Você já parou para pensar quem realmente manda no mundo da música atualmente? De um lado do ringue, compositores humanos, cheios de sentimentos, angústias e aquela inspiração que só um coração partido pode proporcionar. Do outro, a inteligência artificial, que não se abala por nada, processa mais dados do que um festival de memes no Twitter e já escreveu mais hits do que muita banda de garagem sonhou em tocar. Mas, afinal, quem faz melhor? O duelo entre inteligência artificial e compositores humanos está apenas começando – e prometemos que não vai acabar em empate técnico.
Vamos começar falando dos humanos – afinal, cortesia nunca é demais. Desde que alguém teve a brilhante ideia de bater dois ossos para criar ritmo, a música vem sendo uma extensão da nossa experiência emocional. Compositores humanos são conhecidos por transformar dores, alegrias e até um simples café frio em melodias que conquistam multidões. Pense nos Beatles escrevendo Let It Be durante tempos turbulentos, ou Adele canalizando términos em hinos que fazem multidões chorarem na pista de dança. A história da música está repleta de exemplos em que a emoção humana é o ingrediente secreto impossível de replicar – isso até a inteligência artificial aparecer na festa.
Pois é, a I.A. não perde tempo. De 2016 para cá, sistemas como o OpenAI Jukebox, Google Magenta e Amper Music revolucionaram a forma de criar música. Essas ferramentas são capazes de compor faixas originais em segundos, experimentando estilos que vão do jazz ao death metal, sem nunca pedir um biscoito ou um café para continuar o trabalho. Em 2023, casos como o do álbum “AI Dreams” — totalmente criado por I.A. — chegaram a bombar nas plataformas digitais, acumulando milhões de streams. O segredo? Machine learning. Esses sistemas analisam padrões em milhares de músicas para entender estrutura, harmonia, melodia e letras, criando novas composições que, muitas vezes, conseguem enganar até ouvidos mais treinados.
Mas será que a música feita por I.A. é realmente melhor? Vamos aos fatos. Um estudo de 2022 da Universidade de Cambridge mostrou que, em testes cegos com ouvintes, cerca de 30% das músicas compostas por I.A. foram percebidas como humanas, enquanto 70% ainda foram reconhecidas como “robóticas” ou, no mínimo, “estranhas”. Outro detalhe interessante: quando se trata de inovação lírica, compositores humanos continuam na frente. I.A.s tendem a repetir padrões e, apesar dos avanços, ainda tropeçam em metáforas mais sutis ou naqueles trocadilhos infames que só um ser humano de verdade consegue fazer. O resultado? A inteligência artificial já manda bem, mas falta aquele toque de humanidade, aquela pitada de genialidade que só quem viveu uma boa história pode traduzir em música.
Por outro lado, a I.A. tem vantagens que nenhum compositor humano conseguiria replicar sem uma dose cavalar de café: ela nunca cansa, nunca trava na segunda estrofe e não sofre bloqueio criativo. Para jingles, trilhas sonoras genéricas e até mesmo playlists customizadas, a I.A. já virou queridinha das gravadoras e produtoras. Em 2024, mais de 10% das músicas lançadas em plataformas digitais tiveram participação direta ou indireta de algoritmos de composição, segundo a International Federation of the Phonographic Industry (IFPI). Além disso, a velocidade de produção é absurda – mesmo que para criar um hit viral ainda seja indispensável aquele toque de alma que só um(a) compositor(a) de carne e osso entrega.
Então o placar está definido? Não exatamente. O futuro da música parece ser colaborativo. Muitos compositores humanos já utilizam I.A. como assistente criativa, seja para sugerir acordes, criar bases instrumentais ou até experimentar novos estilos. Em 2025, grandes nomes como Björk, Billie Eilish e Tim Bernardes já confessaram que experimentam algoritmos para expandir os próprios limites criativos. Ou seja: a I.A. não veio para roubar a cena, mas para ampliar as possibilidades sonoras.
No final das contas, quem faz melhor depende do que você procura. Quer um hit chiclete para tocar no rádio da academia? A I.A. pode te surpreender. Procura por uma canção que traduza uma emoção única, com letras que parecem ter sido escritas para você? Aposte nos humanos. Uma coisa é certa: a música nunca esteve tão democrática – e emocionante – quanto agora.
E aí, de que lado você está? O melhor mesmo é dar o play e decidir por si mesmo! Aproveite para experimentar novos sons e criar suas playlists personalizadas no Soundz (https://soundz.com.br), a plataforma de streaming de música grátis, onde você pode escutar músicas, criar suas playlists e ainda mergulhar numa revista digital completa sobre diferentes assuntos. Afinal, seja humano ou máquina, o importante é curtir o som!
