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Jogos que Quase Ninguém Zera

Se você já se pegou contando vantagem porque conseguiu zerar aquele jogo difícil na infância, prepare-se para descobrir que talvez você seja um dos poucos sortudos de uma seleta elite gamer. Afinal, zerar um jogo nem sempre é uma tarefa simples — e tem títulos por aí que, por incrível que pareça, quase ninguém conseguiu finalizar! Seja por serem extremamente longos, desafiadores além da conta ou simplesmente cansativos, alguns games entraram para a história como verdadeiros “campeões da desistência”. Vamos explorar esse universo de façanhas inacabadas, misturando nostalgia, curiosidades e aquele toque de humor porque, convenhamos, às vezes o boss final é só a nossa paciência mesmo.

Começando pelo clássico: The Legend of Zelda: Breath of the Wild. Sim, aclamado, premiado, amado — mas também gigantesco! Dados divulgados pela Nintendo mostram que menos de 30% dos jogadores chegaram a derrotar o Calamity Ganon. O motivo? Mapa vasto, infinitas sidequests, puzzles infinitos e aquela vontade de coletar todas as Korok seeds (são 900, gente!). Muita gente se perde explorando e acaba nunca voltando para o objetivo principal. Fomos seduzidos pelo mundo aberto e esquecemos a “missão principal”. Quem nunca?

Agora, se você acha que RPGs japoneses são impossíveis de zerar, você está certo. Só pegar Final Fantasy XIII como exemplo: um dos títulos mais “abandonados” do PlayStation 3, com menos de 35% dos jogadores chegando ao fim da campanha, segundo dados de troféus da própria PlayStation Network. Os motivos são longas horas de grind, história confusa (precisava daquele monte de l’Cie e fal’Cie?) e batalhas que parecem não terminar nunca. O jogador começa empolgado, mas o tempo de jogo se arrasta tanto quanto novela das 8.

Falando em arrastar, que tal Red Dead Redemption 2? O épico do Velho Oeste da Rockstar é amado por quase todos, mas poucos realmente chegaram ao fim da jornada de Arthur Morgan. Segundo dados de troféus do PlayStation, apenas cerca de 22% dos jogadores finalizaram a história principal. Não é para menos: o jogo leva fácil mais de 50 horas só na missão principal, e as missões secundárias são tão imersivas que você até esquece do motivo pelo qual sua gangue está fugindo da lei. Ah, e ainda tem pesca, poker, caçada… Não tem como competir com esse nível de distração!

E se você é do time dos fãs de jogos de terror, prepare-se para um susto: muita gente começa Resident Evil 2 (remake), mas só cerca de 35% dos jogadores conseguem chegar ao final com qualquer personagem. O motivo? Sustos, puzzles, falta de munição e, claro, Mr. X te perseguindo pelos corredores como se não houvesse amanhã. O game é uma verdadeira prova de nervos — e paciência.

Outro fenômeno curioso é Sekiro: Shadows Die Twice. Conhecido pela dificuldade descomunal, o jogo da FromSoftware foi finalizado por apenas 30% dos jogadores, segundo estatísticas do Steam. Cada chefe é um teste de reflexos, estratégias e, principalmente, força de vontade. Muita gente desiste cedo, especialmente após morrer pela décima vez para o mesmo inimigo. Afinal, se “Shadows die twice”, o jogador morre umas cem vezes fácil.

Agora, não dá para falar de jogos difíceis sem citar Cuphead. O indie inspirado em desenhos dos anos 1930 conquistou críticos e jogadores, mas apenas cerca de 13% conseguiram o troféu de finalização do jogo. O motivo? Chefes que exigem precisão cirúrgica, ritmo frenético e muita, muita paciência. Cuphead é o tipo de jogo que você começa sorrindo e termina (ou desiste) jogando o controle longe.

Vale lembrar que nem sempre a culpa é da dificuldade. Jogos como The Witcher 3: Wild Hunt e Skyrim têm mapas tão vastos e tantas atividades paralelas que zerar a campanha principal vira quase um feito épico. Em The Witcher 3, menos de 25% dos jogadores de Xbox chegaram ao final da main quest, segundo dados da Microsoft. O mais curioso é que pessoas gastam horas e horas caçando monstros, se envolvendo em romances virtuais e coletando cartas de Gwent, mas esquecem que tem o destino do mundo para resolver. Prioridades, né?

O fenômeno dos jogos quase inacabáveis é tão expressivo que até a própria Steam já lançou relatórios mostrando que menos de 15% dos jogadores completam os jogos que compram! No cenário atual, com tanto lançamento, promoções e novas experiências surgindo a cada semana, é fácil entender: a tentação de começar algo novo é enorme, enquanto o save do jogo anterior fica ali, esperando, coletando poeira digital.

Se você já zerou algum desses títulos, sinta-se um verdadeiro herói gamer. Caso contrário, não se preocupe: a maioria está no mesmo barco. O importante é se divertir, colecionar histórias (mesmo que inacabadas) e, claro, compartilhar aquele meme dizendo que um dia você termina. Quem sabe 2025 não é o ano para zerar aquele backlog? Ou não. Vai que sai outro lançamento imperdível na semana que vem…

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