Lendas do Funk Proibidão que Você Precisa Conhecer

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Se você nunca ouviu falar de “Funk Proibidão”, talvez você não more no Brasil — ou talvez esteja atrasado no rolê! O Funk Proibidão é aquele subgênero do funk carioca que vai além do batidão e desce até as quebradas mais profundas das favelas, trazendo letras polêmicas, beats pesados e histórias que fazem até o mais descolado ficar de cabelo em pé. Muito além das pistas de dança, o Proibidão é a crônica não filtrada da periferia, narrando um cotidiano que muita gente prefere ignorar, mas que não pode — e não deve! — ser esquecido. E se você pensou que isso é só barulho, está na hora de conhecer as verdadeiras lendas do Funk Proibidão. Prepare-se para dar aquele scroll, porque vai ser impossível não compartilhar!

Tudo começou nos anos 1990, quando o funk carioca já estava consolidado como trilha sonora das favelas e bailes. Mas aí, alguns artistas resolveram falar sobre temas que ninguém tinha coragem: violência, drogas, polícia, rotina da comunidade. Daí nasceu o Proibidão. Entre os nomes mais lendários, um dos primeiros e mais emblemáticos foi o grupo Bonde do Tigrão, mas vamos combinar que eles são o “primo comportado” dessa história. O Proibidão raiz mesmo tem como um dos precursores MC Smith, conhecido por letras que retratam com crueza a realidade das favelas cariocas. Smith foi um dos pioneiros a rachar a censura com músicas como ‘Rap do Gambá’ e ‘Rap do Flagrante’, que, mesmo banidas das rádios, bombavam nos bailes e nos CDs piratas.

Você não pode falar de lendas do Funk Proibidão sem citar MC Frank, o “General do Submundo”, responsável por hits que, apesar de proibidos nas rádios, são cantados em coro nas festas underground do Rio e de todo o Brasil. Frank ficou famoso por rimas como “Lá no Morro do Dendê”, que virou hino de resistência (e de polêmica, claro!). Outro nome que não pode ficar de fora é MC Duda do Marapé, rei das letras ácidas e sempre fiel ao movimento.

E acredite: se você acha que o Proibidão era só coisa dos anos 90, errou feio, errou rude! MC Cidinho e MC Doca chegaram com tudo nos anos 2000 com a música “Rap das Armas”, um verdadeiro clássico instantâneo. Mesmo com toda a repressão, a música furou a bolha, virou trilha sonora de filmes e séries mundo afora e até hoje é referência para quem quer entender o poder do Proibidão. O som dos caras invadiu o mainstream e, mesmo com censura, foi impossível segurar o sucesso.

Outro mito vivo é MC Smith, que, além de cantor, também é produtor e coleciona parcerias com outros grandes nomes do gênero. Suas músicas são estudadas por antropólogos e sociólogos como verdadeiros documentos da cultura periférica brasileira. Isso sem falar nos bailes que lota, mesmo que em endereços “secretos” para fugir da caneta pesada das autoridades.

É claro, não podemos esquecer do MC Nem (ou Nem da Boa Vista), que, com sua voz potente e letras ousadas, ajudou a eternizar o Proibidão com faixas como “Rap da Felicidade Proibidão” e “Rap do X”. Ele representa toda a dualidade do movimento: a alegria do baile e a denúncia social, o lazer e a crítica, o ritmo envolvente e a poesia dura da periferia.

Hoje, o Funk Proibidão está mais vivo do que nunca, influenciando desde o rap nacional até o pop e o trap, quebrando fronteiras e mostrando que a periferia também faz cultura de primeira. As letras são frequentemente censuradas, mas o som nunca para — ele se reinventa e se espalha cada vez mais, principalmente graças à internet e às plataformas digitais. O Proibidão virou cultura, virou voz, virou resistência.

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