a música sem ver uma enxurrada de memes, GIFs e reencenações. O hit bombou tanto que até Anitta entrou na onda, consolidando a letra como patrimônio nacional do deboche musical.
Falando em deboche, quem não se lembra do clássico “Bumbum Tantã”, do MC Fioti? O verso “Vai com o bumbum tantã” pegou de jeito o público, e a batida quente da música só ajudou a viralizar. De repente, todo mundo estava rebolando na internet, médicos adotaram a música para incentivar a vacinação contra a Covid-19, e um meme nasceu: o famoso “dança do bumbum tantã” passou a ser praticamente uma modalidade olímpica nas redes sociais. E nem vamos citar a versão remixada para a vacina, porque essa já é história!
Nem só de funk vive a polêmica – o sertanejo também tem seu espaço. “Jennifer”, de Gabriel Diniz, trouxe ao mundo o inesquecível verso: “Meu nome é Jennifer / Eu encontrei ela no Tinder”. O aplicativo de namoro virou meme junto com a letra, e muita gente começou a zoar qualquer Jennifer por aí. A música ultrapassou fronteiras, ganhou paródias e consolidou a fama de que o brasileiro não perde uma piada.
E quando a letra nem precisa fazer sentido? “Funk do Pão de Queijo”, da MC Melody, é uma ode à culinária mineira, mas o que virou meme mesmo foi o jeito peculiar de cantar e o refrão “Pão de queijo, pão de queijo, pão de queijo, pão de queijo, pão de queijo, pão de queijo, pão de queijo”. Ninguém entendeu, mas todo mundo repetiu. E, claro, memes de pão de queijo invadiram as redes, mostrando que às vezes, quanto menos lógica melhor.
Polêmica também é sinônimo de criatividade. “Rebolation”, do Parangolé, foi outro fenômeno de 2010 que virou piada nacional. O refrão pegajoso “Essa é a dança do rebolation” virou meme principalmente por conta das dancinhas improvisadas e das tentativas – muitas vezes desastrosas – de reproduzir os passos. O meme do “tiozão do churrasco tentando dançar rebolation” segue vivo até hoje.
Atualmente, o fenômeno é global. “WAP”, da Cardi B com Megan Thee Stallion, explodiu em memes no Brasil – principalmente pelo teor explícito da letra e pelo desafio de dançar o refrão. O TikTok não deixou barato e, em 2023, o meme das mães escutando “WAP” pela primeira vez bombou por aqui. Prova de que as letras polêmicas cruzam fronteiras e quebram tabus – sempre com uma boa dose de humor.
É claro que, por trás de toda piada, existe uma crítica social, um questionamento ou simplesmente a vontade de rir do absurdo. As letras polêmicas que viram memes acabam colocando a música no centro da conversa, promovendo discussões sobre limites, liberdade de expressão e – por que não? – criatividade sem filtro. O importante é que, seja qual for o estilo, todo mundo acaba cantando junto, nem que seja só para zoar com os amigos.
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